28 de nov de 2014

A força do pensamento - Como perder o marido





É claro que não queremos ensinar ninguém como perder o marido, mas alertar as esposas incautas a não alimentar ideias negativas e destrutivas, que são geradas pela mente deseducada e indisciplinada. Daremos exemplos de forma despretensiosa, mas com o desejo forte de que nossas leitoras e leitores reflitam sobre o que devemos evitar.

Milena estava feliz, pois enfim havia realizado seu maior sonho que era casar-se com Roberto.
De volta da lua-de-mel, eles experimentaram colocar os pés na vida real. Ela e o esposo trataram de cuidar cada um de seus afazeres... cotidiano né? Vida de casado é uma delícia quando está no início. O casal fica entretido um com o outro... sexo... sexo e mais sexo! Ah que maravilha! É o amor, a paixão, a cordialidade, os pombinhos arrulhando o tempo todo...

Algum tempo depois...



Os defeitos começam a chamar atenção, é... não dá para ser todo o tempo paciente e elegante, romântico (a) e amoroso (a), atencioso (a) e gentil.
Cada dia traz consigo uma característica nova, não encontraremos um dia da semana igual ao outro, eles não se reptem por mais parecidos que sejam. Existem os difíceis, os atípicos, os com complicações que vêm como testes de resistência para cada um de nós e, dias mais tranquilos, em que podemos respirar aliviados. Uma coisa é digna de nota, somos nós e somente nós, quem dizemos como eles serão. Por exemplo, sempre teremos que decidir se aceitaremos provocações e ficarmos chateados por muito tempo ou não. Se nos desviaremos dos obstáculos de cada dia e se permitiremos que pessoas e/ou situações nos tirem do sério ou não!

É nossa escolha também o que faremos com os pensamentos negativos e de baixo teor vibratório, serão nossos companheiros diários? Ou não? 

A escolha será sempre nossa! 

Milena escolheu se hospedeira do mal, não se vigiou e não quis disciplinar-se tornando-se pouco a pouco prisioneira do medo e escrava dos maus pensamentos...

O marido, um jovem e belo rapaz trazia na face o semblante da paz, era alegre e muito responsável. Só uma situação o tirava desse estado invejável de espírito, as cobranças injustas de Milena.

A segunda-feira chegou e eles levantaram cedo, arrumam-se e fizeram a primeira alimentação do dia.
Roberto fez uma prece mental de agradecimento por mais aquele dia, saiu de casa vestido de maneira impecável em direção ao trabalho, bem disposto e cheio de ideias para apresentar ao chefe.

Milena enquanto arrumava-se de qualquer jeito e pobremente, pensava no porquê do marido se perfumar para ir trabalhar e apresentar-se em público sempre elegantemente trajado, vistoso e sempre bem humorado... (para ela isso poderia chamar a atenção de alguma mulher). Deixou a mente vagar solta e sem controle. Imagens de mulheres (executivas sensuais maravilhosas) lhe surgiam na mente, desapareciam como fumaça ao vento e ressurgiam mais extravagantes e fortes ainda. Agitava-se com o teor de seus pensamentos e já estava mal humorada, com a facie carregada denunciando que ganharia mais uma ruga de preocupação.

No decorrer da semana ela se sobrecarregava ainda mais com mais pensamentos inferiores e afirmava temerosa, de si para consigo mesma, que Roberto arrumaria uma amante!

Assim foram seus dias, cada vez mais tensos e, infelizmente, Milena respondia a todos esses pensamentos com mais criações mentais inferiores.

Em casa só sabia cobrar e maltratar o marido, tinha ciúmes dos casos que ele contava sobre seu ambiente de trabalho. Até do chefe ela tinha ciúmes! O pobre rapaz já não sabia mais o que falar queria de toda forma evitar os ataques de fúria (ciúmes) da esposa, que carinhosamente apelidou detsunami. 

Os meses passaram e o casal em pouco tempo já não tinha mais aquele desejo um pelo outro, Roberto estava decepcionado com Milena que transformou-se numa chata e mal humorada de plantão. Cerceava-o sem dó, implicando com tudo o que fazia, com os colegas, etc. Até com as saídas dele para a cervejinha com os amigos nos finais de semana, ela passou a implicar.

