9 de out de 2014

Obsessão de todo tamanho

Para não falar muito, a verdade é que existe obsessão de todo tamanho, e qualidade.

Dentro e fora do Centro Espírita.

Envolvendo quem é médium, e quem não é.

Dirigentes e frequentadores.

E, se não vigiar, gente boa pode cair nas suas artimanhas.

Essa história de que o espírito fulano falou que, entre nós, é coisa de vida passada...

Tomem cuidado.

Têm muitas investidas sentimentais assim.

Por conta disso, já presenciei muitos casamentos irem para o beleléu – tratei, e trato, de muita obsessão neste sentido.

Homem com mulher, mulher com homem, homem com homem, mulher com mulher...

Médium masculino recebendo entidade feminina.

Médium feminino recebendo entidade masculina.

Perturbação sem tamanho.

Está tudo misturado: carência, paixão, desejo, sexo...

Isto é um perigo, e pode derrubar qualquer cristão.

Cuidado na hora da transmissão do passe: nada de tocar, ou de se permitir tocar – a não ser que você, como médium ou paciente, tenha mais de 80 de idade, e ande com a libido sossegada.

Na reunião de desobsessão, preferencialmente, nada de colocar doutrinador homem ao lado de mulher médium, e vice-versa – a não ser que, sexualmente, pelo menos um dos dois esteja desencarnado...

Eu já soube de cada bagunça acontecida em câmara de passes...

De cada revelação de médium vidente, e audiente, fajuto – fajutíssimo!

Engraçado que eu nunca soube de um médium assim que, numa pessoa feia, doente e desmilinguida, encontrasse um amor de Outra Vida – é sempre uma pessoa forte, bonita, atraente, e... endinheirada! Pobre, coitado, é tão pobre, que não tem nem parente de Outra Vida!...

Eu nunca vi um espírita se deparar com uma afinidade do passado em alguém que mora na periferia – num casebre caindo, cego de um olho, coxo de uma perna e surdo de um ouvido!

Vocês já viram?!

Balela! Conversa fiada!

Espiritismo precisa ser levado mais a sério, e mediunidade muito mais a sério ainda.

O que tem de loucura na mediunidade vocês não acreditam!

E, depois, dizem que eu falo mal de médium – como poderia, se eu mal falo de médium?!

Gosto tanto de médiuns que, aqui, no Mais Além, dirigimos um hospital só para eles – o “Hospital dos Médiuns”, que, presentemente, feito os hospitais do SUS por aí, está com a sua capacidade esgotada!

Fazendo sopa para os pobres, a não ser no chuchu, na mandioca, na abobrinha, na moranga, etc, que tem que ralar, ralando também os dedos, eu nunca presenciei alguém encontrando um amor da existência pretérita...

A coisa parece mesmo ter uma queda pela mediunidade! É aquele encantamento tolo, entre um ladino e um idiota, que se acalora ao bafo quente do Demônio...

Melhor parar por aqui.

O meu espaço acabou. Ainda bem.


Por: Inácio Ferreira