1 de set de 2015

Sou médium, e aí? (Parte I)

Pensei bastante antes de divulgar aqui este texto que, sendo do terceiro volume de UMBANDA SEM MEDO, ainda não colocado público, pode se tornar um pouco complicado para alguns em função de analogias com certos conhecimento da física, o que tento fazer o mais explicadinho possível, a fim de que se tornem claros, mesmo para aqueles que não tiveram a possibilidade de acesso a eles.

Resolvi fazer porque, ao relê-lo, percebi que muitas das informações nele contidas, poderão ser usadas, na prática, e o quanto antes, com fins de melhoria no potencial mediúnico de cada um de nós, desde que coloquemos em prática certas orientações comportamentais cujos embasamentos estão justamente na compreensão dessas analogias antes citadas.

Por se tratar de um capítulo bem grande, vou colocar o texto dividido em partes, aguardando que, em caso de necessidade de melhores explicações em cada parte dele, pessoas como você que nos lê agora, que se interessem em aprofundar os conhecimentos, não tendo compreendido qualquer uma de minhas tentativas de esclarecimento, se comuniquem via COMENTÁRIOS com perguntas pertinentes e até mesmo com possíveis correções. Através dessa interação, havendo perguntas e, conseqüentemente necessidade de respostas, em alguns casos poderei até mesmo sentir a necessidade de modificar o texto que irá para o livro, de forma que, quando for divulgado, deixe o mínimo de dúvidas possíveis no ar. Em outras palavras, suas dúvidas e/ou correções me servirão de orientação para a "montagem" do texto final.

Já tagarelei demais. Vamos ao texto.

*****************

Já falamos nos outros livros, você já leu em mais outros ainda e já escutou do(a) Dirigente de seu Grupo ou Terreiro que a mediunidade é aquela capacidade de uma pessoa encarnada poder se comunicar, seja mentalmente, auditivamente, psicograficamente, energeticamente, ou através da incorporação, com entidades humanas (pessoas que já tiveram pelo menos uma encarnação) ou entidades elementais (pertencentes a um outro Plano Evolutivo e que não estiveram encarnados na Terra) e também outras que por enquanto não vêm ao caso e retransmitir o produto dessa comunicação. Em outras palavras, é a capacidade que temos de ser um meio de comunicação entre "os de lá" e "os de cá".

Mas e daí? Sabemos que todos trazem consigo essa possibilidade mediúnica mas nem todos a sentem ou demonstram e outros até a encaram como casos de patologias (doenças) psicóticas.

Mas e você? Eu quero saber de você!

Você se acha um(a) maluco(a) por sentir ou ver ou conversar com pessoas e ou outras entidades que só você percebe e não outros?

Seriam esses que não têm essa percepção, mais "normais" que você?

Vamos ver um caso clássico?

Digamos que numa cidade em que só existem os totalmente cegos, você resolve falar a algum deles sobre a maravilha que são as cores das flores, das árvores, do céu ...

O que deveria pensar esse ser que nunca as viu ou verá ? Que você é maluco(a)?

Vamos ainda mais profundamente e analisemos o ar que respiramos. Alguém vê esse ar? Alguém percebe que ele é azul, tirando-se a poluição? E por não vê-lo pode-se afirmar que quem diz que ele existe é maluco(a)?

E ainda mais profundo.

A água do mar está aí para todos verem, certo? Mas alguém vê as partículas de água que se desprendem e sobem aos céu diariamente (e olha que não é tão difícil ver não, heim !)?

E aí? Será que por não se ver, pode-se afirmar que não acontece, que não existe?

E as ondas de Áudio Modulado provenientes de estações de rádio? E as ondas de Freqüência Modulada (FM), VHF e UHF que nos trazem até as imagens da televisão?

Ah, mas aí a gente vê o efeito delas quando ligamos certos aparelhos (rádio e televisão). Então, mesmo não as vendo temos que acreditar que existam, certo?

É exatamente aí onde quero chegar.

Até bem pouco tempo atrás, quem dissesse que seria possível a transmissão e recepção a longas distâncias de ondas sonoras era considerado maluco. Quando o rádio apareceu os "malucos" deixaram de sê-lo, se "curaram" e tornaram-se cientistas.

A mediunidade que cada ser humano traz consigo faz, na realidade, com que ele seja um transmissor e receptor de outros tipos de ondas energéticas que não só as sonoras e, dessa forma, cada ser humano com maior ou menor capacidade de receber ou enviar essas ondas, pode perceber mais ou menos do que acontece em Planos Vibratórios menos densos que o nosso. Aliás, os rádios e televisões também sofrem essa restrição. Veja por exemplo que nem todos estão preparados para receberem ondas curtas (no caso do rádio) ou UHF (no caso das televisões), necessitando de aparelhagem ou circuitos adicionais para que o consigam.

