10 de out de 2014

É possível se acabar com a fofoca no centro de Umbanda ou Espírita???

Sete (7) dicas para se minimizar esta “erva” daninha…

A FOFOCA pode arruinar com o clima em qualquer ambiente, gerar conflitos e destruir reputações de pessoas e de casas. Enquanto para alguns, fuxicar é um hábito inofensivo, basta o comentário ser negativo que já está se fazendo fofoca. Enquanto se observa e se combate o ato de fofocar como sendo falar mal de alguém, esquecemos que também é tão fofoqueiro quem dá ouvidos a quem fala mal.

Sam Chapman é consultor e autor do livro “A empresa livre de fofoca”, voltado para ambientes de negócios, mas que tem orientações que servem muito bem às relações dentro da Umbanda. Confira sete dicas extraídas da publicação e adaptadas as comunidades terreiros umbandistas, que podem livrar o ambiente das fofocas.

1. EVITE SE ENVOLVER
Controlar o que as pessoas ao seu redor falam ou fazem é uma tarefa quase impossível. Não há como conter o fluxo de informação, ainda mais em um ambiente com muitas pessoas. A solução é evitar completamente a fofoca, tanto na hora de transmiti-la como na hora de ouvi-la. O que se fala nos corredores e vestiários deve ser tão vigiado quanto as fofocas fora do templo e salas de conversação das redes sociais, para não cairmos na armadilha da maledicência fofoqueira.

2. ESTABELEÇA UM ACORDO ENTRE TODOS
Não importa se o acordo for formal e escrito, ou descontraído e oral. O importante é combinar algumas coisas com os colaboradores da casa, como por exemplo um REGIMENTO INTERNO. É indispensável ter-se atitude para se interromper os boatos assim que eles forem ouvidos, mantendo-se a harmonia no ambiente do terreiro. Dispositivos formais escritos ajudam bastante a administrar possíveis conflitos interpessoais.

3. DEIXE AS PESSOAS À VONTADE
Disciplina não é ser mudo. Todos precisam se sentir à vontade para compartilhar sentimentos de maneira aberta e honesta, olho no olho. Quando as relações são baseadas na transparência, não há necessidade de fofocar nem de esconder nada. Tem dúvida, procure seu dirigente e converse com ele.

4. COMPARTILHE MAIS EMOÇÕES POSITIVAS
Compartilhar emoções positivas é mais importante do que fazer o mesmo com as negativas. Assim como sentimentos negativos guardados causam incômodo, não dividir coisas boas pode levar ao arrependimento. É como ter perdido a chance de dizer “eu te amo” a alguém querido que não está mais entre nós. Você pode sentir muita afinidade com um de seus colegas sem jamais dizer algo, por exemplo. Compartilhar emoções positivas estimula a criação de um ambiente melhor, mais prazeroso de conviver e livre de fofoca.

5. PENSE ANTES DE FALAR
Nossa memória se baseia no filtro da nossa visão dos fatos, não na realidade. Por isso, podemos ter uma opinião tendenciosa sobre um determinado assunto, como por exemplo enxergar defeitos nos dirigentes, o que deve ser encarado com normalidade, pois são seres humanos como todos os demais. Se um membro ou dirigente da casa fez algo que o incomodou, converse com ele e descreva respeitosamente o ocorrido. Sentimentos são subjetivos e o seu ponto de vista pode ser contestado fraternalmente, fazendo-o rever o ponto de vista equivocado.

6. MENOS QUEIXAS E MAIS SOLICITAÇÕES
Reclamações têm conotações negativas e, por isso, podem virar fofoca. Mas é possível transformá-las em solicitações positivas. Nem todo pedido será atendido, mas as pessoas passarão a prestar mais atenção no que você diz. É melhor pedir algo que o faça feliz do que se lamentar e não tomar uma atitude. Lembre também que o terreiro é feito por cada um de nós, então se queremos algo melhor, é nosso dever, nos empenhar na construção dessas melhorias.

7. MANTENHA O EQUILÍBRIO
Se você sente muita pressão dentro do terreiro e acredita que passa horas excessivas nele, a chance de ficar amargurado e mal humorado é grande, assim reveja sua participação na comunidade, solicitando um tempo de afastamento para refletir. Pessoas descontentes reclamam e fofocam mais e abrem sérias brechas para sintonias inferiores e obsessões espirituais. O equilíbrio entre a vida religiosa e pessoal é essencial para assegurar a disposição e satisfação no trabalho mediúnico. Sem entrega por amor no que estamos fazendo, todo o esforço será em vão aos olhos dos Orixás, Guias e Falangeiros que nos assistem.