20 de nov de 2018

O que os olhos não vêem, o coração não sente




"O que os olhos não vêem, o coração não sente" é uma expressão um tanto quanto nada incomum de ser ouvida em nosso cotidiano, todavia, ao escutá-la dentro de um templo religioso seu peso negativo é muito maior.

Ao compreendermos que somos seres espirituais em experiência carnal, podemos apreender que o plano espiritual conta com uma quantidade imensurável de seres não encarnados, deste modo, é difícil acreditar que não estejamos constantemente sendo influenciados por seres de outros planos. Mas, vejamos bem, a influência não é o aspecto primordial, mas sim a qualidade desta. 

Incontáveis são as vezes que um Sacerdote assevera sobre as ações de seus tutelados fora de seus templos, postulando serem suas atitudes verdadeiras fixações no astral do tipo de emanações que geramos e do carma que aderimos. 

Na crença de que não estamos sendo observados, muitos acabam se submetendo a situações dúbias como traições, fofocas, difamações e correlatos. Mas, reflitamos mais uma vez, será que o fato de não estar sendo observado por um ser encarnado faz o sujeito em suas ações deletérias menos visto pela espiritualidade? Pois ousamos dizer que não! 

Assim, na somatória de atitudes que não correspondem ao astral que lhe acoberta, o indivíduo pode ver muitos problemas surgirem e se acumular, correndo logo em seguida para aqueles que até então seriam seus amigos, irmãos ou sacerdotes, alegando não compreender como tudo pode estar dando errado. 

O que os olhos não vêem o coração não sente - pode até ser uma "verdade", contudo, o coração de quem? Pois, prezado leitor, acredite, a espiritualidade superior muito sente ao ver seus filhos assumindo posturas que não condizem com seus discursos ou com os desígnios de um astral que espera o crescimento e reforma íntima.


Por: Flávio Mattos