Certa vez despertou do sono, abriu os olhos e disse: Ele tem outra! Olhou para o lado e não o viu, sentiu um frio percorrer lhe a espinha, os olhos encheram-se de lágrimas, e seu corpo enrijeceu-se... deu um grito de raiva e furiosa, levantou-se procurando pelo marido. Em sua mente formavam-se imagens dele com a “outra”... abraçavam-se e beijavam-se e entregavam-se a paixão dos amantes! E tudo isso desfazia-se novamente e refazia-se quase que imediatamente em outras formas mentais mais provocantes. Foram muitos meses assim, nossa personagem repetia para si mentalmente imagens negativas com afirmações absurdas do marido com amantes, que pena! Como ela sofria e chorava todos os dias, não tinha mais o viço de antes. Não se enfeitava para ele, a angústia e o medo de ser trocada por outra mulher lhe apunhalavam a alma, mas o que fazer? Como livrar-se desse terror? E sempre dizia para si mesma “_Deixar de pensar negativamente seria um erro, isso me ajuda a manter-me “atenta” (controladora).

Pobre moça! A que tipo de sofrimento havia se submetido? A que tipo de escravidão houvera se condenado?

A esta altura mais dois desencarnados infelizes e iludidos a acompanhavam dia e noite, dando-lhe razão pelos tais pensamentos, julgavam-na correta na atitude, “ora essa, é preciso estar prevenido e ela não pode mesmo acreditar que o marido é fiel! ” Dizia um deles, enquanto o outro confirmava positivamente com a cabeça.

Após um ano de casamento tudo parecia abandonado e empoeirado em suas vidas. Certa noite Roberto chegou tarde em casa, passou direto pela esposa que já não possuía mais unhas, só tocos! O moço passou por ela sem dar boa noite e foi para o quarto exausto. Milena quase teve um troço! Questionou-lhe a frieza e fez milhares de perguntas. Roberto então olhou-a nos olhos enchendo-se de coragem e disse: _tenho uma pessoa além de você! Sei que estou errado, mas estou apaixonado por outra mulher e antes que você me agrida novamente fisicamente, que grite, me arranhe e rasgue minha camisa... ah! Me esqueci... antes que me esbofeteie, preciso confessar que tenho uma amante! peço por favor, Milena, não me impeça de ir embora daqui! Para mim nosso casamento acabou... sinto muito! 

Enfim, aconteceu! Os pensamentos de Milena se materializaram! Ela tanto criou imagens mentais repetidas vezes que atraiu para o próprio marido uma amante e era o que ela mais temia (só pensava nisso).
Roberto captou a mensagem subliminar da esposa, através da vibração emitida pelos pensamentos desordenados dela, que ele psiquicamente aderiu e acabou seduzido pela vibração gerada pelas imagens mentais de Milena (pensamento gera cor, cheiro e energia) imagens essas que ela alimentou e fortaleceu todos os dias, fortemente, por meses.

Assim é a força do pensamento. com nossa mente podemos fazer acontecer tudo, basta desejar, imaginar, alimentar, disciplinar e REPETIR, pois o subconsciente grava e reproduz.

O pensamento gera energia e esta entra em ressonância com outras existentes no Universo (para se atraírem precisam ser iguais/mesma faixa) e depois volta pra nós.

Quando pensamos em algo ou alguém muitas vezes e com certa vontade, para o bem ou para o mal, atraímos para nós de volta esta energia e muitas vezes a pessoa! (Lei da atração e lei da ação e reação)
Nosso cérebro dá o comando e o subconsciente grava e responde de volta como uma criança obediente. A ordem vem do pensamento (espírito), vai para o cérebro físico, que vibra para o espaço, esta vibração irá encontrar outras forças como o mesmo padrão e na mesma frequência. Ao fim de tudo isso e depois de um tempo, o que atraímos vem para nós mais cedo ou mais tarde (bem ou mal).

Já ouviram falar que colhemos tudo o que plantamos?

Axé!


Por: Letícia Gonçalves.