4 de set de 2015

Sou médium, e aí? (Parte IV - FINAL)

Agora vamos voltar lá atrás, onde dissemos : "Quando você sintoniza 1200MHz, você recebe a estação que vibra ou envia seu sinal nessa freqüência. Se sintonizar em 95,5Mhz, receberá outra e nem perceberá que existe a de 1200MHz, entendeu? E isso não quer dizer que a onda de 1200MHZ não esteja presente no seu lar, ao seu lado etc., é o seu rádio, com seus circuitos osciladores internos, que cria uma situação favorável à entrada da onda de 95,5Mhz ou a de 1200Mhz ".

Assim como diversas ondas de outras emissoras estão presentes no ambiente e não são percebidas
por seu rádio que está sintonizado numa estação só, várias outras entidades, de diversos outros padrões vibratórios estão circundando sua matéria dentro de uma Gira, por ocasião de sua incorporação.

Então você poderia perguntar:

-"O que me faz receber essa e não aquela entidade? Será que eu não corro o risco de estar sendo influenciado(a) por mais de uma entidade de diferentes Padrões Vibratórios? Não foi você mesmo quem disse que elas até se "atropelam" nos Terreiros sem que uns sintam os outros"?

Excelentes perguntas: dignas de quem está realmente raciocinando enquanto lê.

Em primeiro lugar, nesse caso, há vários fatores a serem considerados, sendo que, o primeiro deles é exatamente sua organização espiritual, ou seja, como seus protetores e guias coordenam o trabalho sobre sua cabeça e, é muito por isso que sempre afirmo e afirmarei queuma "cabeça" não pode ter, como chefe espiritual, uma entidade na categoria de Exu ou outra no mesmo padrão evolutivo, por mais amigo ou evoluído que nos possam parecer. Em um caso como este, fatalmente o médium, além de ficar preso às vibrações mais pesadas, mais densas do Plano Astral, ainda estará correndo o risco de não vir a desfrutar nunca dos verdadeiros ensinamentos espirituais e de evolução. Já expliquei o porquê disto em volumes anteriores.

Quando um médium recebe orientação adequada e busca o contato positivo com entidades mais evoluídas (sem desprezar as outras, é claro) está buscando ajuda para a organização correta de sua guarda espiritual e, por conseqüência, de toda a sua vida espiritual e material pois, ao conseguir seu intento, terá a certeza de que estará entregando sua cabeça e a orientação dos menos evoluídos que o acompanham, para aqueles que realmente saberão o que fazer. Desse modo, se a cabeça recebe orientação de quem sabe fazê-lo, no instante da incorporação só entrará aquela entidade que realmente tiver de fazê-lo, pois toda a sua guarda estará trabalhando em comum acordo. Num caso assim, se estiverem cantando para a falange dos Pai Joaquim por exemplo, esse médium poderá ter certeza de que a entidade que estará chegando será, ou um Pai Joaquim ou um falangeiro seu, mas com certeza uma entidade que estará chegando sob comando e com a licença dos seus Guias maiores.

Em caso diferente, quando o médium está em desenvolvimento e não sabe ainda com quem trabalhará, realmente estará correndo o risco de receber alguém que nada tenha a ver com o que está sendo chamado e, em ocasiões específicas, até mesmo a tentativa de incorporação de mais de uma entidade ao mesmo tempo, o que provoca, não raramente, o tal "choque de vibrações" já descrito e uma "surra" no aparelho que sacoleja, se estrebucha e acaba por levar tombos no caso da segurança bobear. Nesses casos costuma-se dizer que o orixá tal está em guerra com o outro orixá pela cabeça do médium. Coitadinho dele ! (PURA LENDA)

A mediunidade de incorporação, talvez seja a forma mais passiva de contato com entidades e energias do Plano Astral porque, nessa técnica, para que a incorporação seja a melhor possível, o médium deve basicamente focalizar sua mente na falange ou entidade que pretende que incorpore e relaxe o mais possível. Todo o restante é feito pela entidade que chega e vai tomando os pontos a serem comandados – pernas, braços, mente ...

Por ser uma forma de contato passiva, o médium tem que confiar na entidade que se aproxima e, praticamente, entregar-lhe o corpo e a mente.

