28 de set de 2015

A relação entre natureza, oferendas, entregas e despachos

Queridos irmãos,

Vamos tomar consciência quanto à relação entregas, despachos ou oferendas no meio ambiente com o momento de valorização ecológica que vivemos em nosso planeta.

Nossa religião tem uma estreita ligação com a natureza onde por meio dos sagrados Orixás a cultuamos, respeitamos e amamos como forças exteriorizadas por Deus para nos servir e dela cuidarmos. Então, temos que ter a consciência de quando somos intuídos ou mesmo a pedido de nossos Guias espirituais, vamos a um ponto da natureza ou até mesmo em uma via pública para
realizar um ato religioso através de uma oferenda, entrega ou despacho, que não dá mais pra ficar andando por aí e topando com trabalhos deste porte nas esquinas, em cachoeiras ou outros lugares, muitas vezes revirados, ou fedendo com carne já em estado de putrefação; precisamos acabar com esta prática que só nos causa mais desrespeito e discriminação com nossa religião.

Calma irmãos! Não estou aqui para dizer que devemos acabar com estas práticas, mas sim colocar na cabeça de nosso povo que um trabalho deste porte tem seus elementos energéticos retirados no momento em que executamos a oferenda. Assim que preparamos tudo e que mentalmente pedimos o direcionamento do trabalho, a força energética é levantada e tudo aquilo que as entidades precisam para o direcionamento da energia daquele trabalho é retirado e executado. E, se assim acontece, porque temos que deixar todos os elementos largados para que outras pessoas, ao passar por ali, por falta de conhecimento, nos juguem por aquilo que nem conhecem?

Podemos muito bem aguardar um determinado tempo e retirarmos os elementos e já encaminhá-los ao lixo e, de preferência, separando os produtos que podem ser reciclados.

Mas que tempo é esse? 15 ou 20 minutos são necessários para execução do trabalho. Alguns elementos podem ser liberados na própria natureza como bebidas ou até alimentos que não venham a deixar mau cheiro; basta retirarmos os potes, frascos e garrafas nos quais possam estar contidos os elementos.

Lembrando que as entidades não comem as comidas que oferecemos e sim se beneficiam das energias dos elementos que oferecemos. Por isso, não precisamos deixar os elementos largados ou “sujar” a natureza como diriam os menos esclarecidos, evitando também que os nossos irmãos que trabalham nas limpezas de nossas ruas não se machuquem com cacos de vidros ou coisas cortantes que podem vir a quebrar.

Claro que existem outros tipos de trabalhos que requerem mais tempo, mas a estes devem ser direcionados pelos Guias e de preferência em lugares onde não atrapalhem outras pessoas, pois o seus direitos religiosos terminam onde começam os de outras pessoas.

Vamos pensar nisso?


Por: Rogerio Malena (Médium trabalhador da C.E. Caboclo Urubatan)