18 de set de 2014

Insatisfação pessoal, um problema relatado na umbanda

Dizem que o atendimento fraterno é o primeiro socorro que recebemos, mas ao passarmos pelos portões desses ambientes sérios, os espíritos amigos já nos auscultam a alma e começa aí o tratamento.

Noventa por cento das pessoas tratadas nos centros de umbanda (citaremos a umbanda como exemplo) estão insatisfeitas com sigo mesmas... é o casamento que não está lá essas coisas, os filhos problemáticos e rebeldes, é o sentimento de impotência dos pais aliado ao de culpa por não conseguirem ajudar seus filhos. As questões financeiras muitas vezes vêm antes até da satisfação pessoal...

Muita gente gostaria de estar num padrão melhor de vida e por isso frustram-se porque não tem o carro mais caro e exatamente do modelo do de fulano de tal ou, ficam tristes porque não possuem uma conta bancária invejável, como a da atriz famosa, etc.

Há casos em que a insatisfação é tamanha que a pessoa se revolta e se fecha para o mundo passando a se isolar socialmente.

As pessoas chegam a se deprimir quando não atingem o objetivo sonhado ou não realizam o sonho da vida, entram numa faixa vibratória de baixo teor e muitos adoencem!

Vejam bem amigos, nem sempre depressão é sinal de encosto por parte de espíritos inferiores que enfraquecem o sistema psíquico dos encarnados. O melhor a se fazer é dar um jeito de reverter positivamente isso, porque do contrário, poderemos “criar raízes” nos sentimentos ruins.

A umbanda recebe milhares de consulentes que alegam estar deprimidos por pura insatisfação com a própria vida e também com suas escolhas no campo profissional.

A psicanálise é uma poderosa ferramenta, ela proporciona um olhar sobre si.

A ajuda espiritual em locais sérios e respeitados, auxilia os consulentes enfraquecidos espiritualmente a mudarem de faixa vibratória e a conhecerem-se mais (hoje em dia a quantidade de palestras elucidativas, ministradas por médiuns ou profissionais da psicologia, altamente gabaritados para informar, esclarecer e orientar os consulentes nos terreiros e casas kardecistas, aumentou muito).

A insatisfação pessoal vai desde as escolhas profissionais erradas até problemas relacionados com a baixa autoestima (infância, casamento, relacionamentos em família, vida social...).

Estamos em constante movimento no Universo, sempre lidando com pessoas e energias das mais variadas, enfrentando situações inusitadas e, cá para nós, Nem sempre as coisas acontecem como desejamos.

As pessoas não são o que queremos que elas sejam, em muitos casos elas são o oposto do que imaginamos, o erro é que a maioria de nós idealiza, insistimos em não ver quem está ao nosso lado como realmente se mostra. É uma espécie de “maquiagem” que usamos para “ocultar” no outro que não queremos ou o que não nos agrada. 

E se só enxergamos o que queremos e prestamos atenção somente no que nos interessa, corremos um risco enorme de seguirmos iludidos, até o dia que as pessoas do nosso convívio cansarem-se da personagem que criamos para elas. 

Erroneamente dizemos que a máscara caiu, mas será que as imperfeições do outro sempre estiveram ocultas? Quando descobrimos que as pessoas do nosso convívio mais íntimo, por exemplo, são imperfeitas, nos magoamos, nos frustramos e no fim das contas ficamos insatisfeitos. Colocamos a culpa na vida, na estrela guia, na sorte, no destino, etc. 

  • Estou insatisfeito com minha vida. 
  • Não gosto de mim como sou. 
  • Não era essa a vida que eu queria ter. 
  • Me decepcionei com ele (a). 
  • Meus filhos não são os meus amigos. 
  • Meus pais não são meus amigos. 
  • Meu colega de trabalho é uma pedra no meu sapato. 
  • Escolhi a profissão errada! 
  • Eu queria ser linda e magra como ela. 
  • Não me gosto assim. 
  • Queria ser rico como o meu patrão. 
  • Não quero que ele termine o namoro comigo. 
  • Não consigo me divertir nas viagens. 
  • Não gosto da minha profissão. 
...

O melhor é ter uma dose extra de coragem e mudar o que não está nos fazendo bem, seja o que for! Devemos fazer nossas escolhas!

A mente sã, feliz e iluminada, faz com que estejamos sempre saudáveis fisicamente. A alegria, o bom humor, a criatividade, a paciência, a fé sábia e tantas outras virtudes boas, só nos enriquecem a alma, ajudando a nos equilibrar perante os dramas existenciais
.
Quem tem problema? Todo mundo! 

Enquanto para uns a dificuldade do momento é o limite do cartão de crédito, para outros é reconstruir nova moradia em local seguro, longe dos tornados devastadores!

Enquanto para algumas mulheres o drama é conseguir chegar ao peso ideal para sentirem-se queridas, aceitas, desejadas e com a autoestima nas alturas, para outras o drama é conseguir alimentar as boquinhas nervosas de seus filhos amados, que passam fome.

Enquanto a insatisfação do rapaz engravatado é ter de permanecer na empresa “X”, por falta de oportunidade melhor no mercado de trabalho, a do outro rapaz é sentir-se seguro, confiante e inteligente para impressionar positivamente o psicólogo na entrevista de emprego.

A umbanda recebe um contingente de pessoas tristes, frustradas, revoltadas e com baixa autoestima; estão enfraquecidos e desmotivados porque não se resolvem, não se decidem, não se reciclam e não gostam de si mesmos.

Claro está que hoje em dia, a maioria das pessoas estão infelizes consigo mesmas por algum motivo. A vida é essa mesma, mas será que não há algo que possamos fazer para melhorar? Creio que sim, começando pela autoaceitação. 

Reflitamos. 


Por: Letícia Gonçalves.