12 de jun. de 2020

Mensagem de Pai Tomé


- A Umbanda é Ciência de Realização Divina.

Como “curar” os frequentadores dos terreiros de Umbanda da ignorância das coisas do Espírito se eles não vivenciam em si o êxtase da relação direta e pessoal com Deus?

O formulismo mágico e o formalismo cerimonial de parte da massa umbandista são os maiores obstáculos.

O formulismo mágico se caracteriza como solução para toda e qualquer queixa e sofrimento. Ele parte de rituais externos e direciona a mente dos frequentadores para um sistema de troca, para algo de fora do ser que deve se relacionar com potências que realizariam seus desejos e resolveriam seus problemas também de fora. Assim, não ensina a pescar (autoconhecimento). Na promessa de fornecer o peixe pronto a todos, escasseia os cardumes dos mares divinos, tantos são os inacabáveis pedidos de solução.

O formalismo cerimonial é o engessamento dos procedimentos nos rituais. Os que pretendem ser instrutores não são instruídos e aplicam as cerimônias por repetição, nada mais. Não sabem e ignoram os fundamentos do que estão fazendo. Por estarem “presos” nos cerimoniais externos, não interiorizam quase nada, assim como os papagaios repetem as palavras que escutam sem entendê-las.

Obviamente existem exceções, e os guias espirituais da Umbanda e da humanidade se esforçam para libertar os homens das algemas da ignorância espiritual e da total ausência de percepção de Deus. A Umbanda é ciência divina de autorrealização espiritual, infelizmente ainda incompreendida. Todo o avanço da consciência parte do melhoramento interno do indivíduo. Ocorre que a abordagem terapêutica socorrista vigente nos terreiros, a “correria” a cada engira e a total falta de “tempo” e vontade nas correntes mediúnicas para o estudo mantêm uma espécie de letargia ou mediunismo vicioso que não instrui ninguém nos dois lados da vida.

Enquanto não for implementada a prática mediúnica preventiva de doenças, que orienta e instrui sobre as causas reais dos sofrimentos, dentro de cada criatura, fazendo-a compreender que cabe somente a ela a resolução definitiva de seus tormentos, os frequentadores não buscarão Deus, pois continuarão desconhecendo o deus que “dorme” dentro deles.


Por: Pai Tomé (Norberto Peixoto) - do livro Estrela Guia - o Povo do Oriente na Umbanda (lançamento em breve)

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