4 de jun de 2015

Quando a mediunidade se volta contra você

Irmãos, como vão? Demorei um pouco para fazer o primeiro texto de 2015, porque queria um tema especial e foi durante esta espera que recebi um e-mail de um irmão que me contou sua história, como sua mediunidade se virou contra si.

Em resumo, este rapaz tem a mediunidade muito aflorada, do tipo que vê e sente muita coisa (boa e ruim) o tempo todo. Foi quando ele resolveu desenvolver o seu dom e neste período sua clarividência ficou mais forte. Ele sem dúvidas ajudou muita gente, contudo as provas de que sua mediunidade era realmente muito forte o tornaram um homem vaidoso, chegando ao ponto de ameaçar as pessoas que não fizessem o que ele queria, que não lhe dessem dinheiro ou não o temessem. Triste.

Triste mesmo foi a depressão sob a qual ele misteriosamente padeceu. A solidão que o acometeu até que ele começasse a repensar seus atos. E ele o fez, mas decidiu se afastar
completamente de tudo o que remetesse à vida espiritual e foi melhorando, mas sentia que seu coração necessitava da Umbanda, de fazer a caridade e desenvolver seus dons. Então ele me procurou via e-mail e me contou a história que acabei de lhes resumir.

Meus conselhos para este irmão, frutos de minha reflexão sobre o tema, eu resumirei também aqui.

A grande moral da história aqui é que a mediunidade não nos pertence, muito pelo contrário, nós recebemos o dom para compartilhar com os demais irmãos necessitados de amparo. Nada além disso, ela não nos torna especiais ou superiores. O médium é apenas um meio, uma ponte para a comunicação entre o plano espiritual - que não possui as limitações do sentidos e da carne, que é imortal e sábio - e o nosso plano, o físico. Mediunidade é muito mais ônus do que bônus, porque ela é grandiosa, contudo não para o nosso uso, seja ele recreativo ou profissional. ela nos serve, claro, mas como forma de aprendizado. É como ter uma Ferrari que só podemos utilizar para dar carona a quem tem legítima urgência. enquanto você a utiliza, vai se desenvolvendo como motorista e o passageiro chega ao seu destino.

A partir do momento em que você subverte esta realidade (a de que o dom não é para o seu usufruto), toda ordem natural das coisas é subvertida também, tudo sai do lugar. Com isso pessoas sofrem, a caridade deixa de ser feita e a vida tem que trabalhar dobrado para corrigir o mal feito e voltar ao seu curso normal. Mas como a Lei do Retorno impera no universo, o caos se volta contra quem o semeou e você paga o preço disso, sentindo o peso do mundo em suas costas.

Ser médium é algo maravilhoso, desde que saibamos o propósito deste voto de confiança de Deus em nós.

Axé!


Por: Cláudio Corrêa