11 de abr de 2017

A vaidade como porta de acesso dos obsessores

Nesse texto queremos expor de forma respeitosa o tema espinhoso que é a vaidade,e é o que faremos no tema proposto.

A finalidade é refletirmos sobre nossas mazelas e imperfeições no campo da vida, principalmente entre médiuns e tarefeiros das casas espiritualistas.

Sem a intenção da crítica antifraterna, desejamos levar aos nossos leitores apenas o convite à reflexão, ao olhar voltado para nós mesmos.

A pergunta que os tarefeiros e médiuns jamais devem deixar de fazer: como tenho trabalhado a minha vaidade ao longo dessa minha caminhada evolutiva?


Nas casas espiritualistas desde sempre nos deparamos com nossos reflexos íntimos exteriorizados de diversas formas no dia-a-dia, no convívio lado a lado com os companheiros de caminhada evolutiva, também conhecidos por tarefeiros ou simplesmente médiuns.

Agimos e reagimos conforme somos estimulados. Sem que percebamos muitas das vezes, nossas manias, costumes e atitudes estão em cada gesto ou pensamento, no andar, no viver, em como nos comunicamos, etc. Não conseguimos nos esconder por muito tempo do que somos de fato, não damos conta de disfarçar nossos maus hábitos, o mau humor, a irritação por todo o tempo, mesmo porque, somos imperfeitos.

A vaidade, como tema central de nosso humilde texto irá mostrar como somos infantis e como burlamos as ordens e orientações que nos são dadas pelos nossos superiores hierárquicos do plano superior (mentores e guias) sobre trabalharmos nossas imperfeições, afim de que possamos estar melhor preparados para novas lições. A vaidade se expressa de formas muito interessantes e variadas. Ela é o cálice da ilusão e desvia-nos consideravelmente de nossa rota real, a evolução.

Os amigos leitores hão de concordar comigo que não existem espíritos evoluídos e vaidosos ao mesmo tempo, ou um ou outro! Da mesma forma que os vaidosos não conseguem alcançar um nível de entendimento equilibrado, quando se deixam levar pelo brilho falso das coisas.

Vamos pouco a pouco, alcançando o entendimento e aplicando em nós o medicamento salutar que nada mais é do que o burilamento moral.

Todos falam e sabem da importância de se estudar e aplicar em si os conhecimentos, afim de se despertar para uma realidade que envolve a maioria de nós e que simplesmente negamos. A vaidade nua e crua.

O combate à vaidade é como se tivéssemos uma plantação de muitos hectares e necessitássemos constantemente da aplicação de venenos para combater as pragas, do bom cultivo das plantas, da vistoria insistente, de arrancar as ervas daninhas saneando e ferindo a base de enxadadas a terra ao redor. A plantação necessita de água, de adubos, de terra bem tratada, de mãos firmes que vão arrancar as folhas velhas e recolher os frutos na época certa, entre outros.

Assim precisamos agir com nosso ego que mascara e nega nossas imperfeições, escondendo-se por de trás das desculpas esfarrapadas que damos para nossos desvios.

Certa vez, numa casa espírita num bairro de Belo Horizonte, uma respeitável tarefeira, responsável por organizar parte dos trabalhos daquele templo, soube que uma entidade “de luz”, conhecida pela última encarnação em solo terreno como benfeitora e protetora dos pobres, através de uma médium, informou que estaria ligada a esse templo espírita para trabalhos no campo da caridade socorrista...

A agitação foi geral! Todos cheios de júbilo, de alegria e mal contendo a vaidade aflorada por saberem que foram os “únicos escolhidos” para um projeto caritativo, arquitetado pelo “Alto” para a construção em plano físico do que seria mais uma obra de caridade voltada para os menos favorecidos... A comoção foi geral! Um burburinho aqui outro ali...

A vaidade tomou conta das mentes em desequilíbrio, e se deixaram envolver pelo brilho falso das coisas, como dito alhures. Tudo porque um nome respeitável de uma criatura que fora famosa por sua humildade e bondade na Terra e que já esteve entre nós, fora citado. 

