28 de abr de 2015

Umbanda e a Torre de Babel - Parte VII

Continuando então, e reforçando que é sempre por interações energéticas que se produzem novas formas de energias, vamos nos fixar em nosso Plano Terra ou Físico e mais especificamente na energia luminosa que, conforme já explicamos desde o primeiro Volume de Umbanda Sem Medo, poderia ser considerada uma só que passa por um processo de desdobramento ou desmembramento, para tentarmos explicar por este meio e numa analogia, como se dá o aparecimento das primeiras ENERGIAS DE RAIZ ou VIBRAÇÕES ORIGINAIS ou ORIXÁS CÓSMICOS.

Considere, para este efeito, DEUS, a ENERGIA MÃE, como um foco de luz branca e visível a nós, que contém em si todas as outras "luzes" visíveis e invisíveis e considere também que essa ENERGIA MÃE se expande e se desdobra a partir de um ponto central.

Na verdade isso a que chamamos desdobramento é um efeito decorrente da desaceleração de partículas na medida em que a energia projetada (energia luminosa, em nossa analogia) se afasta do ponto de sua criação, digamos assim.

Vamos tentar, pelas ilustrações abaixo, lhe repassar como seriam esses desdobramentos e a criação de novas energias a partir de uma que fosse a MÃE DE TODAS.

Observe a figura abaixo:


Esta figura nos mostra uma fonte luminosa à esquerda e a projeção em onda de UM de seus raios luminosos em direção a um outro corpo que poderia muito bem ser você ou eu. O que ela nos quer mostrar é que, na medida em que esse UM RAIO LUMINOSO se afasta de sua fonte, se visto do ângulo em que estamos vendo agora, perceberemos que essa luz "se transforma", ora em azul, ora em verde, ora em amarela, ora em laranja e finalmente em vermelha, incluindo-se nessa projeção, os diversos matizes dessas mesmas cores, ou seja, matizes de azul, verde, amarelo, laranja e vermelho que, como se sabe, são formados a partir da combinação de várias cores.

Vamos agora tomar uma outra posição, e olhar esse raio de luz de frente.

Como o veríamos se pudéssemos percebê-lo claramente em vários de seus desdobramentos?

Mais ou menos assim:


Sendo aquele pequeno ponto branco lá no centro, a luz proveniente da fonte geradora – luz branca para o que estamos tentando explicar – e as demais cores produzidas pela frenagem ou desaceleração da freqüência vibratória das partículas desta luz inicial, na medida em que ela se afasta de sua origem.

Neste caso, e não tentando analisar todas as cores que o branco pode gerar por desaceleração, podemos perceber que o azul e seus matizes são as cores de maior vibração (aceleração de partículas). Por frenagem chegamos ao verde (que já é uma cor COMPOSTA) e seus matizes, amarelo e seus matizes, laranja (outra cor COMPOSTA) e seus matizes, vermelho e seus matizes.

Se você fez aquele exercício com a luz da vela que indicamos no Volume III de Umbanda Sem Medo, com certeza percebeu que na chama, bem perto do pavio aceso, percebe-se a cor azul e, se afastando dele, percebemos mais visivelmente o amarelo e depois o vermelho nas bordas, pelo menos.

Isso não quer dizer que as interações dessas cores (como o verde que é igual ao azul + o amarelo, ou o laranja que é igual ao amarelo + o vermelho) e seus matizes não estejam ali. Todas as cores estão e seus olhos é que não as alcançam. Se alcançassem você veria, irradiando-se do pavio aceso, essa aura colorida que é representada pelo círculo acima.

Como a chama da vela é uma fonte luminosa pequena, a tendência é a de que as cores mais fortes, as PRIMÁRIAS (azul, amarelo e vermelho), as que não são formadas por junção de nenhuma outra, sejam mais perceptíveis, ficando as demais como que "escondidas".

Se levarmos esta analogia para o Universo e considerarmos DEUS como a fonte de todas as energias, inclusive a luminosa, entenderemos que, ao expandir-se ou irradiar-se por todo o Universo criado, terá suas energias desdobrando-se ou desacelerando-se, gerando por isto novas formas de energia que por sua vez, interagindo umas com as outras, gerarão ainda mais formas de energias que continuarão interagindo e formando outros tipos de energias e por aí vai.