A dificuldade, em médiuns iniciantes, de conseguirem uma incorporação o menos traumática possível ou mais segura e positiva possível, vem exatamente desse medo natural de ver-se, de uma hora para outra, comandado por uma mente que não a sua.

Então, voltando às perguntas, sintetizemos que, em primeiro lugar, a certeza de estar recebendo exatamente essa ou aquela entidade depende primeiramente de quem está comandando a sua coroa.

No caso de não haver uma entidade sua com real comando sobre sua coroa (seu desenvolvedor), então caberá a(o) Dirigente do Grupo (encarnado) ou ao Guia Chefe do Terreiro verificar e orientá-lo(a) no sentido de encontrá-la.

-"Mas digamos que eu não esteja no Terreiro e não possa contar com essa cobertura do Guia Chefe ou do Dirigente. O que devo fazer para ter essa certeza"?

Veja bem, porque essa questão é clássica, mas a resposta sempre é semelhante. Se você não sabe ainda quem é o seu desenvolvedor (essa entidade que coordena sua coroa) ou ele(a) não está firme em suas incorporações, é melhor que você nem tente "dar santo" fora do Terreiro que escolheu para acolhê-lo. Pode ter certeza de que estará correndo um risco enorme de que algum kiumba se apresente se dizendo isso ou aquilo e se passando por entidade positiva. O pior disso tudo é que, se livrar de um kiumba não é coisa muito fácil não, principalmente se você, como médium, for enfeitiçado pelo que podem criar de "milagres" no Plano Físico. Já falamos bastante sobre isso no primeiro e segundo volume.

E como é que se sabe quem é esse "desenvolvedor" ?

Esse desenvolvedor ou desenvolvedora, costuma ser sempre, no caso de Umbanda, um(a) Caboclo(a) ou Preto(a) Velho(a) e, em alguns casos menos comuns, até mesmo uma Criança (menino ou menina) que, se deixarem ou buscarem com eles, vêm ensinando e trazendo informações sobre as melhores formas de se lidar com a mediunidade de seu "cavalinho". São eles que, costumeiramente, transmitem os melhores tipos de banhos a serem tomados, informam os possíveis problemas pelos quais o médium esteja passando, se há choques de vibração (as tais "brigas de orixás"), se ele pode ou não trabalhar com demandas e descarregos, etc., etc., etc. Mas é claro que isso acontece se o médium permitir e tiver uma boa incorporação, sem medos e pré concepções principalmente pois, em ocasiões como essa, a mensagem da entidade tem que ser o mais pura possível, o que vale dizer, estar a incorporação o mais segura possível.

Esse(a) desenvolvedor(a), como se poderá observar, vai se mostrando dentre os demais que chegam no médium, com o passar do tempo e o desenvolvimento da mediunidade, ou seja, é pelo trabalhos e atitudes que as entidades apresentam que se vai identificando o(a) desenvolvedor(a) bem assim como as entidades de demanda, os possíveis magos, os "educadores" (doutrinadores) etc., a não ser que ele ou ela se identifique verbalmente.

Com certeza absoluta, esse(a) desenvolvedor(a) é uma entidade diretamente ligada à Coroa Maior do médium e, desse modo, quando o reconhecemos, automaticamente estaremos conhecendo o Pai ou Mãe de Coroa.

Veja bem, porque é preciso que fique bem claro: essa entidade não é o Orixá ou Pai ou Mãe de Coroa, mas sua Vibração Original, a energia sob a qual vem trabalhar, sempre será a mesma.

Uma característica que pode ajudá-lo a identificar essas entidades é que, não raramente se preocupam com o estado geral do médium bem assim como seu comportamento dentro e fora das Giras. Nas entrelinhas ou mesmo escancaradamente, estão sempre a deixar recados para que seu "cavalinho" melhore aqui ou ali, faça isso ou aquilo, etc. ... Eles às vezes chegam a ser "chatos" em seus cuidados com o "cavalinho", diferentemente do comportamento de outras entidades que, como se poderá observar, estarão muito mais preocupadas em atender a outros, em realizar seu trabalhos ou darem suas consultas ou enfrentarem suas demandas ...

