1 de ago de 2017

Vaidade na Umbanda


Como estabelecer os limites da vaidade humana e do realmente necessário para os trabalhos dentro de um terreiro?

É muito comum ouvirmos as pessoas, freqüentadores, médiuns, cambonos, reclamando ou fazendo observações sobre o comportamento deste ou daquele médium, ou até mesmo Guia espiritual. E, não obstante nos deparamos com dirigentes de Terreiros fazendo vistas grossas aos mesmos. Fato é que se a espiritualidade fosse escolher médiuns perfeitos, nossas casas espirituais com certeza se esvaziariam.

Além do trabalho espiritual, passes, descarregos, os dirigentes espirituais têm o dever de encaminhar as pessoas que os procuram para desenvolver sua mediunidade e mesmo seus médiuns ao “bom caminho”. Quem em fase de desenvolvimento não se preocupa com o nome de seus Guias? É comum ouvirmos: “será que ‘meu’ Caboclo é fulano? Será que ‘meu’ Preto Velho é esse ou aquele? Será que essa linha é forte, esse nome é conhecido?” Isso nada mais é que a vazão da vaidade humana, pois nosso amados Guias e protetores, às vezes, na única intenção de nos protegerem de nós mesmos, se escondem atrás de formas simples de trabalho.

Alguns dirigentes dão asas à vaidade de seus médiuns. Não dominam a arte de traze-los à realidade.
Pois saibam que também responderão perante a Lei Divina… Deve-se cautelosamente, para não destruir-lhes a autoestima, incutir-lhes Doutrina. Responsabilizá-lo pelo seu trabalho e quebrar paradigmas como inconsciência e consciência. Semear o trabalho corporativo dentro do Terreiro, a união de forças, o conjunto, o objetivo comum.

Saibam, o que mais fecha casas espirituais não são os choques de demandas externas, mas sim os choques internos, as fofocas, a inveja, frutos da imperfeição humana e que é acobertada por alguns Paizões e Mãezonas que os acobertam embaixo de suas asas. Lembro uma historinha:

Deus permitiu a um homem realizar um desejo, um único desejo. Poderia pedir o que quisesse, desde que fosse apenas um desejo. A única regra seria: o que ele pedisse, seu irmão teria em dobro. Por exemplo: se ele pedisse um carro, seu irmão teria dois; se ele pedisse um milhão de reais, seu irmão teria dois milhões, e assim por diante. O homem parou, pensou, pensou, e respondeu 
– Deus, fure-me um olho!

Essa é pra vocês que acobertam tudo, pensarem um pouco…. Até + !


Por: Adriano Camargo