4 de mar. de 2020

O que é um congá?




PERGUNTA: - Os congás, cheios de imagens de todos os tipos, são importantes? Afinal de contas, o que é um congá?

VOVÓ MARIA CONGA: - O congá é o local sagrado de todo o cerimonial umbandista. Os rituais que são aplicados têm no congá o ponto máximo de convergência vibratória durante os trabalhos magísticos de uma gira de caridade. As vibrações de Oxalá emanam desse ponto, abrangendo toda a corrente que se forma. Os que adentram em um templo umbandista ainda não estão em condições de prescindir dos objetos que serão pontos focais dos pensamentos direcionados para um local em comum, e que estrutura e mantém a egrégora necessária para a magia.

Encontram no congá esse ponto de referência e fixação (1). Esses excessos de imagens são decorrência do sincretismo e sob certo aspecto serviram muito para acalmar as mentes desajustadas e doentes que, procurando a cura dos males na Umbanda, encontram na imagem do seu santo de fé a certeza de que ali resolverão os seus infortúnios, acalmando os corações em desalinho.

1 - Os templos de todas as correntes religiosas, do passado e do presente, sempre souberam que se faz necessário um ponto focal - o altar - para centralizar o conjunto vibratório.

Na Antiguidade, usava-se uma chama sobre os altares, simbolizando a Luz divina, como nos Templos da Luz atlantes, prática herdada pelos egípcios, hindus, gregos, celtas e até romanos, onde as oferendas de flores, incenso, perfumes etc., faziam a conexão com as energias da natureza. Aliás, entre os celtas, onde foi sacerdote, por exemplo, Allan Kardec, os altares eram erigidos nas grandes florestas para trabalhar diretamente com as forças sagradas da natureza.

Talvez aos kardecistas muito ortodoxos causasse um choque emotivo se pudessem vislumbrar a figura austera do mestre de Lyon no papel de sacerdote druida, de túnica branca, entre os carvalhos da antiga Gália, oficiando diante dos altares o culto sagrado da mais pura das magias, com a evocação das forças elementais, reverenciando a Mãe Terra e os espíritos das árvores, com os belos rituais de harmonização e cura, por intermédio de sons e cânticos sagrados em que eram mestres os druidas. Não gratuitamente, os guias do professor Rivail lhe sugeriram adotar o pseudônimo de Allan Kardec. Grandes energias espirituais de proteção e harmonia deveriam estar ligadas, como numa "chave" oculta, a esse nome sacerdotal.

O que ocorre é que alguns congás são uma confusão de tal monta que nem os mais afeitos, do "lado de cá", a pontos de identificação para os consulentes, de fixação e eliminação dos fluidos dos elementos utilizados na magia, conseguem entender.

Esses congás mal orientados, carregados de fluidos deletérios e das baixas entidades do Astral Inferior, nada têm a ver com a imantação que tomará o congá um corredor de boas correntes, de descargas saudáveis e outros benefícios da manipulação magística dos pretos velhos e caboclos.

Por: Vovó Maria Conga e Ramatís/Norberto Peixoto - Evolução no Planeta Azul - Editora do Conhecimento

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