Costumam ser eles os presentes quando, por qualquer situação ocorrida, mesmo nas Giras, o médium precisa de um descarrego a mais ou uma orientação sobre o que deve ser feito para a melhora.

Se souberem explorar a sabedoria de uma entidade como essa, mesmo em se tratando de Crianças, poderão aprender muito sobre o médium, sua mediunidade e até mesmo coisas que, acontecendo com o médium, podem vir a acontecer com qualquer um.

Com o passar do tempo e o melhoramento da sensibilidade mediúnica, não só o(a) desenvolvedor(a) mas todas as entidades que com você vierem a trabalhar, ao se achegarem emitirão sinais particulares para que você os possa identificar. Algumas entidades, como já falei, chegam cantando seus Pontos ao seu ouvido e, quando digo "seus Pontos" não quero dizer os Pontos Cantados de caráter geral, mas sim os particulares de cada um, aqueles que pertencem somente a eles.

Explico: Assim como cada entidade tem seu Ponto Riscado como uma assinatura, tem também seu Ponto Cantado Particular, independente daqueles que cantam para sua falange. Se por exemplo você recebe um Pai Joaquim que chega quando se canta aquele Ponto de chamada geral ("Pai Joaquim, ê, ê/ Pai Joaquim, ê, á/ Pai Joaquim veio de Angola/Pai Joaquim é de Angola, Angolá... ) ele estará respondendo, no momento, a um chamado à sua falange mas, a ENTIDADE PARTICULAR que trabalha com você sob esse nome de falange (esse não é o verdadeiro nome do espírito) também tem seu Ponto Cantado no qual se identifica e não raramente explica a que Vibrações Orixá está ligada enquanto nesse tipo de trabalho com você.

Esse Ponto você não verá outra entidade, mesmo da mesma falange, cantar – ele é particular dessa entidade . É mais uma forma de identificação da entidade com seu aparelho mediúnico ou seu "cavalinho" que, em caso de necessidade poderá chamá-la cantando-o como se fosse uma oração e, claro, aguardando a resposta.

Outras entidades, além do Ponto Cantado ou mesmo sem ele, se utilizam de sensações específicas no corpo material do médium e, dessa forma, alguns lhes assobiam no ouvido ou nos ouvidos (é diferente, pode crer), outros lhes dobram um certo dedo da mão, outros lhe dão uma pontada em uma outra região do corpo, enfim, se utilizam de sinais que para eles e o médium se tornam característicos de suas presenças. Reconhecendo então o médium, esses sinais característicos, e neles confiando, passa a criar em si, condições que propiciem à entidade uma boa incorporação, relaxando e voltando sua atenção totalmente para aquele(a) que se achega.

-"E o papo das freqüências, das entidades que se atravessam...?"

Deixei bem claro isso porque há situações em que você, como médium em estado semi- consciente, poderá perceber que, mesmo não havendo os choques de vibração, estará sendo influenciado sim, por mais de uma entidade, como já citei por alto no Primeiro Volume desta série.

- "E de que maneira isso pode se dar? Não vai dar uma confusão danada?"

Na verdade, como já explicamos várias vezes as entidades em Umbanda costumam trabalhar em FALANGES e isso tem um significado muito maior do que "TRABALHAR COM A TURMINHA", sacou?

Quando uma entidade trabalha com sua Falange estará trabalhando com falangeiros que vão desde os mais evoluídos (dentro do possível) até os menos e não somente entidades que, por merecimento já tenham recebido o nome da falange.

Explico melhor: Numa falange de Caboclo Aymoré, por exemplo, de um certo nível evolutivo para cima, todas receberão o mesmo nome de falange quando incorporadas, por já terem esse mérito. Acontece no entanto que, junto a essa falange, estarão trabalhando também os Exus e BUGRES (em um nível evolutivo mais baixo) que, na verdade, acabam sendo aqueles que "botam a mão na lama" (em sentido figurado) quando "a coisa fede".

Esses Exus e Bugres não recebem o nome da falange dos Aymorés – têm seus próprios nomes de falange e podem ser falangeiros também de outros Exus Maiorais como Sete Encruzilhadas, Marabô, Tiriri, etc. e terem exatamente esses nomes de falange, mesmo trabalhando temporariamente na falange do Caboclo Aymoré.

