20 de mar. de 2019

Entenda o medo da escassez




Um dos aspectos principais do medo é a escassez. O medo é uma matriz bastante complexa que contém muitos agregados psicológicos, e o medo da escassez é um dos seus pilares. Ele gera a insegurança que alimenta a ideia de que você é um eu separado.

Em verdade, o medo da escassez é somente um sintoma que mostra que você não está alinhado com o dharma, com o seu lugar no mundo. Quando existe o alinhamento, o que significa colocar os seus talentos e dons a serviço do amor e do Divino, você não tem medo. Se você tem medo é porque, nesta área da sua vida que é a profissão, o eu inferior ainda está no comando. Ainda existe uma programação karmica que não foi integrada. Tudo indica que ainda existem sentimentos suprimidos e imagens que não permitem que a vida flua nesta área.

Existe outra área, que muitas vezes é consequência da área profissional: a financeira. Elas são áreas diferentes e, às vezes, você até já está no caminho certo e está colocando os seus talentos a serviço do Supremo, mas ainda existem bloqueios na área financeira que te fazem acreditar no medo da escassez.

Nesse caso, imagens e sentimentos negados estão impedindo que você se harmonize com o fluxo da prosperidade e da abundância, que também são atributos divinos. Você é um herdeiro das glórias eternas e o tesouro universal é seu, mas, devido a estes bloqueios, você trava o fluxo da prosperidade e experimenta esse sintoma tão amargo e sofrido que é o medo da escassez, que nada mais é do que uma forma de autopunição. Existe um sentimento interno de não merecimento e o medo da escassez é uma forma de se castigar.

Por isso eu digo que, se você investigar, perceberá que esse medo é somente um sintoma da sua separação de Deus. E, dentro desse seu mundo particular, você está tentando se machucar para chamar a atenção de alguém. É uma forma de protesto.

Eu estou falando de algo muito profundo. Neste hiato que se configura, são criadas muitas outras interferências entra elas as interferências sociais, políticas e uma série de outras formas externas. Mas, devemos nos conscientizar da porta que abrimos para que estas influências externas dificultem ainda mais essa nossa tendência. A porta que se abre, é justamente o que eu chamo de isolamento.

É você separado de Deus, sozinho nesse mundo criado a partir dos seus traumas, que faz com que veja o dinheiro como um inimigo ou um perigo. Ou então, você dá ao dinheiro um valor emocional que não tem nada a ver com ele. Isto precisa ser bem compreendido.

O dinheiro é um tremendo poder. Se você o respeita, ele pode facilitar a sua jornada neste plano terreno. Se você não o respeita, ele pode destruí-lo. Respeitá-lo significa dar a ele o seu devido lugar: ele é um instrumento neutro, que deve estar a serviço do amor; a serviço do coração. É necessário investigar se nessa área da sua vida (a área financeira), existe um alinhamento com a corrente de afirmação; se existe um sentimento de merecimento.

Essa corrente de afirmação – esse sim – promove a união com o Divino, dissipa o medo da escassez e toda a sensação de fracasso. A união com o Divino significa deixá-lo atuar através de você, mas para isso acontecer, se faz necessário sair da frente. Se você está na frente, querendo fazer do seu jeito, vale a pena tomar consciência do motivo disso estar acontecendo.

Por que você insiste tanto que as coisas sejam do seu jeito? Você está brigando com quem? Vá olhar para os seus condicionamentos, liberar os sentimentos guardados, dissolver imagens de dor, acertar as contas do passado… Só fazendo esse mergulho em seu mundo interno será possível sair da frente e deixar Deus agir através de você. Aí não existirá mais medo. Se Deus está aqui e o amor está fluindo do seu coração, não há espaço para o medo.

Outro aspecto importante é que a avareza nasce do medo da escassez. É o medo que faz com que você tenha que criar uma trincheira para se esconder atrás. Você precisa acumular e possuir para poder se proteger. Você aprendeu que ter dá segurança, mas isso é uma crença. Existe uma imagem congelada no seu sistema que determina isso e é justamente essa crença que impede que a prosperidade e a abundância possam se manifestar no seu canal. A prosperidade é uma frequência divina que, como toda a frequência de energia, precisa circular.

Se você tentar segurar as coisas materiais, é o mesmo que estar segurando maya, a ilusão. Nesse caminho, você passa a vida sustentando a identificação com o falso eu, com a ideia de separação e consequentemente, acaba se frustrando e sofrendo repetidas vezes.

Pode parecer um paradoxo, mas a verdade é que somente quando você se liberta do medo da pobreza é que pode verdadeiramente se afinar com os códigos divinos da prosperidade e da abundância. Assim é. Reflita sobre isso.


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