30 de mar. de 2020

O pescador e o necessário




Um homem cheio de posses, rico, estava a trabalho em uma pequena cidade, quando se deparou com um pescador que acabava de voltar da praia com sua cesta de peixe. O Pescador então sentou-se na sombra pegou o seu cachimbo e começou a admirar o mar. O homem como sempre andava apressado, afinal de contas “tempo é dinheiro”, ficou horrorizado com a calma do nativo e foi puxar conversa:
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– Por que você não vai ao mar pescar?

Tranquilamente, entre uma baforada e outra de seu cachimbo, o pescador respondeu: ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

– Porque já pesquei o necessário para o dia de hoje.

O homem, angustiado, insistiu:

– Por que não pesca mais do que precisa?

O pescador:
– E o que eu faria com a sobra?

– Ganharia mais dinheiro, amigo! Disse o empresário. E continuou: Depois, com esse dinheiro, compraria um bom motor pra colocar no barco. E, saindo para pescar em mar profundo, pegaria mais peixe e, com os lucros, passaria a comprar redes de nylon que dariam mais pesca e mais dinheiro. Depois de algum tempo, possuiria uns dois barcos e até toda uma frota. Ficaria milionário, assim como eu sou!

Gostando da “prosa”, o pescador questionou:

– E, depois de tudo, o que eu faria?⠀⠀
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– Depois, falou o homem entusiasmado, você deitaria e descansaria, para gozar em paz o mundo e a vida!

Com um sorriso no rosto, sem nem desviar o olhar do mar, o pescador respondeu:
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– Ora, e o que pensa o senhor que estou fazendo agora mesmo? Sorriu o pescador. A riqueza não mora em posses, mas em ter poucas necessidades. Somos ricos se temos amor, paz de espírito e boas companhias. Somos ricos se temos um teto acima de nossas cabeças, comida em nossos pratos e um lugar para descansar nossas mentes. A verdadeira riqueza é feita das coisas que dinheiro nenhum pode comprar.
Você já agradeceu por tudo que você tem hoje?


Obra: Márcio Camargo (Praia com Barcos)


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