Em casos assim, digamos que uma entidade, falangeira de Aymoré esteja em terra e um consulente lhe faça perguntas sobre algo acima de seu conhecimento. Estando presente um outro falangeiro que tenha conhecimento sobre o assunto, este pode ser e é consultado pela entidade incorporada. Em casos especiais a entidade incorporada se afasta levemente e permite que essa outra entidade passe as respostas requeridas. Esse procedimento é totalmente sem traumas, sem sacolejos, exatamente por serem essas entidades de padrão vibratório muito próximos e, por isso mesmo, muitas vezes só percebido pelo médium em estado de semi – consciência ou alguém que tenha sensibilidade para captar.

Veja bem que a entidade primeira não sai para que a outra se ligue, entendeu? Ela apenas afrouxa suas ligações com o médium e permite a entrada da segunda.

Numa outra situação, a essa mesma entidade incorporada se achega alguém com sérios problemas de encosto ou cargas negativas (densas) com as quais ela já não tem mais necessidade de mexer. Nesse caso, a entidade se afasta ligeiramente e dá passagem para um Exu ou Bugre que, nesse caso, passa a trabalhar sob a influência energética dela e usando os mesmos canais de contato. Também essa mudança não é percebida pelos leigos porque durante ela não há sacolejos ou mudança de postura como normalmente existem na incorporação do Exu puro e isso porque, esse Exu (consideremos uma segunda estação ou onda) entra na faixa vibratória do médium, mas esse não sai da faixa vibratória da entidade que antes estava atuando - é um tipo de permissão especial que o Exu ganha para o trabalho específico que deve ser realizado.

- "Caraca! Mas isso não vai dar uma confusão danada na cabeça do médium semi – consciente?"

Daria se ambas as entidades resolvessem disputar quem ia falar mais ou trabalhar mais, como seria no caso de ondas de rádio que se sobrepõem, entende? Como esse tipo de trabalho é praticamente combinado entre eles, a entidade que abre caminho permanece apenas em estado de vigia mas sem interferir no que a outra está fazendo ou falando, a não ser que haja necessidade. Mas mesmo nesse caso, como ela permanece no comando, pode retirar o Exu do ar sempre que precisar.

É claro que não estou pretendendo que todos acreditem que isso possa acontecer até porque,para que creiam mesmo será preciso que vivenciem a experiência ou tenham sensibilidade para ver e/ou sentir ou mesmo lhes seja narrado por médiuns mais experientes situação de igual teor. Realmente os médiuns iniciantes não costumam perceber esses fenômenos e muito menos aqueles que, mesmo experientes, sejam apenas "cavalos de guias". A idéia de expor esse tipo de fenômeno aqui é exatamente para que, se você perceber estar acontecendo com você ou alguém de seu conhecimento que, por algum motivo sinta e não compreenda, tenha motivos para entender e até mesmo explicar que é um fenômeno TOTALMENTE NORMAL. É só manter sua mente aberta para novos conhecimentos e observar, observar, observar ...

Esse é um exemplo de como você poderá estar sendo atuado por mais de uma entidade ou, em outras palavras, mais de uma energia de padrões vibratórios distintos ou mesmo, mais de uma estação transmissora diferente.

Vamos mais além um pouquinho, agora nos tais choques de vibrações que acabam sendo compreendidos como "surra de guia" e/ou "briga de orixás" para que você entenda que, na verdade não é nada disso – essas colocações são feitas apenas para que não se tenha que dar explicações de cunho mais profundo e menos acessíveis à compreensão da massa popular que acorre aos Terreiros.

Vamos considerar que um indivíduo médium tenha capacidade (pela sintonia de seus Chakras) de receber bem entidades que vibrem numa freqüência entre os 1000Hz (ou 1Khz) e 3000Hz (ou 3Khz).

Se sua mente só é capaz de sintonizar bem dentro dessa faixa vibratória, então, para que se comuniquem, as entidades espirituais terão que baixar seus padrões ou aumentá-los(dependendo de seus próprios padrões) para que se sintonizem bem com uma ou algumas das freqüências suportadas pois, fora delas o médium é cego, surdo e mudo (espiritualmente falando). Entendeu bem até aí?