Vamos esquecer nosso corpo físico por uns instantes, e encará-lo como um receptor e transmissor de certos tipos de ondas que os aparelhos físicos ainda não conseguiram captar (a não ser a fotografia Kirlian), o que talvez façam daqui a algum tempo mais, quem sabe?

Se você conseguir ver ou imaginar que, além de você ser um ser pensante, seu corpo também é um aparelho que sofre as influências das mais diversas fontes de ondas energéticas (luz, calor, ondas magnéticas, de televisão, de rádio etc.), inclusive estas que os aparelhos comuns não conseguem perceber, então estará começando a entender.

Se entender também que esse corpo físico que está usando agora, nessa encarnação, é como uma "vestimenta" para seu verdadeiro EU espiritual, então estará entendendo ainda mais o que vou tentar explicar.

Mentalmente saia de seu corpo, ou olhe-se em um espelho. Tente ver esse corpo como se estivesse fora dele, encarando-o e observando cada parte que o constitui. É claro que se você considerar que está fora de seu corpo, vai observá-lo como se um boneco ou bicho de carne fosse, ou apenas uma imagem, certo? Sem nada dentro.

Agora veja bem. Já explicamos, no volume anterior que, na cabeça existe um Chakra Coronário que funciona como se fosse uma ANTENA, certo? Só que essa antena, a despeito do que possam afirmar, serve tanto para recepção como para transmissão de ondas em uma faixa de freqüência não percebida ainda pelos aparelhos eletrônicos: apenas os humanos. Então comecemos por aí a análise do que algumas entidades chamam de APARELHO MEDIÚNICO.

Olhe para seu corpo, de frente, e imagine, se não puder ver, uma coroa de energia que se expande do centro da cabeça para cima e para os lados, para frente e para trás. Essa energia que se irradia tem como base uma faixa vibratória – digamos que vibre bem entre 1.000 e 1.500 ciclos por segundo (1000 a 1500 Hz ou 1Khz a 1,5Khz) - isso é uma situação hipotética (lembre-se de que ainda não temos aparelhos para medir a vibração padrão de Chakras) – nesse caso, entidades e/ou energias que vibrem (ou atuem) dentro desse padrão estarão afinadas com esse Chakra e, num caso de incorporação, por exemplo, quase não afetarão o seu sistema nervoso. Se no entanto, de você se aproximarem entidades que vibrem a menos de 1000 ciclos (faixa vibratória mais baixa que a sua) ou a mais que 1500 ciclos (padrão vibratório mais alto que o seu), se tentarem entrar em contato mental com você, ou terão que elevar seu padrão vibratório (no primeiro caso) ou diminuí-lo (no segundo caso) para que possam atuar dentro de sua faixa vibratória (esse grupo de frequências onde seu Chakra Coronário ou sua "Coroa" atua bem).

Como sabemos que no Astral há entidades mais evoluídas que você e menos também, passamos a saber que, em decorrência disto, estaremos sempre recebendo influências energéticas maiores e menores.

Como esse Chakra de nossa hipótese, só consegue variar seu padrão entre 1000 e 1500 Hertz (ou ciclos por segundo), em estado normal ele não perceberá nem entidades que atuem a menos nem a mais, para o que, terá que passar por treinamentos a fim de poder expandir a FAIXA VIBRATÓRIA (frequências entre a menor e a maior com as quais poderá interagir) e passar a alcançar, de acordo com os objetivos, maiores e menores frequências, tipo: de 500 Hz até 6.000Hz.

E qual seria o objetivo dessa expansão da Faixa Vibratória?

A expansão para baixo não é comum. Só serviria para que o médium começasse a receber bem, as influências dos mais baixos astrais, mas a expansão para cima (até os 6.000Hz, no exemplo), serviria para que alcançasse a freqüência de energias e de entidades menos densas e mais evoluídas, por conseguinte, que, como se sabe, são de mais alto Padrão Vibratório.

Essa diferença entre as freqüências em que vibram as entidades espirituais e a do encarnado em questão, explicam também, de um certo modo, os desconfortos que sentimos às vezes quando da aproximação de certas entidades, mesmo sem incorporações. A simples presença de certas entidades de padrão vibratório muito diferente do nosso, causa como que um "choque vibratório" entre Auras, fazendo com que o sistema nervoso do encarnado sofra de alguma forma e produza sensações bastante desagradáveis.

Entre essas sensações podemos citar, dores de cabeça inexplicáveis, vertigens, enjôos, arrepios descontrolados, irritação inexplicável e momentânea, sonolência descontrolada, até mesmo perda temporária do controle sobre certos membros em casos mais profundos e desmaios.

