9 de fev de 2015

Prática Mediúnica vs. Reforma Íntima.

Eu corro o risco de ser taxado de repetitivo, mas preciso novamente escrever sobre isso. A reforma interior é necessária e urgente, ainda mais para quem quer praticar a mediunidade. Alguns erros comuns que acontecem quando não se observa essa ‘tal reforma íntima':

Médiuns deslumbrados com a fenomenologia apenas. Só querem ir pras reuniões para servirem de instrumento. Deixando que os espíritos se manifestem, sem entender o que ocorre nesse processo.
  • Estrelismo, acabam pagando com a vaidade, pegando para si todos os elogios e agradecimentos que são dos espíritos;
  • Praticam a mediunidade, incorporando, psicografando ou outra forma de manifestação em locais totalmente inadequados tais como: Festas, reuniões familiares, bares, baladas, na rua, etc.
  • Acham-se detentores de poderes paranormais e que os espíritos lhes devem satisfações, cobrando dos mesmos adivinhações e regalias em suas vidas;
  • Entre outros.
A mediunidade não é ferramenta para engradecimento do ego, e sim para resgate das faltas pretéritas, aprimoramento do ser e da caridade. Vocês imaginam um espírito de Lei se manifestar no meio de uma balada para dar um sermão na(o) ‘ficante’ pois ele tá de olho em outra pessoa?

Ou na festinha familiar pra dizer pro cunhado que ele é um folgado? Não cabe né? Até porque os espíritos de Lei respeitam o livre-arbítrio, e jamais irão interceder sem o pedido de auxílio daquele que precisa de ajuda.

Esses médiuns tendem a se tornar ferramentas imprecisas, criando um afastamento, um campo de repulsão vibratório dos guias de Lei, pois, esses guias já tem uma vibração bem mais alta que a nossa e precisam, em seu processo de sintonização conosco, ‘diminuir’ essa frequência vibratória afim de conseguir nos utilizar como instrumentos. É dito, que Jesus demorou dois mil anos para densificar seu espírito para poder se manifestar de forma corpórea, façam uma análise disto.

Esses médiuns, acabam por criar esse afastamento e por se tornar alvo fácil para espíritos mistificadores e zombeteiros. Então se instala um processo de obsessão espiritual.

Se ficar só nisso tá bom, o problema é que geralmente se agrava, gerando uma fascinação ou uma subjugação. Vamos pegar o auxílio do Livro dos Médiuns, codificado por Allan Kardec, para entender melhor isso:

4. Os médiuns que fazem mau uso de suas faculdades, que não se servem dela para o bem ou que não tiram proveito delas para sua instrução sofrerão as consequências disso?
“Se as usam mal, serão duplamente punidos, porque lhes é dado um meio a mais para se esclarecerem e não o utilizam convenientemente. Aquele que vê claramente e tropeça é mais censurável do que o cego que cai no fosso.”
6. Uma vez que as qualidades morais do médium afastam os Espíritos imperfeitos, como é que um médium dotado de boas qualidades transmite respostas falsas ou grosseiras?
“Conheceis todos os recantos de sua alma? Aliás, sem ser vicioso, pode ser leviano e fútil; além disso, algumas vezes ele tem necessidade de uma lição, a fim de que se mantenha alerta.”
7. Por que os Espíritos superiores permitem que pessoas dotadas de um grande poder, como os médiuns, e que poderiam fazer muito de bom, sejam instrumentos do erro?
“Os Espíritos superiores esforçam-se para influenciá-las; mas, quando se deixam arrastar para um mau caminho, eles as deixam ir. É por isso que se servem delas com cautela, pois a verdade não pode ser interpretada pela mentira.”
Para melhor compreensão recomendo a leitura do capítulo 20, segunda parte, do Livro dos Médiuns.

Então é hora de acordar, ver que a reforma é importantíssima. Se queremos ser lar de bons sentimentos, devemos expulsar os maus de dentro de nós. Trazendo um pouco de bom-senso a questão, olhar com muito cuidado para os nossos vícios, nos momentos em que estamos no topo é o momento exato para a nossa maior queda.

Ser médium não nos transforma em melhor do que os nossos irmãos. A mediunidade é uma ferramenta neutra, e assim pode ser usada para o lado bom ou ruim, cabe a nós escolhermos o que queremos. E lembrar sempre, “o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória".
Esse texto é uma reedição atualizada do texto originalmente publicado no blog: Perdido em Pensamentos.

Por: Douglas Rainho - Conversa entre adeptus
Fonte: Espiritualis