Antes ainda de entrar direto no assunto devo chamar a atenção aqui para o fato de que, se a entidade não conseguir entrar na faixa do médium e mesmo assim forçá-lo numa incorporação verdadeira, terá que atuar em seu sistema nervoso, acelerando-o ou freando-o, até que ambos entrem em sintonia numa freqüência "X". Em ambos os casos o médium estará sendo sacrificado e provavelmente sofrerá conseqüências antes e/ou após a partida da entidade. Essas conseqüências podem se traduzir em um intenso esgotamento ou mesmo numa taquicardia (aceleração descontrolada do coração) passando por enjôos, formigamentos pelo corpo, visão turva, etc. Nada que deva causar alarme se o médium estiver preparado para esses baques, porque as sensações tendem a irem se diluindo caso ele saiba relaxar por alguns minutos. Em casos mais graves será preciso a atenção de uma entidade que com ele já esteja acostumada a trabalhar para que seja recomposto – seu ou sua desenvolvedor(a) por exemplo.

Isso não acontece, no entanto, em caso de outros tipos de mediunidade em que a entidade não precisa tomar o corpo do médium, comunicando-se mais telepaticamente (visual ou verbalmente) com este.

Isto me faz lembrar da primeira vez em que recebi a influência de Seu Tranca Ruas (só fiquei sabendo depois que era ele) estando ainda como assistente de um grupo espírita. Ao se afastar, sendo "puxado" por um médium, deixou-me em estado de total torpor, com formigamentos que iam dos pés até a raiz dos cabelos e, claro, com o medo que fiquei, até falta de ar acabei sentindo. E olha que não cheguei a incorporar não, foi só a aproximação, talvez numa tentativa de chegada.

Voltando ao assunto.

Você deve saber que, médiuns, principalmente os de mediunidade Cármica, costumam ter à sua volta, um grupamento de espíritos e/ou elementais com os quais já se comprometeu a trabalhar, antes mesmo do reencarne, não? Acontece que nesses casos, quando o médium, ou está atrasado no cumprimento de seu Carma ou mesmo por ansiedade dessas próprias entidades, ao chegar no Terreiro, é quase que "invadido" por uma ou mais de uma entidade que "quer logo garantir seu lugar". Pode parecer brincadeira mas não é! Se acontece uma situação dessas, há vezes em que mais de uma entidade tenta "entrar" na faixa vibratória disponível desse médium ao mesmo tempo. Como nem ele, nem essas entidades têm ainda treinamento para fazê-lo, acabam por provocar esse choque de vibrações com violentos choques na matéria, sacolejos e mesmo tombos que acontecem, mesmo que você não acredite, de ambos os lados (médium e entidades). As entidades praticamente se "trombam" na ânsia de assumirem um lugar ou se definirem como presentes.

Pela inexperiência dessas entidades em flexibilizarem seus padrões vibratórios ou a densidade de seus Corpos Astrais, acabam as duas, criando o choque de Auras que, além de afetar o médium acaba por afetá-las da mesma forma.

Em casos como esse, cabe a(o) Dirigente do Terreiro ou ao Chefe Espiritual, a doutrinação dessas entidades no intuito de ensiná-las que não pode ser dessa forma – ficar dando oferendas para esse ou aquele orixá e não ensinar aos três (médium e duas entidades) como devem proceder, de nada vai valer até porque, numa situação como essa, poder-se-á estar dando força à entidade sob vibração errada.

Explico de novo: Em casos como esses, quando entidades e não ORIXÁS e nem enviados desses (porque se o fossem não estariam "brigando") estão tentando chegar um na frente do outro, a não ser que se queira "mandar um chute", fica difícil até mesmo para um vidente, saber exatamente qual delas deveria ser a primeira e, nesse caso, pode-se correr o risco de se alimentar a Vibração Orixá a que uma delas pertence, erradamente, dando força para que entre na faixa do médium a entidade e a Vibração Orixá erradas.

Claro que médiuns que sofrem esse problema têm que ser melhor assistidos pelo(a) seu(sua) Dirigente até que a "demanda" do outro lado se resolva e todos possam chegar em paz.

