10 de set. de 2019

Deixe o seu Guia trabalhar




Muitos e muitos médiuns de Umbanda, no decorrer do desenvolvimento mediúnico, aprendem métodos de incorporação enlatados, em um padrão, e podam a natureza de seus Guias fazendo com que os mesmos tenham que se adaptar ao que o médium aprende como sendo o correto.

Hoje, criaram-se padrões universais para a incorporação e, mais grave ainda, criou-se um estigma de que quanto mais conhecido for o Guia no sentido do nome, mais poderoso Ele é e mais respeitado será o trabalho do médium que o incorpora. Isto é uma real inversão de valores, visto que o nome dos Guias pouco importa; o que realmente importa é seu trabalho e seu puder realização.

Hoje em dia, Exu deve sempre vir ereto; Caboclo não pode dar seu brado de guerra e Preto Velho deve falar quase que sem sotaque.

Será que a Umbanda necessita mesmo deste tipo de retaliação aos arquétipos sagrados que a sustenta?
Ao meu ver, o médium deve dar vazão total a natureza do Guia!

Independe de nome, de forma de trabalho, de postura. O que realmente importa é que seja real e pleno o trabalho dos Guias em uma Gira de Umbanda!

Ética, educação, bom senso e luz todos os Guias tem, não há necessidade de doutriná-los, visto que, se são Guias, são muito mais evoluídos que nós e carregam ativo um mistério dentro de si que fará todo um trabalho a quem quer que os procure.

Deixemos fluir realmente a essência dos Guias em nossas vidas e em seus trabalhos!

Vamos confiar mais em seus mistérios e forças e abrirmos nossas mentes para que nossos Guias não tenham a necessidade de se moldar aos nossos tabus e dogmas de conceitos novos que nada trazem de útil aos trabalhos atuais.

Não devemos podar de maneira alguma as manifestações de nossos Guias em detrimento do que nós imaginamos e aprendemos que seja o correto.

Lembre-se que, confiando em primeiro lugar em seu Guia, tudo fluirá naturalmente em sua jornada mediúnica; e, quem o faz, recebe ensinamentos e oportunidades profundas de evolução e esclarecimento acerca dos mistérios do Criador.

Que todos os Guias sejam libertados das amarras que muitos colocam neles no momento dos trabalhos em busca de um arquétipo “perfeito” e “evoluído” de uma modernidade que está a cada dia robotizando nossos Guias para satisfazer uma pseuda evolução de nossa religião.

Por: Sacerdote Marcel Oliveira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário