28 de ago. de 2020

Não é fácil e é solitário estar dirigente espiritual


Nunca foi fácil estar dirigente espiritual em um centro umbandista. Hoje em dia é mais difícil ainda. É solitário tomar decisões que envolvam uma coletividade. Na maioria dos casos se contraria interesses individuais de uns e outros. Impossível agradar a todos e este não deve ser o objetivo do sacerdócio na Umbanda. 

Neste momento pandêmico do COVID:

- se o dirigente é orientado espiritualmente a não retornar aos trabalhos e manter o recesso, alguns são contra e não concordam;

- se o dirigente é orientado espiritualmente e retornar aos trabalhos, muitos são contra e não concordam.

Todos têm o direito de discordar e são livres para procurarem satisfazer seus anseios espirituais, inclusive podem e devem se desligar do centro e procurar outros que os atendam. Não há nada de errado neste trânsito e deve ser inclusive incentivado.

O que não deve acontecer é o dirigente “ceder” a pressões para “agradar” egos. Agrava a situação se o dirigente apresenta dependência financeira do trabalho religioso mediúnico, o que o fará ceder e a adular pessoas aqui e ali, transformando-se numa “gangorra” para atender os anseios alheios. Muitos caem neste quesito.

O exercício da equanimidade – justiça – parte de total desapego à necessidade de aprovação. Por outro lado, exige sensibilidade e empatia, para perceber o melhor para o coletivo em detrimento de movimentos individuais repletos de egoísmo. Equanimidade e judiciosa imparcialidade para se conseguir manter a sintonia límpida e cristalina com o Plano Espiritual Superior, que sempre age em favor do melhor para a maioria e não se prende a discordâncias personalistas.

Tarefa difícil, estar dirigente. Mas muito, muito gratificante e redentora de pesados carmas passados.

Axé, Saravá, Namastê!


Por: Norberto Peixoto.

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