No outro caso, quando o médium parece estar sendo "surrado" por apenas uma entidade, podem estar acontecendo duas coisas:

  1. Ele estar mesmo sendo "surrado" por alguma besteira que tenha feito ou produzido;
  2. Estar havendo choques de vibração entre sua Aura e a da entidade que tenta se achegar.
O primeiro caso eu nem vou comentar mas, o segundo é importante porque nem sempre é o primeiro caso que está acontecendo e, por desconhecimento dos próprios Dirigentes, às vezes o médium é exposto a situações não muito cômodas, quando todos acabam por pensar que ele deva estar fazendo alguma "M..." e por isso estar apanhando de seu protetor, fato que, às vezes, causa até revolta do próprio médium que não entende o porquê de estar levando aquela surra, já que nada teria feito para tal – o que normalmente não é acreditado por todos. Pode notar os sorrisos maliciosos nessas ocasiões!

Para ficar bem entendido é preciso que se entenda, de novo, que tudo é energia vibrando em diferentes formas e freqüências e, por causa disto, algumas energias se tornam intransponíveis para outras, dependendo em que faixas de freqüência ambas se situam. Dessa forma, se uma entidade se achega com um padrão vibratório "X" e o médium está vibrando a um outro padrão vibratório "Y", as energias que compõem suas Auras naquele momento, podem estar tão destoantes que uma cria uma barreira para que a outra possa penetrar, formando-se, desse modo, uma barreira entre o médium e a entidade espiritual, seja por medo (quando a Aura normalmente se fecha), ou problemas emocionais mesmo, e até a presença de energias elementais na Aura desse médium. Nesses casos, como a entidade vai acabar tentando penetrar à força, fatalmente se chocará com essa barreira que, impedindo-a, vai acabar por se transformar em uma espécie de "pára-choque", sobrando o tranco final, não só para o médium como em muitas vezes para a própria entidade que não esperaria a reação.

Uma idéia disso você poderia ter quando tentasse penetrar sua mão em uma vasilha de água e depois, quando essa água se condensasse, numa vasilha de gelo.

A Aura comprimida seria a água em estado de gelo. A água em seu estado normal tem um padrão vibratório "X", enquanto que em seu "estado de gelo", seu padrão vibratório é muito mais baixo que "X". Aliás, como é mesmo conhecido pela Física, todos os sólidos têm padrão vibratório menor que o dos líquidos que, por sua vez, têm menor padrão vibratório que os gasosos e por aí vai ... mas ABSOLUTAMENTE TODOS ELES TÊM SUAS MOLÉCULAS VIBRANDO.

Uma das formas de acelerar o padrão vibratório de um sólido, por exemplo, seria exatamente o de aquecê-lo, ou seja, fornecer-lhe uma ENERGIA QUE CHAMAMOS CALOR para que suas moléculas se acelerem, se agitem e ele passe do estado sólido para o líquido, e daí, talvez para o gasoso ...

Observando essa situação, o(a) Dirigente deverá também dar especial atenção a esse médium que, se for novato, deverá se aprimorar mais em seus treinamentos, e em rituais que o ponham em contato melhor com seus protetores e guias e, se for um médium dado como "pronto", deverá buscar em si, os problemas que possam estar criando esse acontecimento (problemas psicológicos, por exemplo), bem assim como passar pelos rituais de banhos ou amacis ou outros, sempre de acordo com a linha espiritual que segue o Terreiro.

É aconselhável que não freqüente Giras públicas de atendimento nesses casos, pelo fato de haver o perigo de ver seus problemas piorarem.

Muito bem! Acredito que já tenhamos entrado muito mais nesse assunto de MEDIUNIDADE, com conceitos quase nada divulgados. Provavelmente ainda vá me reportar a partes desse texto no decorrer dos outros capítulos porque, sem mediunidade não há Espiritismo, Umbanda, Candomblé, Umbandomblé, etc., etc.

Vemos dessa forma que esse assunto é básico para tudo o que você e seus amigos passam e vão passar enquanto estiverem usando a mediunidade como forma de se contatarem com o invisível.

Mas ainda tem mais, ... muito mais, pode ter certeza!


Por: Claudio Zeus