3 de ago. de 2020

Porque a meditação precisa fazer parte da sua vida?


Porque ela é a base para o desenvolvimento da consciência humana.

A prática do cultivo do silêncio é, ao meu ver, um dos grandes pilares de sustentação para o autoconhecimento, que é o que possibilita o desenvolvimento do potencial humano.

Se você quer ser um explorador e conhecedor de si mesmo, a meditação precisa fazer parte da sua vida.

Em essência, a prática se destina a desenvolver a capacidade de auto-observação. Entenda isso como pausas diárias em que você volta sua atenção para dentro buscando retornar ao seu centro, de onde você (observador) testemunha o fluxo sem se identificar.

Existem diversas técnicas meditativas. Eu quero falar hoje de uma das técnicas mais simples, que consiste basicamente em você parar o que estiver fazendo, independentemente de onde esteja, respirar profundamente e apenas observar tudo aquilo que se passa em seu mundo interior. Pode ser até mesmo uma pausa para tomar um copo de água, desde que a sua atenção esteja plenamente voltada para esse instante, sem distrações.

É natural que nos distraiamos ao longo do dia, em nossas rotinas. Estamos o tempo inteiro interagindo, seja com outros seres vivos, seja com nossos pensamentos. E nesse processo somos levados a julgar, classificar e criar histórias a respeito daquilo com o que estamos interagindo. Isso é da nossa natureza inferior. É como normalmente agimos.

Na medida em que nos aprofundamos na meditação, vamos aprendendo a colocar a mente inferior sob domínio do Ser e, assim, passamos a acessar outros quadrantes da consciência, nos conectando com o Maior em nós. Porém, para criarmos esse ciclo benigno, se faz necessário ter disciplina. Através da repetição intencional vamos criando uma base em nosso sistema psico-físico que nos permite que essa conexão aconteça sem esforço.

E COMO VOCÊ COMEÇA?

Proponho que comece sentando-se em uma posição confortável com a coluna alinhada mas sem estar rígida. Feche os olhos e direcione a atenção para o fluxo da respiração, tornando-se consciente do ar que entra e do ar que sai. Da mesma forma que observa seu fluxo respiratório, você observa também seus pensamentos e emoções, sem criticá-los ou julgá-los. Perceba que existe um espaço entre você que observa e aquilo que você está observando. No início esse espaço é quase imperceptível, mas aos poucos nossa percepção vai se ampliando.

Aproveite para observar também o seu corpo, onde há pontos de tensão e desconforto. Ao invés de tentar fugir do desconforto, sugiro que entre em contato com ele de forma intencional. Respire e relaxe. É a compreensão que possibilita a desidentificação. Entrar em contato significa estar receptivo para acolher e também compreender a dor.

Quanto maior o cansaço ou acúmulo de tensão, mais difícil será manter a auto-observação. Nesse caso, tente identificar se esse cansaço é apenas físico ou se é um desgaste energético, resultante de algum pensamento ou emoção com o qual ficou identificado e precisa abrir mão.

Perceba que esse é um treinamento para você aprender a lidar com o sofrimento e superá-lo. Não tem certo nem errado, você vai descobrindo seus limites. Vai descobrindo o que esses pontos de dor querem te contar e como você pode acolhê-los. O medo vem e você respira o medo. Respira a raiva, a tristeza e vai se permitindo encontrar alívio dentro, dando espaço para essas emoções contidas se expressarem em um campo seguro.

Você vai assistindo a esse fenômeno sem se preocupar se está indo para cima ou para baixo, evoluindo ou involuindo. Você está se movendo, se colocando diante do fluxo de abundância que é a vida. E é assim, e somente assim, que a gente começa de fato a expandir a nossa consciência.



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