12 de nov. de 2019

A importância da elevação vibratória do médium



Reflitamos, por mais que tenhamos elementos de rito, defumação, atabaques, folhas, cheiros e sons, que nos dão as percepções que nos estimulam por meio de símbolos, que podem ser visuais, sonoros ou de palavras faladas e alegorias litúrgicas, é somente por meio da elevação psíquica interna de cada membro da corrente mediúnica que podemos chegar ao padrão vibratório coletivo necessário, ao “alinhamento” com as falanges espirituais que nos envolvem de maneira consciente, efetiva e amorosa.

O médium aspirante adquire a convicção íntima, vivenciada, com os usos e costumes cerimoniais dos terreiros umbandistas, que se utilizam de sugestões – sons, gestos, cheiros e cores –, adesão à comunidade e participação dinâmica de grupo, despertar das emoções, liberação de sentimentos negativos e reintegração emocional, criando sensação de paz, direção e controle do próprio psiquismo. São conduzidos em ambientes carregados de emoção positiva e proveem caminhos para “escape”, purificação, catarse e alcance do poder de realização pessoal e fortalecimento da vontade. 

Não só a incorporação com os guias astrais serve para o exercício da caridade, auxiliando em amplos sentidos aos que batem à porta dos terreiros buscando ajuda. Notemos que o passar do tempo vivenciando a Umbanda é de grande valia para a catarse dos adeptos, com redução de ansiedades, fobias, recalques e situações psicológicas estressantes, notadamente quando o Orixá “adormecido” no inconsciente desperta e se manifesta nos transes, conforme falamos, cada qual com seu modo peculiar.


Por: Norberto Peixoto - in "O transe ritual na Umbanda"

Nenhum comentário:

Postar um comentário