29 de abr de 2015

Umbanda e a Torre de Babel - Parte VIII

...não são exatamente estas três energias PRIMÁRIAS que todos nós temos como base para a formação de nossas Mônadas e daí pra frente. As energias provenientes das interações primeiras que ainda formam Energias Originais ou Energias de Raiz ou Orixás, também criam, em trio, alguns outros tipos de Mônadas (Energias Secundárias), de forma que um certo indivíduo poderá, muito bem, ter sua Mônada formada, tanto por energias primárias (analogia com azul, amarelo e vermelho) quanto por exemplo, uma energia primária e duas secundárias do tipo vermelha, laranja e verde, formando neste caso uma Coroa (base de sua formação espiritual) diferente que é o que podemos ver na prática, exatamente.


Outras formações poderiam aglutinar (ainda na analogia das cores) a Energia Amarela com a Vermelha e mais a Verde, criando-se aí uma nova composição de Energias Originais ou Orixás.

E teremos que considerar mais ainda, que essas mesmas três Energias Principais da Coroa, se agirem entre si (o que acontece), podem, elas mesmas, gerar outras Energias, de onde surgiriam os acompanhamentos do que seriam as três Primeiras Vibrações Originais possibilitando a origem de uma quarta, quinta, sexta e até sétima Energia de Raiz ou Orixá que comporiam o ELEDÁ FINAL(10) (isso porque só se costuma, no máximo, definir até a sétima e mesmo assim em muito poucos casos).

Mas aí você estará dizendo que em todas as encarnações seremos "filhos dos mesmos orixás"? Perguntariam alguns, ao que respondo que SIM, desde que essa teoria seja verdadeira ou, em outras palavras, será uma verdade para todos os que seguirem essa linha de pensamentos ou filosofia, já que, por ela, a Mônada constituinte do ser inicial é a parte mais diretamente ligada ao Criador e ela não se perde de uma encarnação para outra, a não ser que o espírito, ao desencarnar, chegue a Planos Vibratórios tão elevados que desfaça e recomponha sua Mônada de forma diferente e com Energias idem, para depois reencarnar, se é que isto é possível.

Na verdade, se pensarmos bem, a configuração primeira - a que forma a Mônada - não deve se desfazer (a não ser no exagero citado acima), mas numa próxima encarnação a interação entre as três Energias que a compõem, pode muito bem dar origem às outras Energias, só que em ordem diferente, o que resultaria em graus de atuações energéticas das Forças ali geradas em graus distintos.

Tentando explicar:

Digamos que o Espírito tenha como Mônada as Energias, Azul, Amarela, e Vermelha (nessa mesma ordem de importância pra não confundir muito) e numa determinada encarnação, por sejam quais forem os motivos, a primeira Energia daí gerada para a criação de seu Eledá seja a Verde (Amarelo + Azul), depois a Roxa (Azul + Vermelho), depois a Laranja (Amarelo + Vermelho). Se assim for ele será considerado filho dos Orixás Azul e Amarelo com "ajuntó" do Vermelho (terceiro santo), tendo como seu quarto "Orixá" o Orixá Verde, como quinto o Orixá Roxo e sexto o Orixá Laranja, por exemplo.

Se numa outra encarnação as combinações das Energias Principais (da Mônada) começarem pela formação do Verde, depois do Laranja e após a Roxa, ele terá variações de intensidade diferentes desses mesmos Orixás (Energias) e seu Eledá já será também diferente mas com a Coroa sendo a mesma, porque seria pela ordem de formação das Energias resultantes das interações das três primeiras que essas Energias resultantes atuariam em maior ou menor intensidade sobre a Coroa deste indivíduo, ou seja: "a que chegar (ou existir) primeiro atua mais"!

Veja exemplo abaixo:



E o que poderia interferir na ordem de formação das 4 (quatro) outras energias?

- Até mesmo a influência energética do grupo familiar em que o indivíduo vai nascer, com prioridade de atuação, neste caso, das energias que acompanham ou compõem o Eledá da própria genitora que o carrega no ventre por vários meses, durante a formação do corpo físico em que vai habitar.


Mas ... saindo das conjecturas (mais ou menos, porque esse assunto sobre Orixás sempre será assaz subjetivo), temos agora que cada indivíduo possui por Mônada, três focos de Energia que o contatam com o Criador e, ao mesmo tempo, através dos diversos corpos mais densos que vai adquirindo ao se formar como Espírito (evoluindo como SER ou Criatura, "pra baixo", como já dissemos) com o plano Material, e temos também que essa Mônada gera a possibilidade de mais um sem número de outras Energias existirem, completando o potencial energético do indivíduo. Acontece que todos esses FOCOS DE ENERGIA podem funcionar, não só promovendo a vida (buscando Energias "de cima e de baixo" para envolverem a criatura), mas também e por RESSONÂNCIA serem ativados, estimulados e, entrando em certas SINTONIAS, serem usados como caminhos, ou canais para que outros seres (Espirituais) possam, através deles, se contatarem com este encarnado bem mais profundamente do que simplesmente para ele aparecendo, sendo por este caminho que vamos tentar explicar como se dão as SINTONIAS VIBRATÓRIAS, tanto para simples contatos telepáticos (mentais), como para o que chamamos de INCORPORAÇÕES e outros de PSICOPRAXIA.

