19 de out. de 2020

O que acontece no momento da consulta espiritual com o médium “incorporado” num guia?

 
PAI VELHO RESPONDE: 
O que acontece no momento da consulta espiritual com o médium “incorporado” num guia?

Não vamos nos fixar na mecânica da incorporação para tentar nos fazer entender pelos filhos da Terra.

Muitos outros abalizados autores já explicaram detalhadamente a importância de o médium estar bem preparado, com seus chacras equilibrados e alinhados para vibrarem na mesma frequência vibratória das entidades do “lado de cá”.

Primeiramente, é fundamental desmistificarmos o que seja “incorporação”, pois nos entristece ver medianeiros despreparados omitindo sua consciência e dissimulando para os consulentes, dizendo que são inconscientes. Em verdade, não reencarnam mais médiuns totalmente inconscientes, preponderando no mediunismo umbandista, nos dias atuais, a chamada “incorporação” pela irradiação intuitiva. O médium sente as vibrações, percebe os seus guias, mas fica plenamente desperto e consciente do que se passa pela sua mente. Daí a importância do estudo, que dará a educação e o autoconhecimento necessários para que os sensitivos sejam bons receptores dos guias emissores do plano espiritual.

Mais objetivamente, respondendo à pergunta: no momento das consultas espirituais, o templo umbandista está repleto de Espíritos trabalhadores e desencarnados que serão atendidos. Os médiuns com seus protetores são o ponto central de todos os trabalhos realizados, por serem usinas vivas fornecedoras de ectoplasma. Assim, aglutinam-se em torno desses medianeiros os técnicos astrais que vão manipular os fluidos necessários aos socorros programados. Dependendo das especificidades de cada consulente, movimentamos as energias afins, por linha vibratória – Orixá – correspondente à necessidade do atendido. Ao mesmo tempo, cada guia atende numa determinada função, havendo uma enorme movimentação de falanges e legiões que se deslocam aonde for necessário, tanto no plano físico quanto nos estratos etéreo-astrais, para realizarem as tarefas a que estão destinadas e autorizadas.

Nada é feito sem um comando hierárquico e ordens de serviços criteriosas, segundo o merecimento e livre-arbítrio de todos os envolvidos. A instância superior que dita e detalha a amplitude do que será feito tem recursos de análise criteriosos que tornam impossível haver equívocos ou erros, mesmo quando há penetração na corrente mediúnica por invigilância dos próprios médiuns.

Dizia Jesus: “Quem não renuncia a si mesmo, toma a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo”. Infelizmente, nem todos os médiuns chegam ao templo umbandista imbuídos do ideal de doação, esquecendo-se de suas mazelas, seus ressentimentos e suas pequenas lamúrias do dia a dia. Em verdade, o que é mais importante para nós, amigos benfeitores, é que os nossos médiuns se esqueçam do que ocorre externamente e elevem o pensamento ao Pai, entregando-se com amor às tarefas mediúnicas. Se todos conseguissem isso por algumas horas, uma vez por semana, facilitariam enormemente os nossos labores espirituais.


Por: Ramatís e Pai Tomé/Norberto Peixoto - do livro CONVERSANDO COM AI VELHO

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