25 de set de 2014

A magia das rosas!!!

Era trabalho no Templo, era dia de festa, a casa cheia de rosas. Rosas de toda a cor, representando cada uma o amor do Criador. Teria nesse dia uma grande fogueira, todos sabiam a importância do fogo, que queima os miasmas, que a alma de cada um cala.

Era dia de festa, a casa estava repleta de rosas, os corações estavam ansiosos, sentia sequiosos por tanta beleza. Rosa vermelha que as moças adoravam, brancas que a todas as moças também se encantavam.

Amarelas lembrando Mamãe Oxum que ali emanava amor para cada um, branca trabalhando a força de Iemanjá que as moças havia ajudado a amar. Rosa lembrando a simplicidade, a doçura para tocar aquele coração que chegaria no Templo, envolto na tortura.

Os irmãos encarnados poucos entenderam, que o grande segredo é abrir os olhos de ver, para não deixar o espírito descrer. Muitos questionaram para que tantas rosas, se tudo pareceu tão diferente do trabalho que era da gente?

Rosas de vários nomes, de vários perfumes, para que aquebrantasse um pouco a animalidade, não na fala de gritaria, mas naquele coração que pouco sentia. Disse pouco, porque se falasse nada eu mentiria, ele queria encontrar o calor na sua alma, que era fria.

A magia das rosas, muitas rosas para ali foram levadas, para que fizessem o seu lindo trabalho caladas, a energia por elas era transmutada. As cores pareciam ser somente da Terra, mas era engano, vinham do Jardins de Aruanda para fortalecer aqueles filhos da Banda.

Foi abalado aquele trabalho, achando alguns que esse ficou falho. Os encarnados doavam de si o melhor, mas não entendiam o mistérios que ali aconteciam, o mal vagorasamente se desvanecia e o filho vagamente entendia que precisava querer de Deus ser de novo cria.

O perfume das rosas foi sendo tirado por as mãos dos guardiões, a cor de cada uma delas, foi deslizando para o irmão uma bela aquarela, que fazia em sua mente uma visão, que estava na hora de começar a pensar sobre o perdão, que daquele Templo ele era também irmão.

O Templo tem vários artefatos que usa para que a magia se produza, as rosas são de grande delicadeza, para trabalhar não somente o que é beleza. As rosas no Templo Sagrado, deixa de ser somente rosas da Terra, plantadas por seu perfume sua exubenrância rara, que do pé é arrancada.

Mas ao entrar no Templo Sagrado, muda sua textura, são suaves e cheirosas, os olhos que puder ver, perceberá que de energia do mais Alto, são plamadas para ali serem ofertadas, para serem doadas, as almas que delas se fazem necessitadas.

A rosa seja ela vermelha, branca, champanhe, lilás, rosa ou outra cor qualquer, é utensílio de imensa magia na mão de uma mulher. Pombagira ou nobre Guardiã, faz a rosa ter maior poder, para ajudar aquele que carrega o sofrer, para desvanecer o que os olhos se faz escurecer.

No dia do trabalho no Templo, o pedido de pétalas de rosas ao ouvido do moço foi soprado, para que aos pés do irmão fossem jogadas. Parecia um ritual qualquer? Não tinha o que fazer com elas? Eram para ele, que aliviaria a dor que sua alma tanto invadia.

As rosas são magísticas aliviando o coração que estava triste, as rosas tem magia, tem poder, diminuindo o que faz seu coração perecer. As rosas são utilizadas como sugador, entrando em casas escuras, trazendo vagarosamente a vontade de cura.

As rosas desata nós, aformoseia os laços, promove abraços. A magia que tem as rosas, que limpou feridas dos pés daquele irmão, que prefere ainda a solidão, que prefere ainda o caminho da escuridão. As pétalas de rosas ali, para ele pisar, fizeram seu coração tocar.

É preciso um pouco de rosa saber, que elas não são somente objetos de prazer, que elas são artigos de grande magia, que elas curam as dores mais frias, que preenchem quando magnetizadas, dores que nas almas foram suplantadas. Rosas que cuidam de almas, que trabalham caladas, que cura exala.

Rosas vermelhas, que inspira paixão, mas que magnetizadas, cura o coração, que clareia a razão. Rosas brancas que delas se faz chá, para o corpo também curar, para infecção aplacar. Rosa lilás que traz a paz, que encanta o rapaz.

Rosa amarela que alivia o esquecimento, da alma que mais vive no tormento. Rosa que enfeita a casa, que é sugador, que faz banhador, que é bebedor, rosa que cura a dor. Rosa que é de grande e bela magia, que ajuda o trabalho no Templo, que ao irmão é ofertado.

Rosas de todas as cores, em cada uma imensos valores, instrumento de pura magia, de grande prestígio para que o objetivo seja atingido. No Templo por as mãos da guardiã. o perfume delas era levado, para o irmão, que se sentiu tocado, mesmo, escondendo sentiu o ser abalado.

A beleza da rosa é no pé, recebendo da mãe terra a seiva, mas na sua imensa delicadeza se permitiu ser dispositivo do trabalho da Umbanda, por os Orixás queridos, que nos ensinam a sermos por a caridade, de Deus, filhos. Rosa de toda cor, que cura a dor, me ensina contigo me fazer trabalhador.


Por: Maria Padilha/Edy Tavares (médium do Cantinho de Francisco de Assis