2 de set de 2015

Sou médium, e aí? (Parte II)

Para uma ilustração menos hipotética e mais realista atente paro o fato de que, as ondas de transmissão de televisão, mesmo as de freqüência mais alta, estão muito abaixo do que nossa visão pode perceber e muito acima do que nossos ouvidos podem escutar.

Entre as ondas de freqüência mais próxima de nossa visão comum, estão, ainda que imperceptíveis, os Raios Infra Vermelhos. Só começamos a perceber fisicamente os Raios Vermelhos (a cor vermelha) que são, dentro do espectro visível a nós, os de freqüência mais
baixa, e nos perdemos em percepção (para cima) ao nível do violeta que é a cor de freqüência mais alta que podemos normalmente captar. Depois dela vem a ultra - violeta que já não vemos mais E NEM POR ISSO DEIXA DE EXISTIR.

Depois da energia Ultra Violeta existe ainda um sem número mais de energias (MOLÉCULAS QUE SE AGITAM) que, sabemos existir mas não podemos ver e, abaixo do Infra Vermelho, mais uma imensa gama de energias vibrando em freqüências totalmente não acessíveis à nossa visão.

Em relação à audição normal, como já dissemos, só podemos escutar os sons que vibram em freqüências entre 20 Hz e 20.000Hz mais ou menos, o que nos impede de escutar sons abaixo e acima dessas freqüências. Outros animais, no entanto, conseguem captar o que não conseguimos ouvir, como no caso de apitos para cães, por exemplo e, nesse caso e por causa deles, sabemos que existe algum som, embora não consigamos ouvi-lo.

É tão grande o universo de energias que não podemos ver, ouvir e mesmo sentir e, tão maior, que seria interessante você fazer uma pesquisa sobre isso – ficaria pasmo(a) de saber o quanto somos restritos em relação à diversificação de energias, que nos circundam em nosso estado normal, todas elas já relativamente conhecidas pela Física.

Mas o que interessa agora entender é que, para a energia passar do estado Infra Vermelho (não visível ainda) para o estado Vermelho (visível) ela precisou aumentar sua freqüência vibratória (se acelerar) e ir aumentando mais e mais de forma que, na medida em que as energias se apresentam mais "aceleradas", nós as vamos vendo como, vermelha, laranja, amarela, verde, azul, violeta (considere outras mais resultantes da interação entre as citadas) e, depois daí,como a freqüência aumenta além do que a visão pode perceber, essa energia torna-se invisível de novo para nós, como no caso já do Ultra Violeta.

Mas onde queremos chegar com isso?

Simples, simples!

Pelo exposto já vimos que, POR PADRÃO, nossos sentidos físicos estão adaptados para uma faixa de freqüências audíveis e outra faixa de freqüências visíveis, assim como nossos Chakras tendem a vibrar também numa estreita faixa.

Por PADRÃO, veja bem!

Isso não quer dizer que uns não possam conseguir ver e escutar um pouco acima e um pouco abaixo dessas faixas de vibração energéticas e que outros mais, não as sintam em seus sistemas nervosos e com elas possam se contatar. Essa sensibilidade que promove o contato com energias e seres que vibram em freqüências baixas e mais altas é o que chamamos de percepção extra-sensorial (PES), percepção esta da qual todos aqueles que tiveram sua mediunidade aflorada, seja por que meios tenham sido, são portadores.

Assim como temos percepções em vários níveis, podemos dizer que temos mediunidade em vários níveis também. E mais ainda, que essa percepção (sensação, visão, audição, etc.), desde que tenha aflorado, pode ser trabalhada para que se sintonize com Planos Vibracionais cada vez mais elevados, de onde pode-se tirar realmente, ensinamentos mais e mais profundos em relação à nossa situação neste Planeta e os meios de alcançarmos melhores objetivos em nosso rumo à EVOLUÇÃO.

