26 de fev de 2018

Oxum e Iansã; Iansã e Oxum



Oxum me contou que quando IANSÃ, Rainha dos ventos e tempestades, estava com seu coração confuso, cheio de mágoa e tristeza, ela ia se lavar nas águas doces de OXUM.

Ela pedia colo e conselhos, pedia conforto e um pouco do amor incondicional de Mamãe. Quando IANSÃ chegava, OXUM se alegrava e a recebia de braços abertos, enfeitava seus lindos cabelos com o primeiro desabrochar das rosas vermelhas mais lindas que encontrava e pedia aos passarinhos que cantassem suas melodias mais doces.

OXUM envolvia sua querida irmã com seus raios dourados e esperava pacientemente que se acalmasse e assim pudesse contar tudo o que se escondia naquele coração tão amado. Depois de um longo tempo em que IANSÃ aliviava seu coração e encontrava em OXUM o retorno para suas emoções e o equilíbrio necessário, algo misterioso sempre acontecia.

Quem olhasse de longe poderia ver o deslumbrante e a perfeição dos movimentos que a água e o vento geravam, plenos como em uma dança, as duas energias giravam e giravam, uma alimentando e elevando a outra.

O que acontecia é que Mamãe OXUM se alimentava da ira e tristeza de OYÁ, Se fortalecia, se iluminava e conseguia todo o conforto e energia necessários para encontrar o caminho do mar, principalmente para superar suas próprias dores e tristezas. Uma protegia a outra, uma alimentava a outra e juntas eram capazes de trazer força e amor a todos que por elas clamavam...’


Por: Autoria desconhecida