19 de jul. de 2019

A Linha do Oriente na Umbanda




Linha do Oriente: quais espíritos a compõe?

Monges, mestres, rabinos, sábios e pessoas fortemente relacionadas ao que tange a espiritualidade. Espíritos que não se encaixavam nos arquétipos de origem africana, portuguesa e indígena, encontraram na Linha do Oriente uma forma de se manifestar e rememorar as práticas magistas vividas em outras existências.

A Linha do Oriente é muito ampla e tem o objetivo de trazer a cultura do povo oriental para dentro dos terreiros de Umbanda – que se consolida como uma religião multi-cultural – e desta forma trazer o olhar do orientalismo sob nós, homens ocidentais. Vamos encontrar nela monges tibetanos, japoneses, chineses, turcos, muçulmanos, hindus..

Qual o propósito?

Trazem consigo o estímulo ao desapego. Desapego ao padrão de vida imposto, a automatização, ao consumismo desenfreado. Propõe à nós uma reflexão mais profunda sobre o nosso interior. Por isso, é conhecida como a linha que dá mais ênfase a questão da espiritualidade do ser. É como se eles nos dissessem “desliga o modo automático, perceba a vida e encontre dentro de você o sentido de toda essa realidade”.

Por esse motivo é que evoca o arquétipo dos espíritos das religiões orientais. Traz assim esse perfil de libertação dos modos de vida costumeiros, da renúncia a hábitos que fazem parte disso e ainda, a percepção da realidade.

Eles estimulam no médium e nos consulentes o caminho da ascenção espiritual, por meio dos estudos, da meditação, da ciência, do conhecimento das leis divinas, do amor, da verdade, da arte e do belo, fazendo-os eliminarem das suas vidas tudo o que é pernicioso.

Por isso, a linha do oriente também evoca a questão de não esperar que a ajuda venha de fora. Mas sim, encontrar dentro de você as reflexões e as decisões que precisam ser tomadas. 

A Linha do Oriente está presente desde do surgimento da Umbanda, quando suas falanges já se manifestavam nas giras como “pequenos fragmentos de tradições esotéricas, da ciência dos magos, dos oráculos e dos mistérios religiosos antigos”.

Por: Júlia Pereira / Umbanda EAD

Nenhum comentário:

Postar um comentário