Partamos do princípio de que todos os Espíritos, encarnados ou já não mais, trazem em si estas 7 (sete) energias principais em suas formações sendo que os desencarnados as trazem na ordem de formação que tiveram em sua última encarnação, o que é o mais provável pois já dissemos aqui que "não é porque se perde a vestimenta material" ou se "morre" que o Espírito vira "lindinho", anjo, mestre, avatar e nem deus, muito menos, (ainda que alguns assim queiram crer e "batam pé") porque carrega consigo todas as impressões e experiências por que passou quando "em vida", inclusive emoções e sentimentos que guardou referentes às mais diversas situações e pessoas com quem esteve interagindo. Nada mais natural, então, entendermos que além das experiências físicas, tenham levado consigo a mesma configuração de Eledá que possuíam.

Consideremos agora, na figura abaixo, que o sujeito à sua esquerda seja um encarnado e o da direita um Espírito, ambos com suas configurações energéticas, e reparemos que no exemplo que escolhi, ambos têm a mesma Coroa Energética :

1- AZUL; 2- AMARELA; 3- VERMELHA, formando um triângulo energético.

Quanto à formação das demais Energias, o Encarnado as têm nesta ordem de intensidade, sendo mais fortes as de menor número:

4 - VERDE; 5 – ROXA; 6 – LARANJA; 7 – CIANO.

E o Desencarnado, as têm nesta ordem:

4 – LARANJA; 5 – CIANO; 6 – ROXA; 7 – VERDE.


Numa primeira análise e em princípio, já se percebe que a SINTONIA VIBRATÓRIA (ou ENERGÉTICA) entre ambos, embora não seja totalmente perfeita, é bastante grande e até, porque não dizer, harmoniosa, já que ambos têm, como ENERGIAS PRINCIPAIS em seus Eledás, as mesmas Energias, com diferenças apenas, em intensidade de atuação nas quatro já fora da Coroa.

Com uma harmonia deste tipo, pode-se dizer que esses dois seres, se estiverem tentando se comunicar mediunicamente, têm grandes possibilidades de quase não encontrarem dificuldades porque cada Energia que acompanha o Espírito Desencarnado pode atuar sobre cada Energia que acompanha o Encarnado e, por RESSONÂNCIA, forçar (de certa forma) as Energias que o constituem a responderem à atuação de suas próprias Energias.

De certa forma estas correspondências energéticas explicam o porquê de trazermos como Guia de Frente ou Chefe de Cabeça, uma entidade que está mais diretamente ligada à Energia (Orixá) de Coroa, ou a uma das três que a compõem.

Repare se não é assim: Um sujeito que tenha, por exemplo, Ogum como Principal, normalmente terá uma entidade "desta vibração" como Principal em sua guarda, não é mesmo?

Se você entender que essa ENTIDADE DE OGUM é um Espírito que também traz essa Energia a que se dá o nome de Ogum como uma das principais de sua própria Coroa, perceberá que a SINTONIA ENERGÉTICA se deu, primeiramente, exatamente por aí – Energia Ogum de um entrando em ressonância com a Energia Ogum do outro, sem considerarmos as demais possíveis!

Em nosso exemplo acima, se você nomear a Energia AZUL, como Ogum, perceberá que ambos (Encarnado e Desencarnado) terão Ogum como principal (Energia 1), gerando daí, uma harmonia inicial entre ambos. E como as duas outras Energias (AMARELA E VERMELHA) estão em posições idênticas para um e outro, neste caso específico os ELOS ENERGÉTICOS que os une ainda á mais forte.

Agora vejamos o caso abaixo:

Perceba que a Coroa (Mônada) de ambos têm correspondência apenas na ENERGIA VERDE, que em ambos está na terceira posição (poderia estar em outra). Neste caso, a SINTONIA VIBRATÓRIA NATURAL já não é tão harmoniosa e muito provavelmente será mais fácil apenas através da interação da Energia Verde do Espírito com a Energia Verde do encarnado, pois as outras duas são díspares. O Espírito, neste caso, pode vir a ser até um PROTETOR, ou apenas um TRABALHADOR eventual, mas não deverá ser, para este Encarnado, um GUIA DE FRENTE, como se diz, pelo fato de seus ELOS ENERGÉTICOS serem bem poucos.

Para efeito de incorporações melhores ou piores, teremos que ver não somente as três energias que compõem a Coroa, mas sim as demais que por RESSONÂNCIA, poderão ou não ser ativadas por uma ENTIDADE EXTERNA com a finalidade de as igualar ou assemelhar às suas próprias, promovendo, através disto a melhor sintonia possível.

Veja bem que o que escrevi lá em cima sobre SINTONIA VIBRATÓRIA, refere-se, em princípio, à SINTONIA NATURAL que se faz porque ambos, Encarnado e Desencarnado, por possuírem na configuração de seus Eledás e em ESTADO POTENCIAL, focos de energia que tendem a se sintonizar com mais facilidade por serem semelhantes. Acontece porém, que pra haver uma REAL SINTONIA entre Encarnado e Desencarnado, como ambos "vivem" em Planos Vibratórios diferentes, essa correspondência de energias (cores) tem que ser levada apenas em termos de correspondência mesmo, nunca querendo dizer que SEJAM IGUAIS em freqüências. Isso quer dizer que o AZUL do Encarnado, pode corresponder ao AZUL do desencarnado, mas não que ambos sejam exatamente iguais e existam NA MESMA FREQÜÊNCIA.

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(10) ELEDÁ FINAL – Estou considerando ELEDÁ FINAL como as sete principais Energias que fazem parte de todo o complexo energético que compõe, tanto o Espírito, quanto a própria matéria


Por: Claudio Zeus