26 de jan de 2016

O “mau-sacerdote” ou o “falso-mestre”!

“Eis aí um exemplo do mau uso do saber, Eles aprenderam tudo o que precisavam para suas missões na Terra, mas não seguiram o que pregavam. Usaram o que sabiam em beneficio próprio ou para arruinar os que acreditaram neles.”
Guardião dos Sete Portais - Fonte: O Guardião da Meia Noite Rubens Saraceni, Ed. Madras

Quando o discípulo está pronto o mestre aparece.
Quando o mestre está pronto o discípulo aparece.


Quando o discípulo não está pronto um mestre que não está pronto aparece.
Quando o mestre não está pronto um discípulo que não está pronto aparece.


Esta é a relação entre o discípulo e o mestre,
Esta é a relação entre o sacerdote e o médium.

Existe uma diferença entre um mestre que ainda não está maduro e um falso mestre ou um mau-sacerdote...

Esta é a diferença ente quem está verde, não maduro, e quem está podre. O não-maduro pode ainda amadurecer mas aquele que está “podre” esta é aquele que não está disposto a mudar e nem a aprender nada.

No entanto nunca será o sacerdote errado, se o sacerdote não está maduro, não está pronto é sinal que o discípulo também não estava pronto para um sacerdote pronto e que ali está a sua lição adequada ao momento. Se o discípulo amadurecer antes do sacerdote ele deverá procurar um outro sacerdote, maduro, ou assumir o seu próprio trabalho. Caso o sacerdote esteja “podre”, quero dizer “estragado”, então por mais que seja um “mau-sacerdote” ainda assim não é o sacerdote errado, algo o médium tem para aprender com este sacerdote. Om certeza não foi à toa que chegou ali, no mínimo tem a aprender como não se tornar, no futuro, um mau-sacerdote.

Fonte: Livro "Sacerdote de Umbanda", Alexandre Cumino, Ed. Madras

“Os charlatões costumam se parecer muito com os autênticos mestres espirituais e chegam inclusive a acreditar na autenticidade de sua doutrina. Também há casos nos quais o ensinamento verdadeiro é dado por indivíduos cujos egos ainda têm problemas relacionados com o dinheiro, o sexo e o poder.” 
Frances Vaughan


“Um ditado sufista diz que o verdadeiro mestre não se busca, aparece quando o discípulo está preparado para receber os conhecimentos que lhe serão dados. E os sufistas esclareceram que, se alguém caiu na armadilha de um falso mestre, foi porque não estava preparado para distinguir entre o verdadeiro e o falso, e essa experiência lamentável, a de se ver manipulado por um falso mestre, não o prejudicará, mas sim o ajudará a distinguir entre a verdade e a falsidade, convertendo sua busca em algo instrutivo que lhe permitirá reconhecer o verdadeiro mestre.”
Jorge Blasche

“Todo buscador de um mestre espiritual pode cair no erro de se aproximar de um grupo sectário. A esse respeito, vamos dar uma série de conselhos para conhecer esses grupos tão perigosos. Trata-se de uma série de tópicos revelados por Daniel Goleman, autor de Inteligência emocional. Segundo Goleman, entende-se como seita aquele grupo no qual há vaidade, busca de poder e protagonismo de seus representantes; onde há perguntas que não podem ser feitas; existem segredos em círculos internos que são cuidadosamente guardados; há imitadores do líder do grupo, que caminham como ele, vestem-se como ele, falam como ele, etc. Existe um pensamento coletivo comum a todos e ninguém oferece nenhuma alternativa; há um escolhido; não há outra via a não ser a exposta pelo grupo; existem sintomas de fanatismo pelo líder, pelo grupo e pela via a seguir; há um trato comum para todos, os ensinamentos estão programados; exige-se uma prova de lealdade fazendo algo; a imagem do grupo, exteriormente, é distinta daquela praticada no interior; tem-se uma visão singular do mundo para explicar todas as coisas e estão desqualificadas as explicações alternativas; não existe o humor, estão proibidas as irreverências. Certamente, se compararmos os tópicos de Goleman com muitas religiões atuais, teremos a impressão e que, em sua maioria, são sectárias. A diferença entre uma religião e uma seita estará em seu compromisso democrático, em sua capacidade de diálogo e tolerância com outras crenças e seu respeito às ideias e aos pensamentos dos seres humanos.”
Jorge Blaschke