16 de jul de 2014

Elucidações de Ramatís sobre o signo de peixes

PERGUNTA: — Ao finalizardes as vossas explicações sobre as influências astrológicas, fizestes referência ao magnetismo doado pelo signo de Pisces para a manifestação do Cristo em nosso planeta. Podeis dizer-nos quais as virtudes desse
signo?

RAMATÍS: — A poética linguagem astrológica diz que Pisces dá aos seus protegidos as seguintes características: — são profundamente emotivos, irradiando simpatia, mesmo quando rudes ou fracos; investigam com inquietude a origem psíquica da vida; são receptivos às mensagens elevadas e hospitaleiros desinteressados; são românticos, sonhadores e médiuns; sofrem e se amarguram quando ofendem ou prejudicam alguém; podem falhar na primeira investida ao ideal superior, mas corrigem a indecisão, às vezes com sacrifício da própria vida.

Afora outros detalhes, que não enumeraremos devido à natureza restrita deste trabalho, já tereis compreendido que foram exatamente essas as virtudes que se revelaram, cada vez mais intensas e enérgicas, nos discípulos ardorosos de Jesus e em todos os seus sinceros seguidores. A efervescência crística, ateada pelo Divino Cordeiro de Deus, sob a vigorosa influência de Pisoes, continua ainda a se manifestar em vossos dias, pois, à medida que a humanidade terrícola se desajusta, no limiar do "fim dos tempos", os realmente devotados ao Cristo revelam mais fortemente a sua vivacidade e a ansiedade de servir e salvar o irmão desesperado!

Os servos de Jesus, inquietos, contemplativos, ingénuos perante o mundo utilitarista do lucro provisório, afinam-se, também, em vigorosa conexão às próprias influências astrológicas derradeiras, do signo de Pisoes, que fez a cobertura astrológica de todo o evento cristão, afirmando-se como uma insígnia zodiacal repleta da mais agradável tessitura magnética para a libertação do espírito do mundo material.

Ao contrário do povo hebreu que, sob a férrea direção de Moisés, ainda não estava amadurecido para compreender a missão sacrificial do Cristo, sob a simbólica "arremetida" do signo de Aries — que inspirava todos os povos antigos a se espalharem pêlos territórios desconhecidos — os cristãos, dominados pelo simbolismo sacrificial do peixe (que perece apenas o tirem do seu "habitat") deixaramse torturar e morrer pelo advento do Messias! A era do Cristo encerrou a da contradição pagã; sob a mensagem admirável do Suave Jesus, a ideia de um Deus Magnânimo descia à Terra, atenuando a discordância em torno de tantos deuses, que geravam os seus conflitos primeiramente nas regiões celestes, para depois se divertirem destruindo os seres com a inspiração para as guerras fratricidas!

O Sol, pela precessão dos equinócios, derramava-se em fulgente claridade na constelação pisceriana, enquanto Jesus, refulgindo também junto às orlas dos lagos da Galiléia, punha-se em divino contato com os futuros "pescadores de homens".


Por: Ramatís/Hercílio Maes - Do livro: Mensagens do Astral - Editora do Conhecimento