29 de abr. de 2020

Médiuns conscientes e semiconscientes



O médium não é boneco vivo, insensível e de manejo mecânico, mas sim uma organização ativa com vocabulário próprio e conhecimentos pessoais adquiridos pela sua experiência e cultura humana. Além de tudo, é alma guardando em sua memória forjada nas existências pregressas a síntese dos seus esforços para a ascese espiritual. E quando se trata de médiuns conscientes ou semiconscientes, só lhes resta a tarefa de vestir e ajustar honesta e sinceramente as idéias e as frases que melhor correspondem ao pensamento que lhes é manifesto pelos espíritos desencarnados através do seu contato perispiritual. Deste modo, os comunicantes ficam circunscritos quase que totalmente à vontade e às diretrizes intelectuais e emotivas do seu intérprete encarnado, o qual fiscaliza, observa e até modifica conscientemente aquilo que foi incumbido de dizer Lembra o mensageiro terrestre que ouve o recado para transmitir verbalmente a outrem, mas na hora de cumprir sua tarefa tem de usar de suas próprias palavras para comunicá-lo. No caso, tanto o mensageiro como o médium são intérpretes do pensamento alheio e por isso influem com o seu temperamento, engenho e cultura nas mensagens que traduzem, resultando disso os textos lacônicos ou prolixos, precisos ou truncados.

Só o médium com propósitos condenáveis é que poderia ter remorsos de sua interferência anímica, pois nesse caso tratar-se-ia realmente de uma burla à conta de mediunismo. Não é passível de censura aquele que impregna as mensagens dos espíritos com forte dose de sua personalidade, mas o faz sem poder dominar o fenômeno ou mesmo distingui-lo da realidade mediúnica. É tão sutil a linha divisória entre o mundo espiritual e a matéria, que a maioria dos médiuns dificilmente logra perceber quando predomina o pensamento do desencarnado ou quando se trata de sua própria interferência anímica.

Por: Ramatís/Hercílio Maes - In Mediunismo

**Conheçam nossas redes sociais**

Nenhum comentário:

Postar um comentário