17 de fev de 2016

Os Orixás na linha da vida


Um breve resumo para entendermos a atuação dos Orixás em nossa vida, do momento da fecundação do óvulo até após nosso desencarne.

Fecundação: O momento da fecundação é assistido por Exú (do lado masculino) e por Oxum que vela pelo aparelho reprodutor feminino.


Concepção da Vida: Em Missionários da Luz (Chico Xavier) André Luiz descreve o processo de reencarnação de Segismundo. Segundo André Luiz, “… o elemento (espermatozoide) vitorioso prosseguiu a marcha, depois de atravessar a periferia do óvulo, gastando pouco mais quatro minutos para alcançar o seu núcleo.” Após observar que o instrutor se manteve em serviço de divisão da cromatina, André Luiz relata que ele ajustou a forma previamente reduzida de Segismundo sobre o embrião recém formado observando que “essa vida latente começou a movimentar-se.”... A informação que nos interessa é a afirmativa de André Luiz de que “Havia decorrido precisamente um quarto de hora, a contar do instante em que o elemento ativo (espermatozoide) ganhara o núcleo do óvulo passivo.” Neste primeiro momento após a fertilização do óvulo (um quarto de hora) o espírito reencarnante foi ligado ao novo corpo. O óvulo recém fecundado passa a ser uma nova vida humana. A partir deste momento atua apenas Oxum, a Orixá da Concepção da Vida. Continuará presente durante o período intra-uterino até o nascimento.

Nascimento: Yemanjá é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento do nascimento, ou seja, é ela quem vai receber aquela nova vida no mundo e entregá-la ao seu regente, que inclusive pode ser até ela mesma.

Comunicação: Exú é o Orixá da Comunicação. Ele não é o que vela sobre alguma parte específica da existência, e tão menos o possibilitador de alguma atividade humana; mas, sem ele, a existência não se comunicaria, não viria a ser; sem ele não haveria dinâmica nem encaminhamentos. Ele é a faísca que inicia o processo. Através da comunicação estabelecida por Exu é dada à vida a possibilidade de desenvolvimento. Exu é o que nos traz a fala: poder falar é graça de Exú.

Vida Amorosa: Oxum, irradiadora do Amor Divino, estimula a união matrimonial. Iansã é a dona das paixões. Yemanjá estimula a maternidade. Obá é quem rege a desilusão amorosa (decantadora), a tristeza, o sentimento de perda. Nanã rege a menopausa, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.

Saúde: Obaluaê é o Orixá das doenças, especialmente das epidemias (karmas massivos) e da cura. Sua energia pode se manifestar na tendência autopunitiva que carregamos, que pode revelar-se como uma grande capacidade de somatização de problemas psicológicos (estigmas, isto é, a transformação de traumas emocionais, cobranças inconscientes em doenças físicas reais). Ossain é o senhor das ervas (do poder curativo), Orixá da medicina, da cura, da convalescença.

Atitudes: Ogum é a impulsividade, a coragem e a franqueza. Já Oxóssi se apresenta na rigidez moral, no gosto pelo conhecimento e na independência.Oxumarê traz as grandes mudanças, as grandes transformações. A auto estima, a austeridade e o amor pela justiça refletem as irradiações de Xangô. Enquanto o dinamismo e a inquietude denotam influência de Oxaguiã, o gosto pela rotina e a tranquilidade, mesmo nos momentos difíceis são influência de Oxalufã. Os momentos de alegria, euforia quase infantil só podem significar influência de Ibeji.

Desencarne: O desencarne violento (expiação kármica) é executado por Exú (executor kármico). Se a expiação for definhar em uma cama, Obaluaê. No momento do desencarne, seja ele lento ou fulminante, é Omulú quem corta o cordão de prata. Os espíritos já desligados da matéria ficam sob a tutela de Iansã até ascenderem a esferas mais elevadas.

Oxalá: O maior dos orixás. Sua vibração é a detentora da Luz Espiritual que ilumina toda a Corrente Astral de Umbanda. Sua principal frente de trabalho é a Reascenção da Humanidade.


Fonte: Pai Joaquim