2 de ago de 2017

Não quero ser médium

Nenhum espírito encarna-se na Terra com a tarefa obrigatória de ser médium. Na verdade, cada um o faz por sua livre e espontânea vontade, pois solicitou do Alto o ensejo abençoado para redimir-se espiritualmente num serviço de benefício ao próximo, uma vez que no pretérito também usou e abusou dos seus poderes intelectuais ou aptidões psíquicas em detrimento alheio. 

Mesmo na Terra, as tarefas mais perigosas devem ser aceitas de modo espontâneo, para que o seu responsável não venha a fugir
posteriormente de cumpri-Ia por desistência pessoal. Sem dúvida, a escolha para o serviço perigoso sempre recai sobre o homem mais apto e capacitado para o bom êxito. A mediunidade é, de uma maneira geral, um serviço incomum, difícil e perigoso, cujos óbices vultosos e surpresas exigem o máximo de prudência, humildade, heroísmo e segurança moral.

O médium, antes de encarnar-se, sabe disso; se, depois, ele comercia com os bens espirituais e fracassa no desempenho contraditório de sua função elevada, o Alto não deve ser responsabilizado disso, só porque lhe proporcionou o ensejo redentor. A consequência pelas escolhas equivocadas, é evidente, cabe ao próprio fracassado ante a imprudência dele aceitar tarefas mediúnicas que estão além de sua capacidade normal de resistência espiritual.

As oportunidades mediúnicas redentoras são concedidas aos espíritos faltosos, mas quanto à responsabilidade do êxito ou fracasso, somente a eles deve ser atribuída. Conforme já dissemos, o médium é quem produz as próprias condições gravosas ou favoráveis no desempenho de sua tarefa mediúnica.


Fonte: União da Luz