24 de fev de 2017

Por que você é Umbandista ?

Meu Bom dia, caros amigos leitores, no dia de hoje vou ser direto e claro na minha forte indagação.

Por que você é Umbandista? Por que decidiu essa religião?

Por favor não me venham com a velha história de que foram os guias que te colocaram nessa religião, pois antes de tudo as leis universais regem qualquer categoria de espíritos, O Livre
Arbítrio, sendo você Umbandista, Kardecista ou Evangélico, de um jeito ou de outro os mentores que te acompanham, iriam trabalhar com você através de sua mediunidade, respeitando sua escolha independente da doutrina em que eles tenham mais afinidade.

O próprio Caboclo das 7 Encruzilhadas em sua primeira manifestação, se fluidificou como uma de suas antigas encarnações, se mostrando como padre, o Padre Gabriel Malagrida, que previu muitos desastres na Europa Ocidental, mais precisamente na Itália e acabou sendo morto numa fogueira. Mas oras, se a própria entidade que fundou a Umbanda se manifestou de outra forma, diferente da de Caboclo, não fazendo menos de nenhuma outra entidade, qualquer uma assim também o poderá fazer, afinal o que vale é o trabalho que irá fazer e não seu nome, ou a forma que vem. (Leitores atentem-se para as palavras em negrito).

Partindo então dessa premissa e seguindo esse raciocínio, você escolheu a Umbanda como religião porque VOCÊ sentiu AFINIDADE com ela, com a forma que ela TRABALHA e pela forma que presta CARIDADE.

Chegamos ao ponto que quero abordar. 

Por que você escolheu então em ter uma religião ?

Pronto, posso fazer uma lista de possíveis respostas, a maioria delas podem ser sintetizadas em 3. 

- Sua melhora como pessoa (Espíritas leiam "reformar íntima")
- Aprendizado (Espíritas leiam "resgates cármicos")
- Amar ao próximo (Espíritas leiam "CARIDADE")

Posso listar aqui também, inúmeras orientações dadas pelo mestre Jesus, pelo C7E, pelos mentores de Chico Xavier e mais ainda, por personalidades de outras religiões mais antigas ainda, como Krishna e Buda, o Zohar para os Cabalistas e seus princípios de partilha e até mesmo Platão no seu livro, A Republica, dissertando sobre os 4 princípios, sendo um deles a Caridade, uma variedade de instruções em que mentes evoluídas nos ensinam que nossa melhora como pessoa, nosso aprendizado, nosso resgate se dará diante de uma única atividade, a caridade. 

Temos tanto do lado ocidental, como do lado oriental, tanto em religiões, doutrinas e filosofias um principio básico, fundamental e único para a evolução coletiva, que ultrapassa os limites de cultura, de classe, de região e do tempo, um principio comum em TODAS as religiões, a CARIDADE.

Não vamos perder o fio da meada e esquecer da primeira pergunta, feita acima. O porque de sua escolha na religião, mesmo que no grau evolutivo que nos encontremos hoje, a visão pura do porque da caridade ainda não esteja clara e buscamos na religião apenas ainda nossa melhora pessoal (longe disso estar errado), o caminho será a CARIDADE. 

Sim, Arruda, todos nós sabemos disso, agora conte uma novidade ?

A novidade e que não é novidade ao mesmo tempo, é quando a CARIDADE passa a ter outro nome por diversas vezes, VAIDADE. 

A vaidade orientada pelo ego, cria a imagem de quando incorporamos, somos nós o Caboclo, o Exu ou a Pomba Gira, somos nós o guerreiro Ogum, como se fossemos super heróis ou um Dragon Bal que usa do seu poder para se transformar num super ser, longe do cenário umbandista, também quando nas mesas kardecistas o médium tomado pelo animismo se porta como o médico que recebe, ou o doutor que o orienta e que em sua vida teve vastos galardões, ou se não quando se o nome faz se maior que a prática. 

A caridade tem um único objetivo, ensinar e ajudar o próximo, não tendo necessidade nenhuma, absolutamente NENHUMA de ser gritada aos 4 cantos, ser posta a sociedade como forma de mostrar-se como boa pessoa, triste, muito triste. Apenas mais um alimento envenenado para o ego humano. 

Não querendo me aprofundar muito nos absurdos, mas o que dizer então das "pseudo guerras espirituais", onde terreiros tem diversos afrontes com outros, onde conversas vão e vem como balas de fuzil, onde ficará em pé aquele que tiver mais força, mais fundamento, um verdadeiro absurdo. O que dizer então das casas espiritas que no seu alto teor de vaidade dizem se superiores a outras casas pelos ensinamentos, pelo tamanho. Ou das igrejas católicas que acumulam riquezas (Sim isso é uma crítica ao Vaticano que se doesse metade das peças de ouro que tem acabariam muita fome por ai). O que dizer então daqueles que vão pra sua religião, pro seu culto, pra sua casa, pra qualquer lugar que seja apenas para "inglês ver". 

Longe de ser caridade, longe de ser uma reforma intima, endividando se consigo mesmo cada vez mais. 

A religião universal é o amor e a lei que rege isso é amar ao próximo como a ti mesmo, isso é umbanda, isso é espiritismo, isso é catolicismo, isso é evangelho, isso sim é religião.

A Umbanda é simples, é caridosa e não se limita as 4 paredes de um terreiro, ela está presente em todo ato caridoso em que você se doe, em toda licença que der a alguém com mais pressa que você no metro, em toda indulgencia que tiver a um deslize, a todo ato de amor puro. 

Pratique sua religião em silencio, Deus ouve seus atos nas atitudes e não nas palavras, a boa mensagem é vista no exemplo, assim como ilustres seres deixaram o seu, Chico Xavier, Zélio Fernandino e nosso Mestre Jesus.
Vamos tirar o final de semana para repensarmos em tudo isso, uma grande reflexão para todos nós. 

Que Oxóssi e Iansã abençoe a todos. 

PS: "Fora da caridade não há salvação"



Por: Arruda