Agora anote bem: Não é só a aproximação de entidades de baixo padrão vibratório (inferiores) que pode causar esses danos não. Também a presença de "medalhões espirituais" o faz, porque não se trata de influência de baixa ou alta freqüência (entidades mais ou menos evoluídas), mas do fato do encarnado em questão, não estar preparado para, ampliar ou baixar seu próprio padrão e com isso evitar o CHOQUE DE VIBRAÇÃO – este sim, o causador de todo o mal estar.

Mas cara! Você está falando aí de frequências e ondas ...

Quer dizer que nossas entidades nada mais são do que isso? Frequência e ondas? E que "diabos" é isso de freqüência que eu nem sei?

Fala sério, maninho! É claro que não é isso.

Vamos por partes, explicando o que é freqüência vibratória.

Qualquer corpo, seja ele sólido, líquido ou gasoso, é formado de átomos que se agitam, criando moléculas, formando células, tecidos e corpos. Acontece que os mais diversos corpos possuem suas moléculas formadoras vibrando ou se agitando em um determinado número de vezes por segundo.

Se você pegar uma caneta agora e bater na mesa uma vez a cada segundo, terá UMA BATIDA POR SEGUNDO, certo?

Se aumentar o número de batidas para duas vezes por segundo, terá exatamente isso: duas batidas por segundo ou, cientificamente falando, DOIS CICLOS OU HERTZ POR SEGUNDO.

Se agora você conseguir bater 1.000 vezes por segundo, terá uma freqüência de batidas de 1.000 batidas por segundo ou 1.000 ciclos ou Hertz por segundo e isso quer dizer que você acelerou a freqüência com que batia na mesa. Até aí tudo bem?

Perceba também que, se você conseguir bater mesmo 1.000 vezes por segundo na mesa, com certeza já não verá mais sua mão porque nossa visão normal não acompanha essa velocidade de movimentos, batimentos ou ciclos, ou hertz e é por isso que não conseguimos ver uma grande parte de corpos existentes que se agitam em freqüência muito superiores ou mesmo inferiores às que podemos ver.

No caso de 1.000 ciclos por segundo ou 1.000 Hertz (1.000Hz), ainda poderíamos escutar o som das batidas já que o ouvido humano percebe sons entre mais ou menos 20 Hz e 20.000 Hz - FAIXA VIBRATÓRIA AUDÍVEL.

O seu "computadorzinho" aí, tem um processador que pode ser capaz de trabalhar, talvez, a uma velocidade de 400MHz ou até uns 4 GHz ... rapidinho, não?

Se ele conseguisse trabalhar bem, tanto em 400MHz quanto em qualquer outra freqüência ENTRE esses 400MHZ e os 4GHz, então essa seria a FAIXA VIBRATÓRIA das energias com que ele poderia interagir - de 400Mhz a 4 GHz.

Deu para entender um pouquinho mais desse papo de freqüência e faixa vibratória?

O que estou afirmando pra você é que, embora as entidades espirituais sejam seres que conosco se comunicam, fazem-no sempre através da sintonia das freqüências com que o médium está acostumado, ou seja, para que haja uma boa comunicação, uma boa vidência, uma boa clariaudiência, etc., será preciso que o médium saiba ou possa ter sintonizadas as suas antenas (Chakra Coronário e outros) para as freqüências em que vivem ou vibrem essas entidades, caso contrário, vai ficar dizendo que elas não existem, entendeu?

Voltando ao rádio, por exemplo: Quando você sintoniza 1200MHz, você recebe a estação que vibra ou envia seu sinal nessa freqüência. Se sintonizar em 95,5Mhz, receberá outra e nem perceberá que existe a de 1200MHz, entendeu? E isso não quer dizer que a onda de 1200MHZ não esteja presente no seu lar, ao seu lado etc., é o seu rádio, com seus circuitos osciladores internos, que cria uma situação favorável à entrada da onda de 95,5Mhz ou a de 1200Mhz.

Transpondo isso para a recepção mediúnica, você poderá observar que, na maior parte das vezes, quando a mediunidade aflora espontaneamente, o indivíduo tende a ficar com maior disponibilidade para Planos Inferiores (Exus e mesmo Kiumbas) onde as energias vibram em padrões mais baixos. É claro que há exceções – não há regras sem elas – e elas acontecem quando o ser mediúnico já vem bem acompanhado desde o nascimento, não raramente com uma Missão e não um Carma espiritual.

Mas não é assim também em seu Terreiro? As pessoas não se assanham logo para trabalharem com Exus, mesmo não tendo ainda recebido as influências e/ou incorporação de seus mais altos companheiros espirituais que, embora estejam ali pertinho, não conseguem incorporar?

E os "malandros"? Como chegam bem, não?

E nos casos de vidência aflorada espontaneamente? Quem ainda não viu pessoas que só vêem coisas feias, miasmas, espíritos que mal passaram para o outro lado e por isso ainda vibram em Planos de baixíssima vibração ou freqüência?


Por: Claudio Zeus