Acontece porém que essas CORES PRIMÁRIAS, por serem únicas em seus padrões centrais (retirando-se os matizes fora), são consideradas as mais importantes do espectro luminoso, justamente pelo fato de que podem gerar, por interações entre si, todas as outras. E a elas, dentro do eSotérico (lembra-se da diferença entre eSotérico e eXotérico, não é?) das religiões são relacionadas características fundamentais destas, como na ICAR, por exemplo, que nos fala de uma "Santíssima Trindade" que é representada exatamente por essas cores onde o Azul corresponderia ao PAI, o Amarelo ao FILHO e o Vermelho ao ESPÍRITO SANTO.

Percebeu a analogia feita entre as cores primárias e as "Potências da Criação" quanto ao poderem gerar tudo a partir delas através de suas interações?


Se esquecermos agora a "Santíssima Trindade" e voltarmos para o "Reino das Energias Originais" (ou Orixás Cósmicos) criando esta mesma relação, avaliaremos que há três Energias Originais Básicas que corresponderiam às três primeiras irradiações da Energia Mãe ou, em outras palavras, as TRÊS ENERGIAS ORIXÁ FUNDAMENTAIS que geram a partir de suas interações, a seqüência de ENERGIAS ORIXÁ posteriores e que, em padrões de freqüência ou vibração, teremos em ordem decrescente o Orixá.Azul, o Orixá Amarelo e o Orixá Vermelho, sem que isto queira adentrar pela compreensão de "mais evoluído" ou "menos evoluído", mas sim de energias mais perceptíveis ou sensíveis ou menos sensíveis de acordo com o padrão sensorial de cada um.

Quando esses três primeiros Orixás Cósmicos interagem – o que fazem desde suas próprias criações – geram os Orixás subseqüentes cujas cores correspondentes estão também dentro deste espectro visível em nossa analogia e não é por pura coincidência que vemos essas cores relacionadas aos nossos Chakras em outras filosofias.



Perceba na figura acima que, relacionando-se aos Chakras, desde o Básico, o que corresponde à região do sexo, até o Coronário, no alto da cabeça, observamos em ordem ascendente: vermelho, laranja, amarelo verde, azul, índigo e violeta, sendo estas duas últimas cores compostas a partir do azul.

Se você for chegado às literaturas Esotéricas, verá que, também de baixo para cima, a velocidade de rotação (freqüência de giro) e quantidade de "pétalas" ou hastes destes Chakras é MAIOR, sendo a freqüência (velocidade de rotação, no caso) do Coronário a maior de todas. E verá mais ainda que a cada Chakra destes também corresponde uma NOTA MUSICAL cujos padrões vibratórios aumentam de baixo para cima, sendo o DÓ (nota de freqüência mais baixa), correspondente ao Chakra Básico e o SI (nota de freqüência mais alta) ao coronário.

Mas é claro que essas cores (energias) que dizem corresponder a cada Chakra, são CORES PADRÃO para a MANUTENÇÃO DO CORPO ANIMAL, já que poderemos ler também nessa Cultura Esotérica que dependendo de como estão girando esses Chakras (se estão bloqueados ou não, se estão energizados ou não), a MATÉRIA FÍSICA estará equilibrada ou não, podendo apresentar patologias físicas e/ou psicopatologias (doenças de caráter psíquico) em caso de desequilíbrios, bloqueios ou enfraquecimento.

O que essas cores (e também os sons) que se atribuem a cada Chakra querem dizer é que são cores de RESSONÂNCIA(9), ou seja, quer-se dizer que esses Chakras vibram melhor são melhor ativados ou são mais sensíveis a energias que se aproximem do padrão vibratório dessas cores e sons. O que você pode depreender daí, tanto em formas de desbloqueios, quanto de energização é uma enormidade, mas se eu me perder por esses meandros não termino este texto.

E os Orixás Cósmicos? Onde entram nisto aí?

Exatamente na composição da MÔNADA que, como já expliquei, é um átomo pequeníssimo já com atividades espirituais mas de características puramente instintivas que, além de ser composta de no mínimo TRÊS Energias Originais distintas (primárias ou já compostas), vem a ser também, exatamente o PRINCÍPIO ESPIRITUAL de cada ser vivo.

Ah, então você quer dizer que todos temos essas três Energias Originais na formação de nossas Mônadas, Almas e Espíritos e por isto podemos dizer que somos filhos delas?

Perfeitamente! Só que ...

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(9) RESSONÂNCIA - estado de um sistema que vibra numa freqüência própria, com amplitude acentuadamente maior (mais fortemente ou perceptivelmente), como resultado de estímulos externos que possuem a mesma freqüência de vibração.


Por: Claudio Zeus