24 de jun de 2015

João Batista e a Linha do Oriente na Umbanda


Hoje é dia de São João Batista, às vezes sincretizado como Xangô e que representa uma das linhas de trabalho da Umbanda: A Linha do Oriente.

Não pretendemos abordar aqui as questões sincréticas, responsáveis por inúmeras confusões acerca da identificação de santos católicos e Orixás. Contudo, afirmamos que a falange de João Batista atua sob a irradiação do Trono do Amor, regido em seu polo positivo pela Orixá Oxum e em seu polo negativo pelo Orixá Oxumaré.

Nesta falange manifestam-se alguns dos mais sábios e evoluídos espíritos da Umbanda, são pacíficos e tranquilos, emanam paz, amor e sabedoria e estão desde remotas eras ligados à Magia de Cura e aos grupos herméticos, ao sacerdócio e à caridade.

O principal expoente deste segmento foi sem dúvida o Mestre Jesus, que praticava a cura através da imposição de mãos e cuja história oculta pode ser lida no livro O Caminho dos Essênios, aqui no blog.

A pluralidade umbandista que reúne africanos, índios, Orixás e Santos, tem sua diversidade étnica ricamente ilustrada na falange de João Batista ou Linha do Oriente, que traz para o convívio nos templos umbandistas antigos sacerdotes hindus, egípcios, chineses, japoneses, mongóis, árabes, marroquinos, beduínos, etc., além de médicos europeus.

Muitas terapias ditas alternativas tem sua origem nos grupos étnicos que compõem a numerosa falange de João Batista, como o Reiki, a Cromoterapia, a Cristaloterapia, etc. E, não raro podemos observar estes “Guias” utilizando-as em seus trabalhos, combinadas com a sabedoria das coisas da natureza pois, conhecendo as propriedades das plantas de onde derivam as substâncias que dão origem aos medicamentos alopáticos e homeopáticos, recomendam seu uso “in natura” através de compressas, infusões e chás.

Reservamos para este dia um artigo científico-espiritual que busca traçar paralelos entre os médicos da Umbanda e a biomedicina, a partir de um ponto de vista não religioso, o que sempre nos interessa mostrar aqui no blog.

Ainda que aparentemente confuso para os umbandistas, o artigo em questão soa deveras interessante sob o ponto de vista sociológico, ao traçar um mapa das relações da medicina umbandista com a medicina ortodoxa.

A expansão da biomedicina pelo mundo deu origem a várias formas de ajustamento com sistemas terapêuticos alheios que, também, propõem suas leituras da doença e suas respostas à infelicidade biológica. A autora examina a relação da umbanda- religião com dimensão terapêutica afirmada - com a biomedicina, a partir de dados de campo recolhidos desde 1987 em vários terreiros da cidade e do Estado de São Paulo. A relação é considerada sob dois ângulos: um que questiona o posicionamento da religião frente à biomedicina, e o outro que se interessa na interiorização pela umbanda de elementos significativos do universo biomédico.


Por: Diego Silva