6 de out de 2017

Fofoca: a falta de ética dentro de um terreiro




A fofoca acontece geralmente antes e após a gira, pois presumimos que a pessoa tem que ser muito cara de pau para fazer fofoca dentro do rito sagrado! De qualquer forma, para um médium de Umbanda (além de ser uma atitude muito feia e imatura), fazer fofoca atrapalha sua conexão com os guias diretamente. O guia não tem WHATSAPP, FACEBOOK, CELULAR, porém, ele está conosco e tem ampla visão do que fazemos antes e depois da gira.

De nada adianta ficar na gira comportado com cara de santo (a) se fora dela você:

- Planta a discórdia;

- Faz leva e traz de informações de pessoas pelas costas;

- Enche a cabeça do irmão com assuntos desnecessários;

- Conta mentiras;

- Aumenta e sensasionaliza fatos;

- Distorce informações a seu favor;

- Revela segredos e casos que foram confiados APENAS A VOCÊ OU AO SEU GUIA.

- Etc.

A fofoca é em si uma grande falta de ÉTICA E PROFISSIONALISMO, pois se tratando de UMBANDA, não há espaço para este tipo de caráter. Além de responder diretamente a Xango (O Orixá que avalia os dois lados da moeda), a fofoca pode e certamente irá atrapalhar o processo de Incorporação, em outras palavras, é como se deixássemos de ser dignos deste dom.

Fora do terreiro a autonomia do pai de santo não tem acesso, mas dentro do terreiro ele pode e deve exigir RESPEITO entre os filhos de santo. Não deve assumir, ouvir e muito menos alimentar estas ervas daninhas. Nenhum guia ou Orixá quer ter para si um cavalo (médium de incorporação) corrupto, mentiroso e fofoqueiro. Na dúvida, pergunte ao seu Orixá se tudo bem para ele este tipo de atitude!

Por isso fica a mensagem da imagem aos dirigentes que devem ser exemplo e assim cobrar a mesma postura de seus médiuns; e aos médiuns que estejam cientes que fazem parte de uma irmandade que atua numa casa santa.

Axé!