12 de out de 2017

Mediunidade na Umbanda


Nego velho hoje vai falar
De um assunto que muitos vão se interessar.

Mediunidade é um dom
Muito pouco comprendido
É tarefa, é missão
Que muitos tem confundido.

Quando a alma nessa terra
Um ventre vem habitar
Traz escrito no seu ser
As tarefas a fazer.

No momento de reencarnar
Muitos compromissos faz
Com a divina providência
Promete ser luz e ser paz.

Trazendo o dom da cura
É só estender as mãos
Este tipo de mediunidade
Liberta muitos irmãos,
Da dor e do sofrimento
E também da escravidão.

Outros têm o dom de ver
O mundo mais além
Assim podem socorrer
Muitos que sofrem também.

Outros filhos ouvem o clamor
Daquele que já morreu
Então acolhem com amor
Como se fosse um filho seu.
Mostrando novos horizontes
Que podem levar a Deus.

Aquele que prometeu
Todo irmão encaminhar
Vem ser médium de transporte
Para muitos amparar
Mostrando sempre o caminho
Àquele que procurar.

Missão de amor e humildade
De luz e de proteção,
Traz aquele que empresta o corpo
Para a incorporação
Dando assim oportunidade
De esclarecer muitos irmãos.

Outros filhos trazem na sua essência
Riqueza em fluido vital
Movimentam com eficiência
Tudo que é material
Com a força de sua fé
Podem aniquilar o mal.

Tem filho que não vê
Não ouve,nem faz cura,
Mas sente e quer proteger
Toda e qualquer criatura.
Este é o médium sensitivo
Que com amor e devoção,
Transforma com seu exemplo
Muito egun, num novo irmão.

Tem aquele filho que escreve
Mensagens de admirar
Inspirado pelo alto
Muito pode auxiliar.
Levando o conhecimento
Pra aquele que precisar
De uma palavra de alento,
Escrito lá vai estar.

Outro traz o dom da fala
Argumento, não lhe falta não,
Esclarecer é seu lema
Esse é o médium de doutrinação.
Que fala de esperança
De cura e libertação
Sua missão é mostrar
Que a vida é uma transição
Que o corpo é só uma roupagem
Usada para lição.
Neste planeta escola
Que educa o coração.

Mas não fique a pensar
Que isso é privilégio
Disciplina é seu dever
O amor é seu colégio
Amparar e proteger
Essa é a missão do médium.

Bem antes da encarnação
O compromisso é firmado
Ajudando outros irmãos
O médium é ajudado
Se liberta das amarras
Dos erros lá do passado.

Mas ao chegar nessa terra
Cheia de vício e tentação,
Muitos desses médiuns erram
caem nas malhas da perdição
Se seduzindo pela vil moeda
E por uns poucos tostões
Fazendo-se instrumento das trevas
Perdendo a chance e a encarnação.

Por causa desses filhos
Que confundem o seu papel,
A mediunidade ainda é assunto
De comentário cruel.

Mas a verdade , meu irmão
Sobre o que vim pra vocês contar,
Está dentro das escrituras,
Lá poderei lhes provar.

Pois desde os tempos remotos,
O homem sempre procurou,
Comunicar-se com o alto
Voltar-se pro Criador.

A bíblia é a maior prova
Que existe comunicação
Entre a terra e o céu
Criador e criação.

Os profetas sempre puderam
Tanto ver, quanto ouvir
As orientações do Divino Pai Eterno
Para as nações acudir.

Quem deturpa e julga o médium
Lhe falta orientação
Não me ofendo, pois bem sei
Que por causa da ambição
Muitos servidores das trevas
Fazem o mal, dizendo-se ser bom.

Mas a esses filhos também não julgo,
Pois Jesus deixou a lição.
Chega o dia que a justiça
Bate à porta desse irmão.

Não há motivo pra medo
Nem preconceito, meu irmão
A mediunidade para o bem
É socorro e proteção.
Lembra tu que a vidência,
Salvou o filho de Abraão?
Porque se assim não fosse,
Sofrendo e em aflição
Abraão mataria o seu filho
Amado do coração.

E os reis? Meus filhos se lembram?
Viviam a consultar
Os médiuns daquele tempo,
Para suas decisões tomar.

Vejam bem irmãos e amigos
Mas olhem com o coração
Moisés é um bom exemplo
De amor e abnegação.
Médium de efeitos físicos
Sempre soube seu dom usar,
Na hora da provação
Rogou com fé e do céu desceu maná.
Tocou com seu cajado nas rochas,
E a água começou a brotar.

Caminhando com a multidão no deserto
Avistou ao longe numeroso exército
O seu povo a perseguir,
Viu que o fim estava perto
E por seu povo se pôs a pedir.

E com grande valentia
Com seu cajado ordenou
Que o mar se abrisse em dois
Em nome de Nosso Senhor,
Sua rogativa foi atendida
E toda a multidão passou.

Com a armadura da fé
Mas usando seu dom também,
Afogou-se todo o exército
E não sobrou mais ninguém
Que se atrevesse a desafiar
Esse enviado do bem.

Vocês duvidam desse dom?
Então diga quem escreveu,
O livro sagrado meus irmãos
Não foi inspirado por Deus?

Então porque resistência,
Se a prova na tua mão está?
É vidência, é audiência
Toda página que tu olhar.

Nesse livro que é sagrado
Muitos médiuns trabalharam
Pra mostrar que mediunidade
É uma tarefa de amor
Que deve ser exercida
Para exaltar o Criador.

Mas o homem com astúcia
Medo de mostrar a verdade,
Preferiu cobrir com tabus
O assunto mediunidade
Que incomoda a hipocrisia
De muitos na sociedade
Que querem viver de mentiras,
De ambição e de vaidade.

Na fuga da disciplina
Do viver em retidão
Muitos filhos não querem doutrina
Que eduque o coração,
Eis porquê esse assunto
Tem pouca aceitação
Pois não há segredo algum
Que lhe fique oculto não.
Assim fala Pai Chico Preto
Nesse mundo de expiação
Que tá sentado no toco
Pra auxiliar esses irmãos.


Por: Pai Chico Preto e Yakekerê/Marcia Andreia