22 de dez de 2015

Ensinando o Padre a rezar missa - Parte II

A primeira parte deste artigo tinha como objetivo introduzir não o assunto que será tratado a seguir, mas o tratamento que lhe será dado. Feito isso e, após desconstruir antecipadamente alguns argumentos óbvios que se sustentam na tradição e na osmose, sigamos para o que viemos: DISCUTIR ESPIRITUALIDADE.

Até onde meu conhecimento alcança, há SETE RAIOS que surgem em Deus e alcançam tudo que existe no universo, abrigando todos os seres e impulsionando-os à evolução. Esses RAIOS,
são manifestações divinas, ou seja, do próprio Deus e refletem suas características pra que estas sejam absorvidas por todo o universo.

Cada ser – e portanto, cada um de nós – é oriundo de UM RAIO ORIGINAL e a Ele estará ligado por toda sua existência, embora alguns – como os humanos – sejam direcionados de tempos em tempos para outros raios, afim de absorver-lhes a influência e realizar sua evolução nos SETE SENTIDOS ou SETE DIREÇÕES.

Em nosso planeta, OS SETE RAIOS dão origem aos SETE TRONOS DIVINOS ligados ao TRONO DO REGENTE PLANETÁRIO e que sustentam e estimulam todos os seres em todas as 77 dimensões habitadas do planeta:
  • TRONO CRISTALINO – Vibra a Fé e estimula a Religiosidade;
  • TRONO MINERAL – Vibra o Amor e estimula a Concepção;
  • TRONO VEGETAL – Vibra o Conhecimento e estimula o Raciocínio;
  • TRONO IGNEO – Vibra a Justiça e estimula o Equilíbrio;
  • TRONO EÓLICO – Vibra a Lei e estimula a Ordem;
  • TRONO TELÚRICO – Vibra a Evolução e estimula o Saber;
  • TRONO AQUÁTICO – Vibra a Geração e estimula a Criação.
Cada um de nós tem, portanto, sua ancestralidade ligada a um destes Tronos, onde nascemos e evoluímos até que tenhamos condições de estagiar e absorver a irradiação dos demais. Em cada encarnação, sofremos influência direta do Trono Estagiário (no sentido de que estagiamos nele) e indireta do Trono Ancestral.

Este conhecimento nos auxilia a compreender as diferentes personalidades e os motivos de nos sentirmos mais atraídos por determinados assuntos e menos por outros.

Tomando a mim como exemplo, estou ancestralmente ligado ao Trono Cristalino e sou regido (nesta encarnação) pelo Trono Vegetal. Isso significa que trago em mim a Fé e busco desenvolver o Conhecimento.

Estes tronos se desdobram em linhas de força com polos positivos, negativos e neutros, que por sua vez são regidos por divindades que tem sido cultuadas de diferentes maneiras em todo o planeta ao longo da história, e que no Brasil chamamos de Orixás.

A evolução humana ocorre de forma polarizada, através da dualidade e da experiência dos opostos. Assim, habitamos a dimensão neutra e sofremos influência dos polos positivos e negativos, pendendo ora a um lado, ora a outro e buscando o equilíbrio. Negativo e positivo, neste contexto, são referências magnéticas e não devem ser lidos como sinônimos de bem e mal.

Uma religião, e aqui entramos finalmente no assunto que me proponho, tem a missão principal de conduzir seus fiéis através do sentido da Fé, mas sem negligenciar as outras 6 direções. Para que a evolução ocorra de maneira equilibrada, é necessário que desenvolvamos, além da Fé, também os sentidos do Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração.
  • A Fé sem Amor permite que se incentive a intolerância;
  • A Fé sem Conhecimento permite que se manipulem as consciências;
  • A Fé sem Justiça permite que se criem desigualdades;
  • A Fé sem Lei permite que se cometam injustiças em Seu nome;
  • A Fé sem Evolução é estagnada;
  • A Fé sem Geração é infértil.
Encerro aqui este “capítulo” para que reflitamos um pouco e retomemos estas reflexões mais adiante, mas não sem antes deixar uma última dica:

As 7 Linhas de Forças Polarizadas oriundas do Trono Regente Planetário dão origem às 7 Linhas da Umbanda e, suas relações com os Orixás que as regem podem ser identificadas através dos elementos que lhe emprestam o nome:

TRONO
ELEMENTO
LINHA
Cristalino
Cristal
Mineral
Mineral
Amor
Vegetal
Vegetal
Conhecimento
Ígneo
Fogo
Justiça
Eólico
Ar
Lei
Telúrico
Terra
Evolução
Aquático
Água
Geração

Será que as religiões que conhecemos estão cumprindo sua tarefa de estimular a evolução humana nos 7 sentidos divinos?


Por: Diego Silva