21 de set de 2018

Como ingressar na corrente




Decidir fazer parte de uma corrente mediúnica requer ponderar alguns pontos e desmistificar outros. A sua entrada como médium em uma casa não pode ser pautada na curiosidade ou ostentação (há quem ache que carregar guias no pescoço é glorioso ou superior a qualquer pessoa). Deve ser um chamado interno, ou seja, você deve sentir a necessidade de ser útil, de se aproximar da Luz Divina (através da caridade) e também evoluir como espírito errante que ainda somos. Diferente de um “pokemón”, a evolução não se dá conforme a quantidade de guias no pescoço ou andanças entre terreiros, mas pode ser presenciada nas atitudes do médium, na sua fala, no seu poder de compreensão e doação de amor, paciência, solidariedade... e por aí vai.

Ser médium de Umbanda não é ter apenas um compromisso com a casa que deseja fazer parte, é um compromisso consigo mesmo, com os guias e com Deus. Se a Umbanda te emociona, se você gosta de estar num terreiro, se você sente sua essência bater mais forte em você junto com os atabaques, bem-vindo! Você é como nós... apaixonado pela reza com alegria, música, vibração... É assim que nos comunicamos com Deus em conjunto, no terreiro, com os guias. Desta maneira ajudamos a nós mesmos a sermos melhores espíritos do fomos até ontem e temos o objetivo claro de melhorar ainda mais a cada dia. Não há comparação entre um e outro, temos que comparar a si próprios a cada dia, avaliando o que precisa ser melhorado.

"Não escolhi a Umbanda. Foi a Umbanda que me escolheu."
Jeito carinhoso de dizer que somos apaixonados pela Umbanda. Entretanto, a Umbanda está para todos, mas nem todos estão para a Umbanda. Nossa religião é dedicação ao espíritos, a caridade, ao amor... você está disposto a isso?

O caminhar na Umbanda, ao lado dos guias que nos fortalecem com mensagens e atitudes reveladoras do caminho correto, propicia a reforma íntima e com esta somos capazes de ajudar mais pessoas, seja através da nossa palavra ou das incorporações para os guias que ajudam a assistência que procura o terreiro.

Há falácias que impõe medo ao aspirante médium. Dizem que se um dia entrar para um terreiro, se quiser sair não poderá... que tudo o que conquistou irá ser tomado e etc. Bobagem! Deus não é punitivo, nós é que produzimos nossos próprios dissabores. O que ocorre é que muitas vezes o filho de Umbanda, com o equilíbrio espiritual conquistado, é muito feliz e sempre é maior que os seus problemas. A felicidade plena é comum quando estamos equilibrados!

Quando há o abandono espiritual (seja de qualquer religião, não falo só da Umbanda), nos falta este equilíbrio e por isso muitas coisas começam a se perder no caminho.

Sua obrigação como médium no TVB pode ser conhecida ao pé da letra no Regimento Interno, disponível aqui no site. Leia, visite as giras, e se o seu coração tocar me nossa casa, ela é sua também!

"Quem não vem pelo amor, vem pela dor."

Esta frase é retrato de uma dura realidade. Ou a gente se apaixona pela Umbanda, ou ela nos busca pelos compromissos já ancorados em outras encarnações. O livre arbítrio existe, e não é só nesta encarnação. Não somos obrigados a nada por imposição, mas muitas vezes a dor nos faz procurar a religião que sempre tivemos medo (devido sociedade preconceituosa) e além de ajuda encontramos a paz.