17 de set de 2015

Médiuns no fio da navalha - Parte I


Este é um tema que não se esgota e, estudando o livro, “Diálogo com as sombras” de Hermínio C. Miranda – Editora Feb, percebi que esse tema precisa ser mais e mais disseminado, até que possa chegar àqueles médiuns que ainda têm bem lá no fundo, um pouco de dúvida.

Formar um grupo socorrista, com médiuns dispostos a auxiliar aqueles que estão
psiquicamente debilitados, é um ato nobre, porém, é preciso estudo sério, disciplina, desejo verdadeiro e desinteressado de servir, boa instrução e não só boa vontade como muitos pensam. Para que tudo ocorra dentro do esperado é preciso que estes grupos tenham o amparo dos mentores espirituais do bem, espíritos de alto teor vibratório e é aí, que em muitos grupos a “coisa” pega.

Vejamos primeiro como tudo acontece; isso é combinado antes da encarnação, ou seja, ainda no mundo espiritual, os grupos se formam ali, prometem se encontrar no momento certo e dedicar-se ao trabalho caritativo sério, que salva a si e aos outros no propósito do bem. Também existem ligações antigas entre os membros encarnados que formam as equipes socorristas no plano terreno, porque nada é por acaso, então... se trabalhamos juntos em prol dos que sofrem, hoje estamos plantando flores em campos onde outrora jogamos a semente da discórdia!. Depois é preciso aqui no plano terreno, uma vida de sacrifícios e incansáveis reformas íntimas. É preciso ser antes de tudo, bom! Esse desejo de ajudar minimizando a dor alheia deve nascer das próprias dores de cada um de nós, porque se não conhecermos a fundo o sofrimento, como poderemos entender a dor do outro? Mesmo que não estejamos no mesmo patamar de desequilíbrio daquele a quem socorremos (é preciso saúde psíquica para ajudar) através dos estudos, das literaturas espíritas, cujos autores são respeitáveis e conhecidos do grande público espiritualista, porque sem boas referências não dá, né, pessoal?!

O discernimento e o autoconhecimento faz com que estejamos melhor preparados para servir. Se não nos conhecermos (nossas fraquezas morais) fatalmente cairemos nas garras dos espíritos trevosos. Vejam bem, não estamos dizendo que é preciso sejamos perfeitos para o trabalho mediúnico, mas que busquemos sempre olhar nossas imperfeições e trata-las a contento.

A maioria dos que fazem parte dos grupos, por exemplo, de apômetras, estão através da caridade resgatando dívidas antigas. Então se estamos a resgatar através do amor dívidas, significa que não somos perfeitos.

Como sabemos, os agentes das trevas estudam minuciosamente nossos hábitos, manias, defeitos, medos, virtudes... investigam nosso passado remoto e a grande maioria está ligada a um grupo de espíritos trevosos, muito bem organizado.

Se cada membro de um grupo está afinado com a caridade e os médiuns são bem assistidos pelos bons espíritos, cada médium busca atualizar-se com o estudo sério, então, esses médiuns passam a ser alvo dos maus espíritos que farão de tudo para desestrutura-los. Por isso a importância dos bons guias espirituais, porque são eles que dão suporte aos encarnados.

Meus irmãos, é “chover no molhado”, mas vamos lá porque é relevante. Aqueles irmãos fracos, vaidosos, presunçosos e arrogantes, que julgam-se importantíssimos para a humanidade, não são objeto de pesquisa investigativa dos perigosos agentes das trevas, estes não representam ameaça à suas organizações. Infelizmente já estão entregues aos espíritos galhofeiros, desequilibrados e cegos pela vaidade, esses irmãos encarnados incautos, médiuns fracos e desequilibrados, pouco interessam aos magos das trevas! 

Apenas os bons médiuns trabalhadores, comprometidos com a verdadeira caridade e que têm a proteção dos luminosos espíritos servidores da Seara de Jesus, nestes trabalhos de tratamento, socorro e conversão ao bem dos sofredores arrependidos, é que realmente interessam aos poderosos do inferior, que por sua vez são maus, frios, calculistas, inteligentes, arrogantes, violentos e profundos conhecedores da alma humana, mas que infelizmente usam esses conhecimentos para o mal.

É uma organização formada pelos maiorais das trevas, os líderes não se dão ao trabalho de visitar os humildes trabalhadores encarnados, mandam seus representantes, frios e astutos, arrogantes e muito respeitados nessas organizações do mal para faze-lo.

Eles conhecem bem cada componente dos bons grupos, que são capazes de converter em nome do amor verdadeiro e do Cristo e, com o devido amparo e orientação dos espíritos luminosos, os maquiavélicos trabalhadores das trevas. 

Um trabalho a ser executado por pouquíssimas pessoas encarnadas, dentre os milhares de médiuns existentes.

Hoje em dia esses mesmos médiuns (sérios) precisam estudar também (os membros das organizações trevosas), conhecer o terreno que pretendem pisar, pois não estão lidando com qualquer desencarnado, mas com membros de comunidades do inferior, que são muito bem estruturadas.

É preciso estudar do Evangelho, ter boa conduta moral e ser humilde.

A quantidade de médiuns que fracassam nesses grupos ainda é grande.

Axé!


Por: Letícia Gonçalves