16 de abr de 2015

Quem é teu mestre?

Penso que este deveria ser o credo de todo dirigente de Umbanda sério e honesto, primeiro consigo próprio e por extensão, através do exemplo, aos seus filhos ou médiuns;

"Tenhais confiança não no mestre, mas no ensinamento.
Tenhais confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.
Tenhais confiança não na teoria, mas na experiência.
Não creiais em algo simplesmente porque vós ouvistes.
Não creiais nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.
Não creiais em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos.
Não creiais em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados;
Não creiais no que imaginais, pensando que um Deus vos inspirou.
Não creiais em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos. Mas após contemplação e reflexão, quando vós percebeis que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para vós quanto para os outros, então o aceiteis e façais disto a base de sua vida."
Sidarta Gautama, 24º Buddha


Ao longo de minha jornada de vida, até o momento, tenho (nem sempre com êxito é bom frisar) encontrado sabichões e mestres. Com uns me ferrei de verde e amarelo (não por "culpa" exclusiva destes, porém muito mais pela permissão que eu concedi para que estes primeiros me mostrassem como deveria conduzir minha vida, minhas escolhas) e com os poucos mestres fui levado a me defrontar comigo mesmo e fazer minhas escolhas.

Jesus maravilhosamente já dizia; " Se um cego guia outro cego, ambos caem no buraco" (Marcos, cap. 7, vers. 14)

No entanto, como (fiquemos em nosso próprio quintal ok?) os umbandistas adoram se comportar como ovelhas obedientes, acerebradas e coniventes.

Mas saindo um pouco tbm do quintal, afinal é lugar comum reclamar da falta disto ou daquilo no meio umbandista. Tudo o que nós mais queremos é encontrar o manuel de como viver não é mesmo?

Só que não é bem assim que funciona, ainda mais qdo no meio da prosa entra o quesito maravilhoso, inalcançável e misterioso (o uso da palavra aqui é proposital...) mundo espiritual!! Ah! quantos de nós não gostaríamos de ter acesso aos escalões espirituais da 9ª, 10ª esfera e de lá trazer ensinamentos, textos, práticas, mandalas, etc. que bum! transformem vidas, assim como um pirlimpimpim...

Mas quantos de nós do mesmo jeito terá a necessária humildade (saber se colocar no seu devido lugar) para sacar que é tão somente MEIO (bem lembrado não é Claudio?) e tirar de si o personalismo que busca o aplauso, o reconhecimento?

Um terreiro de Umbanda precisa servir primordialmente para engrandecer/valorizar/apoiar/promover vidas e em abundância.

Lembrando de novo Jesus, quantos de nós sacamos a frase; "Meu reino não é deste mundo..."?

Um dirigente precisa, assim penso, ter a devida compreensão de que é tão apenas a ponte onde sejam seus filhos de fé ou visitantes precisará passar para alcançar o outro lado. Qual outro lado? O que estes escolherem...

Paz e Luz!

PS-1: Trecho antigo de um texto escrito em 08/2009, e que abordei em muitos textos, mas hoje decidi publicar. Me vem neste momento o sincero desejo de que de lá para cá, tal quadro tenha se alterado...

PS-2: Curioso olhar para trás e perceber que já não somos como éramos..., a esperança é que tenhamos de fato compreendido as lições.

Por: Edinilson Francisco