25 de set de 2018

Os templos, a fé e a religiosidade na Umbanda




Os TEMPLOS são os locais criados pelos homens para cultuarem Deus e suas divindades, pois no decorrer dos tempos, os antigos cultos às divindades naturais foram tornando-se difíceis, justamente por causa do crescimento populacional, que foi deslocando as pessoas para longe dos lugares onde eram cultuadas: os pontos de forças ou santuários naturais.

Saibam que os povos antigos realizavam seus cultos a céu aberto, onde aconteciam cerimônias e festividades religiosas. Mas, devido às longas distâncias, não era possível manter uma assiduidade aos cultos e aí começaram a criar uma alternativa que respondesse aos anseios das pessoas que sentiam a falta do contato frequente com suas divindades. E surgiram os templos!

Sim, os templos atendem essa necessidade dos seres, e são tão positivos que onde houver um, ali está um local onde as pessoas se colocam de frente para Deus e suas divindades. O fato concreto é que um templo é consagrado às práticas religiosas e dentro dele existe um campo eletromagnético que o diferencia, pois este campo é criado pelas irradiações que descem até ele desde o alto do altíssimo, inundando-o de essências religiosas despertadoras da fé.

O campo eletromagnético interno de um templo não deve ser medido ou comparado com o seu espaço físico, pois localiza-se na dimensão espiritual, onde os parâmetros são outros. Assim sendo, saibam que se no espaço físico de um templo cabem cem pessoas, no seu campo eletromagnético caberão todos os espíritos que adentrarem nele. E se entrarem um milhão de espíritos, todos serão acomodados, pois o lado espiritual da vida é regido por outros princípios e outros parâmetros, que são divinos (de Deus). O campo eletromagnético de um templo expande-se caso precise acomodar mais espíritos, ou contrai-se após recolhê-los e direcioná-los para moradas espirituais localizadas no astral.

Saibam também que todo espírito que for acolhido, religiosamente, no campo de um templo, automaticamente e imediatamente começa a ser amparado pela divindade que rege o templo, e que ativa suas hierarquias para auxiliá-lo, curá-lo, doutriná-lo, e recolocá-lo na senda luminosa da evolução.

Mas, se um espírito não for acolhido religiosamente, então os espíritos guardiões do templo o colocam para fora ou o enviam à alguma faixa vibratória negativa onde, junto com seus afins, também viciados, terá todo o tempo que precisar para repensar sua vida desregrada. Por isso a Umbanda adotou o assentamento de Exu e Pombagira no lado de fora dos seus templos: são estes guardiões cósmicos que enviam para as faixas negativas os espíritos ainda petrificados nos vícios e ainda vibrando sentimentos de ódio, vingança, etc.

Mas, ao par da atração dos espíritos guardiões, todo templo tem o recurso da Lei Maior, que cria no espaço interno dele um polo magnético bipolar, que puxa para o “alto” os espíritos que já forem merecedores de um amparo efetivo, e envia para o “embaixo” aqueles que precisam descarregar seus vícios emocionais.

Portanto, não importa a que religião um templo pertence, pois nele Deus está presente e ativo, assim como ali está presente uma ou várias de suas divindades. Logo, caso adentrem num, peçam antes licença, e depois comportem-se religiosamente, pois senão estarão profanando um local consagrado e mostrando-se indignos de quem os recebeu com amor e boa vontade, assim como estarão sendo vistos de frente tanto por Deus e suas divindades, como pelos espíritos que ali atuam em benefício de todos que ali vão, porque creem no poder da religião que o erigiu como mais uma casa do Pai.

A FÉ E RELIGIOSIDADE

Fé é o ato de crermos em Deus e suas divindades. Religiosidade é a forma como manifestamos nossa fé, que envolve nossos sentimentos íntimos e nossa postura diante de Deus e suas divindades, assim como, diante da vida e de nossos semelhantes. De nada adianta crermos em Deus se nossa religiosidade é nula ou negativa. Sim, quantos não têm fé na existência de Deus e de suas divindades e creem que atuam em nossa vida e em nosso favor nos momentos difíceis, mas só buscam esse amparo divino quando chegam ao desespero?

Muitos, não?

Pois é. Estes têm fé, mas não a cultivam com uma religiosidade em suas vidas e suas posturas no dia a dia. Saibam que fé é a crença no poder divino. Já a15 religiosidade, é o ato de trazermos para nossa vida e nosso dia a dia o comportamento e a postura preconizados como qualidades superiores pela nossa religião e sua doutrina.

Se nossa doutrina prega que somos filhos de um mesmo pai (Deus), então o nosso comportamento diante de nossos semelhantes deve pautar-se por este sentimento fraterno que congrega e irmana os seres. E nossa postura diante de um nosso semelhantes deve ser de respeito e de confiança.

A nossa religiosidade nos distingue perante nossos semelhantes e nos qualifica como seres regidos por Deus e suas divindades, e todos esperam de nós uma conduta e uma postura condizente com o que nossa religião prega: amor e fraternidade para e com nossos semelhantes.

Meditem e reflitam se vossa fé é forte e se vosso comportamento e postura a refletem, ou se vossa religiosidade está precisando aperfeiçoar-se e vossa fé está necessitando de um reforço extra, pois está fragilizada pelas vossas dificuldades do dia a dia.


Por: RUBENS SARACENI – (Em memória)