11 de ago de 2017

A "derrota" do sacerdote umbandista


Quantas vezes temos que bater uma sineta, fazermos uma invocação, puxarmos uma reza, arriarmos uma oferenda compondo uma frente para orixá, acendermos uma vela em rogativa de cura, enfim
pedirmos aos nossos mentores em nome dos que nos procuram doentes e desequilibrados da mente, do corpo e do espírito???

São nestes momentos ritualísticos que temos que estar com a nossa casa interna arrumada; mente sã, pensamentos elevados e o emocional vibrando amor. Os sentimentos de negatividade; raiva, vingança, mágoas, medos, culpas, ressentimentos... Faz fraquejar a conexão do oficiante de ritos com o mundo espiritual, igual à ponte que se deixou cair no abismo, enfraquecendo lhe o psiquismo e alijando-o da afinidade fluídica positiva com os Guias, afastando-o do empoderamento com o poder de realização divino dos Orixás. Até pode derrotar definitivamente o sacerdote e médiuns, se não se conseguir transmutar rapidamente tais estados que caracterizam as enfermidades ocultas das almas. 

Nós médiuns de Umbanda vivenciamos muitos ritos. Nossa religião é ritualista e devemos vencer a nós mesmos para que o nosso lado sombra não nos jogue no chão e na lama dos fracassados que lotam os umbrais inferiores.



Por: Norberto Peixoto