4 de mar de 2015

Perguntas e respostas sobre a Obra, Missão e Vaidade.

União
Bom dia amigos, como vão? Vocês sempre leem aqui sobre obra e missão, mas eu me pergunto se eu estou sendo realmente claro quando utilizo estes termos. Eu estou?

O que é essa missão?

Missão nada mais é do que um compromisso em cumprir uma determinada tarefa. No caso do umbandista a nossa missão é fazer a caridade e ensinar a fé e o amor a Deus, aos Orixás e ao
próximo. Como espíritas, nossa missão também compreende o desapego das más tendências como o ódio, vícios da carne, inveja, vaidade etc.

E a obra, o que é?

A obra é a união de todas as missões e, por lógica, de seus missionários (não confunda com um missionário pentecostal como R. R. Soares e outros, no caso da umbanda missionário são todos que sabem de sua missão). Em outras palavras a obra é o terreiro.

Mas o terreiro não é um templo?

Se limitarmos a nossa visão, sim o terreiro é apenas uma edificação que pode ser chamada de templo, tenda, casa, roça, aldeia etc. Só que o propósito deste blog é abrir as mentes das pessoas, por isso entenda a imaterialidade da Casa Umbandista, um terreiro é a união de pessoas como irmãos de fé (espiritualidade), livres de suas relações maritais, de pai e filho ou de patrão e empregado. Lá somos todos frutos da mesma fonte (Deus, Zambi, Olorum, Oxalá) e estamos lá com único propósito: cumprir nossa missão enquanto conscientizamos outras pessoas de suas respectivas missões.

Se somos todos irmãos e frutos da mesma fonte, por que há Pais e Mães de Santo?

Os pais em um terreiro nada mais são do que pessoas mais experientes as quais os Orixás Superiores depositaram certa confiança para que eles conduzam os demais irmãos no rumo certo. Pais e Mães de Santo não são perfeitos, vão aprendendo a cada dia e são passíveis de cair nas mesmas armadilhas da vida que todos os filhos, contudo possuem visão mais aguçada espiritualidade e conseguem assim evitar com mais facilidade alguns defeitos que podem derrubar uma casa.

E quais defeitos são esses?

A falta de desprendimento e principalmente a vaidade. Há muitos outros, mas classifiquei estes como os mais nocivos porque a falta de desprendimento faz com que a pessoa confunda outras faces da vida - como a cotidiana, amizades, emprego, família, esposa e filhos - com a cena espiritual. Não raro temos de receber desafetos em nossa casa e é nossa obrigação tratá-los com o mesmo amor que damos aos demais. Já a vaidade é, segundo o Senhor Marabô, "Uma praga traiçoeira que rasteja no escuro e te paga pelos calcanhares e antes que você se dê conta, ela já está na sua cabeça". Aí você passa a se achar mais especial do que é, perde fo foco na obra e na missão e não raro começa a se enfeitar da cabeça aos pés ao ponto da forma ter mais destaque que o conteúdo.

E o que acontece com pessoas assim?

Nós as alertamos do que está acontecendo, mas a Umbanda é feita de simplicidade e quando a vaidade se apresenta o templo reage naturalmente como um organismo reage a um vírus. O resultado é um desconforto sentido por todos e o vaidoso acaba se corrigindo sozinho ou termina por sair e procurar um novo rumo.


E o que você recomenda para os leitores poderem trilhar bem sua jornada na Umbanda.

Fé em Deus e na obra, foco na missão, simplicidade e bom senso. E lembre-se: Não se envaideça, vocês não são especiais sozinhos, são lindos quando vibram em conjuntos, todos iguais.

Axé e ótima semana!


Por: Cláudio Corrêa