4 de mar de 2016

A invocação dos Orixás

Invocamos os orixás, seja por contagens numéricas e pontos cantados, ou ambos ao mesmo tempo, durante os atendimentos apométricos:

Invocação de Oxalá e linha do Oriente: faz a distribuição ou "descida" vibratória das outras linhas e entidades. É adequado cantar-se no início dos trabalhos e em situações que requerem atuação do chamado agrupamento do Oriente e dos médicos do Astral.

Exemplo: para fixar agrupamento do Oriente, plasmar ala médica e instrumentação cirúrgica no Astral.

Invocação de Yemanjá: limpeza magnética do ambiente, do trabalho, dos médiuns e dos consulentes pelo povo d'água.

Exemplo: após desmanchos, desobsessões, demandas, manifestação de espíritos sofredores, e sempre que se for necessário fazer uma harmonização do grupo. Yemanjá pode ser invocada também nos casos em que se deseja fixar o sentimento de maternidade no campo vibratório de uma consulente, por existir conflito entre mãe e filho.


Invocação de Oxum: harmonização exaltando o sentimento de amor incondicional que acompanha a vibração deste orixá.

Exemplo: nos casos em que um casal está em desavença por causa de uma gravidez recente ou por tentativas de engravidar frustradas.

Invocação de Oxossi: curas e cirurgias astrais.

Exemplo: quando um consulente estiver com câncer. Pode ocorrer a atuação desta vibração em trabalhos desobsessivos, pelos caboclos flecheiros (Jurema, Cobra Coral).

Invocação de Xangô: para a verificação de causas pretéritas, traumas do passado que necessitam de equilíbrio, conforme a Lei do Carma, e ocorrências em que o livre-arbítrio do consulente está sendo desrespeitado.

Exemplo: pânico de elevador porque em uma vida passada o consulente caiu de um telhado. Espíritos obsessores se aproveitam disso e aumentam o mal-estar - essas informações geralmente são fornecidas pelos guias, através de um médium, ou pelo dirigente, quando ele não as recebe direto do Astral pela clarividência ou incorporação.

Invocação de Ogum: as entidades desta linha irão realizar o trabalho de demanda; irão lutar contra as falanges das "sombras"; irão antepor-se frontalmente com os feiticeiros do Umbral inferior, criandoExemplo: consulente magiado, em "confronto" com a organização contratada no submundo astral que fez o trabalho. Invocamos o orixá Ogum e os caboclos da vibratória se manifestam. Se necessário, são utilizados elementos materiais, como fogo, pólvora, água.

Invocação de Omulu: todo trabalho de alta magia e liberação dos guardiões (exus) é feito por esta vibratória.

Exemplo: quando o consulente está perturbado em consequência de um trabalho de magia negativa realizada com sacrifício animal em porta de cemitério, fazendo com que ele não durma e sinta dores generalizadas pelo corpo.

Invocação de Iansã: deslocamento e mudança.

Exemplo: remoção de grupo de espíritos sofredores, ou mudança de padrão mental do consulente (rigidez de opinião).

Invocação de Nanã: após trabalhos "pesados" de contra-magia e desmanchos, em que muitos espíritos foram liberados de situações de escravidão.

Exemplo: espíritos escravos de uma organização trevosa foram soltos e não sabem que estão desencarnados. A vibração de Nanã os acolhe no mundo espiritual, como uma grande mãe acolhe seus filhos no colo. 

Encerramos este tópico dizendo que todas as entidades ligadas a cada orixá trabalham em conjunto, e ao mesmo tempo, no atendimento com apometria. A movimentação dessas falanges se dá sempre que necessário baseado no merecimento do consulente. Assim, quando entramos no campo energético de um consulente, estamos interagindo com seu espírito que já teve milhares de encarnações, em várias épocas e condições diferentes na Terra. Nós temos de ter o coração aberto para todo o tipo de manifestação, e de forma alguma devemos tecer julgamentos sobre a dor de quem quer que seja, pois não sabemos do nosso passado. Cremos que a umbanda é a mais rica e a mais propícia religião mediúnica a utilizar a técnica da apometria para a pesquisa do espírito eterno, exatamente por sua essência: o amor universal que se perpetua pelos tempos imemoriais.


Por: Ramatís/Norberto Peixoto - Do livro: Umbanda Pé no Chão - Editora do Conhecimento