Claro! Para cada um de nós é especial quando somos vistos, lembrados e citados pela espiritualidade do Alto, mas será? Será que uma entidade que alcançou luz e conhecimento sabendo da nossa fraqueza infantil crônica, se apresentaria como tal? Duvido!

Apenas os vaidosos assim procedem! (espíritos galhofeiros, obsessores, zombeteiros, etc.) Então podemos supor que espíritos desencarnados, vaidosos se aproximaram de médiuns incautos para disseminar a ilusão, a vaidade e, possivelmente a inveja! Os equilibrados irmãos já iluminados pelo conhecimento e que estão despojados do corpo físico, sabem que revelar nomes importantes no passado e que ainda ecoam fortes no presente é um sério perigo àqueles que se deixam levar pela imagem, pelos nomes pomposos, que se engrandecem diante dos outros irmãos como sendo os escolhidos entre os escolhidos... (orgulho e vaidade) só porque são a ponte ou o elo que ligam esses nobres irmãos ao plano físico...

Meus irmãos, os espíritos verdadeiramente humildes e iluminados, fazem segredo sobre suas encarnações anteriores, quando sabem que seus médiuns podem falir! Usam nomes “insignificantes” diante do brilho e da fama dos nomes que fizeram parte da história de nosso planeta. Tudo isso para nos ensinar a humildade e nos incentivar ao burilamento moral.

Eles são iluminados sim e estão em constante contato conosco (anjo da guarda), mas todavia, ocultam-se por trás de nomes próprios sem muita significância, tudo para que possam apenas serem ouvidos e que suas mensagens sejam lidas e estudadas, aplicadas com amor! Eles sabem que somos vaidosos e que ainda engatinhamos no campo do equilíbrio psíquico, estão cientes que podemos cair, fracassar a qualquer momento, justamente porque ainda não eliminamos de nossa alma as nódoas da imperfeição e por justamente sermos ainda muito orgulhosos.

A vaidade faz um médium cair mais que o próprio sentimento de ódio!

A vaidade faz com que fracassem os médiuns mais experientes.

A Vaidade cega aos poucos e corrompe os que se deixam levar por ela sem o trabalho árduo e constante da auto transformação.

A Vaidade nos médiuns e trabalhadores das casas espíritas abre portas para a obsessão espiritual.

A Vaidade afasta os bons espíritos de perto dos seus médiuns.

A vaidade seduz os que se julgam equilibrados, mas estão distraídos de si mesmos.

A vaidade leva o médium a psicografar para espíritos galhofeiros tão vaidosos quanto ele.

A Vaidade confunde-se com a falsa modéstia.

A Vaidade tira do foco o medianeiro comprometido, mas incauto.

A vaidade contamina o médium que passa a trilhar pelo caminho da dúvida.

A vaidade é prima da mentira.

O médium vaidoso não é humilde nem precavido.

O médium vaidoso não estudou direito a doutrina espírita entre outros livros didáticos tão importantes quanto.

O médium de psicografia vaidoso, é portador defalsas mensagens e médium de espíritos desequilibrados.

O tarefeiro dos templos espíritas que é vaidoso é mais um necessitado de orientação no campo do autoconhecimento.

O tarefeiro da casa espírita que é vaidoso, é como o ser orgulhoso que gaba-se e enche-se de júbilo falso destoando dos demais na tarefa do amor com o Cristo.

O tarefeiro da casa espírita que é vaidoso, carrega consigo pesado saco contendo o ouro de tolo!

O tarefeiro e o médium humilde, são disciplinados e se autoconhecem. Estudam e aplicam o conhecimento em si mesmos, se vigiam e sabem que são imperfeitos, por isso mesmo são humildes e Desses irmãos os bons espíritos se acercam, garantindo que a mensagem chegue a todo aquele que tem sede de conhecimento e de paz!

Namastê!


Por: Letícia E. Gonçalves