28 de mai. de 2019

Xangô!




É dispensável qualquer apresentação sobre nosso amado Pai Xangô, um dos Orixás mais cultuados no Brasil, seja na Umbanda ou nos cultos de nação. Entender Xangô é amá-lo como Orixá que é, Irradiador Natural da qualidade divina da Justiça, assentado na quarta linha de forças, a Linha da Justiça, seu elemento é o fogo. 
Polariza nessa linha de forças com a Orixá Egunitá, Mãe ígnea por excelência e de fator consumidor dos processos de desequilíbrio. Também polariza com Iansã, na quinta linha de forças, a Linha da Lei, de elemento ar. Essa dupla polarização, entre outros aspectos, se deve ao fator elementar, ou seja, o elemento fogo necessita do elemento ar para existir e se expandir. 
Outro aspecto importante é que os seres desequilibrados em qualquer sentido que seja têm esse desequilíbrio consumido, purificado, através das ações da Lei e, já aptos a serem reequilibrados pela energia racionalizadora de Xangô, continuam seu processo evolutivo, com a razão e a estabilidade necessárias. 
Quem absorve essa irradiação torna-se racional, ajuizado e tende a equilibrar quem está a sua volta. Sua manifestação nos terreiros é sempre pontuada pela força da razão, e seus representantes intermediadores para o plano humano são sempre sérios e objetivos, ou seja, exprimem a razão pura, sem rodeios. 
Orixá guerreiro, muito evocado em situações críticas quando a força da Justiça torna-se imprescindível, racionaliza os seres devolvendo-lhes o “pé no chão”, a capacidade de entender os ditames da Lei e o equilíbrio necessário para que evoluam com consciência. 
Preste atenção nas manifestações dos muitos caboclos de Xangô, dentro dos terreiros de Umbanda. Sintam a seriedade e racionalização com que conduzem aqueles que os procuram ao caminho do equilíbrio.
 

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