2 de dez. de 2019

Ângulo de visão




Não dá pra pegar o seu ângulo de visão e emprestar para outra pessoa. Não dá pra dizer em palavras o que você vê e achar que o outro vai ver igual. Não vai. O outro só consegue ver com os seus olhos se ele te pergunta: “o que você vê daí?”. Só se ele te pergunta. E aí os seus dizeres vão ser como um empréstimo dos seus olhos para o outro.

Acontece isso no processo de expansão de consciência. Você vai vendo o invisível. E fica nessa ansiedade de o outro também ver. Porque quando a gente passa a ver parece tão óbvio que até esquecemos que antes também a gente não via. Só que o outro está vendo do ângulo dele, e não está te pedindo olhos emprestados.

Melhor seguir avançando na nossa própria visão, expandindo nosso olhar e percepção, do que ficar na tentativa de fazer o outro ver. Isso é o salvacionismo que o ego tem necessidade de viver.

Há uns dias escrevi sobre dar feedback que não foram pedidos e sinto que é a mesma coisa: o outro não pediu seus olhos emprestados, então ficamos na nossa. E avançamos na ampliação do que estamos vendo.

É assim. Cada um do seu lugar, todos juntos colaborando para o todo.


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