Quem tem vidência ou contato com quem a tenha pode se informar: Observe que, numa "visão" de entidades, os menos elevados são normalmente acompanhados de "luzes" e/ou energias (Auras) de cores que vão desde o amarelo denso, passando pelo laranja também denso, o vermelho denso, passando pelo marrom denso, cinza ... e, no caso contrário (entidades elevadas), as entidades vêm acompanhadas de Auras que vão desde o amarelo cristalino, passando pelo verde, azul, violeta e chegando ao branco, sendo que todas as cores em estado evanescente e cristalino brilhante.

Mesmo quando uma entidade mais evoluída traz em sua Aura as cores de vibração mais baixas (do amarelo ao vermelho) elas se mostram na vidência como cores brilhantes e menos densas (mais evanescentes), como no caso de alguns Caboclos e mesmo Pretos Velhos.

Você nunca vai ver um kiumba portando uma Aura Azul Brilhante, bem assim como nossos amigos Exus. Eles pertencem a Planos em que essas tonalidades áuricas ainda não existem.

Dentro do Plano Vibratório em que estão nossos amigos Exus e outros, você poderá perceber até, no máximo, Auras com tonalidades vermelha e laranja e mesmo amarelas, roxas, mais densas e menos densas, ou seja, mais compactas ou mais translúcidas um pouco, mas nunca brilhantes. Na medida em que vão se apurando, se desprendendo da matéria e, por conseqüência evoluindo, essas Auras vão tomando aspectos mais brilhantes, menos densas e,aí sim, está na hora da entidade deixar de ser EXU.

Bem. Nesse ponto você também poderia perguntar:

-"Mas não basta freqüentarmos os Terreiros em giras normais, fazermos nossa caridade para que essas capacidades mediúnicas vão se treinando e possamos cada vez alcançar melhores níveis"?

E eu responderia com outra pergunta:

-"Acaso, quando você está numa gira de Terreiro, tenta observar mais o que acontece fora do alcance da visão comum? Ou, como a quase totalidade dos médiuns, prende-se ao que de material está acontecendo"?

Se a resposta for que você procura observar e sentir o que está se passando "do outro lado",então sim – você estará buscando a sintonia com as energias que não pode ver normalmente e, desse modo, está tentando elevar o padrão vibratório de seu cérebro e Chakras, o que, por si só, já consiste num treinamento para melhores percepções futuras. Caso contrário ....

Já dissemos no Volume anterior que, o que acontece no Plano Físico dentro de uma Gira, não é nem 10% do que acontece no Plano Astral, não é?

Quando você age como um médium passivo – apenas deixando que as entidades o dominem e façam seus trabalhos através de seu corpo físico e de sua mente - estará funcionando como "cavalo de guia", como já vimos. Não que isso seja um demérito para você ou para qualquer um mas, agindo sempre assim, estará se acostumando a "funcionar" apenas dentro de uma faixa vibratória específica às entidades que com você trabalham ou que usam seu corpo para tal.

Dá para entender?

A menos que você tenha entre essas entidades, uma mais evoluída, que trabalhe em seu "aparelho mediúnico" (Chakras, etc.) visando melhorar mais e mais sua percepção e sensibilidade para outros Planos, você nunca vai perceber esses outros Planos e as entidades que existem e que, como já disse também no livro anterior, não são percebidas, nem mesmo pelas entidades de menor evolução, sendo por elas "atravessadas" como nós o somos diariamente por todas as que já estão do lado de lá.

Mas agora vamos dizer que você, entre as entidades que trabalham naturalmente, tenha esse(a) desenvolvedor(a) e que ele(a) pertença mesmo a Planos mais evoluídos de existência e que trabalhe, ainda sem que você perceba, nessa sua mediunidade a fim de poder colocá-lo(a) futuramente, em contato com VERDADEIROS GUIAS e MENTORES espirituais.

O que custa você dar-lhe uma "mãozinha" e se esforçar por você mesmo(a) ?

Se entendeu para o que eu quis chamar atenção até aqui e quer melhorar mesmo seus dons mediúnicos, então vamos começar a nos ajudar pelo que fazemos ainda dentro do Terreiro.


Por: Claudio Zeus