25 de jun de 2014

O mito da consciência e inconsciência mediúnica


Olá irmãos, como estão todos? Hoje falarei um pouco sobre um dos assuntos mais polêmicos dentre os médiuns:

A consciência versus inconsciência.

Acredito que este tabu se dê basicamente por dois fatores: a gravidade dos temas abordados em consulta, que geralmente requerem o máximo sigilo e também a impressão de força mediúnica que é associada à inconsciência. Então vamos falar mais sobre isso:

Temas graves e sigilo:



É fato que a Umbanda é vista por muitos consulentes como a última e emergencial tentativa de solução aos seus problemas, ou seja, recorrem a um terreiro quando já se cansaram de lutar e já passaram por todas as igrejas, cartomantes e videntes possíveis. Com isso podemos entender a profundidade dos problemas de cada um e a necessidade de pouca exposição da pessoa que está em consulta bem como de suas dificuldades que, não raro, são de foro extremamente íntimo. Coisa que não se divide com ninguém além de um Orixá, por isso há o medo por parte do consultante de que o médium guarde registros de seu caso. Claro que o sigilo continua sendo necessário (como citado acima), mas isso é uma questão de ética que deve ser muito trabalhada pelos dirigentes espirituais.


Impressão de força mediúnica:


Há a sensação velada de que os médiuns inconscientes são mais evoluidos, mais doutrinados e mais fortes do que os conscientes ou semiconscientes. O que é um tremendo engano! A força do médium está em seu caráter e intelecto, em sua sensibilidade em aprender com tudo na vida, inclusive com os problemas que lhe chegam aos ouvidos por via da consciência (que é situacional) na mediunidade. Além disso o termo "força" é muito mal aplicado, prefiro "desenvolvimento" porque abrange áreas como o esforço e aprendizado, treino e dedicação. Médium forte é aquele que aprende com tudo na vida, não apenas durante a incorporação.

Agora que todos entendemos a raíz dessa polêmica e o porque de semi ou total consciência mediúnica gerar tanta desconfiança por parte dos médiuns e consulentes, poderemos avançar nossos estudos para o processo e os benefícios da incorporação consciente.

Mas isso é assunto para a próxima semana!

Axé!


Por: Cláudio Corrêa