31 de jul de 2018

O passe umbandista que praticamos na União da Luz




A palavra “passe” tem origem no Espiritismo, codificado por Allan Kardec, e traz a ideia de “passar” ou “transmitir” algo a alguém. O “Passe Umbandista” não é apenas um “passe magnético” ou material e sim um “Passe Espiritual”, aplicado por um espírito.

Os espíritos que se manifestam na Umbanda aplicam métodos variados de acordo com a necessidade de cada consulente, dentro dos variados recursos que cada espírito guia entidade/mentor possui. Cada um recebe na medida de seu merecimento e afinidade, podendo um encarnado bloquear uma ação positiva direcionada a ele mesmo como consequência de sua postura mental. Muitos merecem mas não estão abertos emocionalmente ou psicologicamente para receber o que a espiritualidade lhe oferece, por vários motivos - descrença, irritação, cansaço mental e físico excessivo, mentalidade crítica e posturas interesseiras e imediatistas desfocadas de um objetivo espiritual são alguns destes motivos.

O passe umbandista é a aplicação de um conjunto de técnicas mágico-religiosas, além de explorar todos os recursos possíveis de imposição de mãos e utiliza elementos e técnicas variadas. No passe umbandista, são usados diversos materiais (fumo, água, ervas, pedras, correntes, pontos risccados ou guias) que descarregam os acúmulos negativos alojados nesses campos eletromagnéticos.

Cada entidade tem a liberdade de aplicar a técnica que preferir, desde que dentro dos limites de ética, bom senso e respeito, embora haja um conjunto de métodos e recursos característicos da Umbanda. Entre os elementos mais utilizados podemos identificar velas, água, óleo, pedras, essências, fumo, ervas, tecidos, ponteiros e a pemba (giz utilizado para traçar símbolos), dentro de um ambiente de terreiro.

Em meio a tantos recursos destacamos o estalar de dedos, bem característico em quase todas as linhas de trabalho. São identificadas as energias que existem na ponta de cada um dos dedos da mão, que são pequenos chakras ou vórtices de energia, e, o “choque” vibratório desencadeado no ar quando o dedo médio estala sobre a região da mão chamada de “monte de Vênus”, causando vibração astral e sonora o que desperta certa energia dentro do campo em que está atuando. Este “Estalar de Energias” pode assumir contextos vaiados de acordo com o que esteja associado, por meio do pensamento ou movimentos. Além deste contexto pode-se usar o estalar de dedos como um simples gesto de descarregar as energias absorvidas pelas palmas das mãos.


Fonte: União da Luz