26 de jun de 2014

O processo e situações da consciência mediúnica


Bom dia irmãos, como estão? Hoje voltaremos a falar sobre os estados de inconsciência, consciência e semiconsciência mediúnica.

Na semana passada abordamos os mitos por trás do preconceito contra os médiuns conscientes. E hoje o tema é:

O processo e situações da consciência mediúnica




O processo


Entrar no estado de incorporação de algum ente espiritual não significa que o espírito do médium saiu de seu corpo para dar lugar a um outro. Pensar dessa forma é errado. A palavra "médium" significa "meio", ou seja, somos a ponte entre o mundo dos espíritos e o mundo terreno e tal qual ponte que somos, devemos estar presentes no local da transição para que haja a passagem.

Em outras palavras, o Orixá trata-se de um hóspede em nosso corpo, ele não o detém para si. É uma estadia temporária na qual ambos os ocupantes desta "casa", ou seja, o corpo, firmam um contrato de mútuo aprendizado. Sim, o Orixá tem muito o que aprender conosco também! Ele aprende com aquilo que sabemos da vida, com nossas energias, com os limites de nossa matéria e capacidade de meditação. Já a gente aprende com os orixás a cada incorporação, mas esse tópico já tango a parte de benefícios, que é um tema para o futuro.

Voltando ao tema da consciência ou inconsciência, vamos deixar claro uma coisa: isso é situacional, ou seja, ninguém é inconsciente o tempo todo, desde o início. E isso vale para quem é consciente também. Na medida em que nos acostumamos com a troca de enercias entre nosso corpo, nosso espírito e o Orixá, vamos desprendendo a nossa atenção das coisas terrenas como o movimento de nosso corpo, a hora em que o Guia fala, com quem ele fala etc. e nos aprofundando na meditação, o que aumenta a sintonia entre a gente e o plano espiritual e torna o processo de incorporação mais suave e faz com que percamos a noção do tempo e, dependendo das vezes, a consciência também. É aquela sensação de que o Guia ficou conosco por 5 minutos, mas na verdade foram horas a fio.

Situações especiais


Há situações em que o Orixá quebra a rotina de desenvolvimento e percepção do tempo (inconsciência), forçando a inconsciência do médium afim de protege-lo em giras mais pesadas ou trazendo sua percepção a tona nos casos do Guia necessitar de alguma informação proveniente das memórias e conhecimentos do filho que o recebe - nos casos do consulente estar falando de elgum assunto muito específico ou demaisiado moderno para um Orixá ancestral, por exemplo.

Conclusões de hoje:


  1. Não saímos de nosso corpo para o Guia entrar. O corpo é nosso e simplesmente dividimos ele com o Orixá.;
  2. Consciência e inconsciência são situacionais;
  3. Nós aprendemos com a entidade espiritual assim como ela aprende conosco.
Axé!


Por: Cláudio Corrêa