18 de set de 2015

Médiuns no fio da navalha - Parte II (Final)

fio da navalha
Os espíritos perversos estudam os bons médiuns e também os maus, investigam suas vidas, seguem-lhes, gravam as reuniões mediúnicas e buscam pacientemente oportunidade para a desforra.

Cada detalhe é analisado, não há pressa! Muitos espíritos malignos ficam a espreita, revezando-se até que uma brecha por parte dos médiuns seja oferecida.

Ninguém precisa pensar que precisa ser impecável como médium ou perfeito, mas os exemplos bons devem ser seguidos, o perdão, a
educação, a caridade, a humildade, a investigação de si mesmo, o autoconhecimento, libertar-se do vício, dos medos, da culpa...

Estudar é o melhor caminho, dá aos médiuns condições para discernir. A falta de discernimento é como uma venda nos olhos, seguimos sem ver no que pisamos e pior, nem sabemos por que caminhos andamos!

Estudar, estudar e estudar, eis o que nos coloca em condições iguais! Pois os espíritos que se renderam as trevas, os líderes dessas organizações trevosas têm muito conhecimento, são capacitados, verdadeiros magos negros. Infelizmente usam todo o conhecimento que têm par o mal.

As vidas que tiveram enquanto encarnados, usufruindo do poder, os conchavos políticos, etc. São espíritos cujo conhecimento é vasto, ocuparam cargos importantes quando presos ao escafandro físico, políticos, químicos, físicos, presidentes, religiosos, cientistas, ditadores, etc. possuíam poder, dinheiro...

Mas o que mais os destaca é a força mental, o conhecimento, a alta capacidade de persuasão. A frieza de alma, o não compromisso com a culpa, com o remorso ou com a dor alheia! São frios, meticulosos, cruéis e mantém suas vítimas presas sob forte vigilância, profundo sofrimento e sob os cuidados dos hipnotizadores do inferior.

Os magnetizadores e tantos outros que pertencem as comunidades trevosas, as tais organizações, formam seus exércitos, com seus comandantes e os comandados. Existe hierarquia e disciplina! Tudo isso para se manterem no poder...na ilusão do poder, é claro.

Será então que estes seres não merecem ser estudados? Será que os médiuns precisam somente preocupar-se com os livros didáticos e com os cursos para “abrir” a mediunidade?

Nossas faltas, falhas morais, medos, angústias, vaidades, vícios, até podem não manifestar-se na presente encarnação, mas será que estes poderosos seres das trevas, não têm nossas fichas cármicas? Sim, eles têm! Como conseguem isso não sei, mas é preciso atenção quando os nossos amigos espirituais do plano superior nos advertem.

O médium desavisado e vaidoso de hoje, é o médium fracassado de amanhã!

Andamos mesmo sobre o fio da navalha quando o assunto é ser médium. 

Se não nos lembramos de quem fomos e de como agimos no passado (encarnação anterior), como podemos continuar sem ao menos nos investigar?

Como somo dentro do nosso lar?

Como nos comportamos sexualmente?

Os nossos pensamentos são sempre puros?

As mágoas e os rancores, como estão? Existem?

Como o nosso semelhante nos vê? Como nossos irmãos de caminhada se lembram de nós quando estamos longe?

Será que hoje somos vítimas? Por que?

Por que as enfermidades nos massacram?

Por que a pobreza em certos casos nos humilha?

Por que hoje estamos solitários? Por que não temos esposas ou maridos? Por que não temos filhos?

Pensemos sempre em nós primeiramente, quando o alvo de nossos pensamentos for o outro.

A mediunidade também é dada aos incautos, aos pobres de espírito, aos irresponsáveis, aos duros de coração.

“Mediunidade é inerente a uma disposição orgânica de que qualquer homem pode ser dotado... é conferida sem distinção, a fim de que os espíritos possam trazer a luz a todas as camadas, a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico.”
“A mediunidade não implica necessariamente relações habituais com os espíritos superiores.” 
Nas casas umbandistas, nos centros kardecistas, nas igrejas, nos templos, em todos os lugares existem médiuns bons e maus, instruídos e ignorantes. E em todos os lugares do mundo existem espíritos desencarnados, atuando nas faixas vibratórias superiores e inferiores.

Axé!


Por: Letícia Gonçalves